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Este blog foi criado num Domingo chuvoso daí www.domingoamigo.blogspot.com/!

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9.3.11

A origem da Lagoa dos Patos

O João Menéres, que mora em Portugal, dia desses estranhou um comentário que fiz sobre a temperatura fria das águas que banham o Rio Grande do Sul, este estado esquecido por deus no quesito praias. Meu caro João, sim, as águas das praias gaúchas são trazidas da Antártida por uma comunhão de correntes que a deixam bem mais frias que a média do resto do litoral brasileiro. Uma sina.
Perguntou-me também o João sobre as águas da Lagoa dos Patos, se elas seriam igualmente frias. Com o pouco tempo que tenho para acessar à Internet, vou resumir minha resposta ao amigo luso contando uma pequena historinha, que é o que mais gosto de fazer (contar histórias).
Dizem, João, que a Lagoa dos Patos, originalmente, ficava bem mais abaixo na América do Sul, quase lá na Patagônia, onde faz um frio de rachar, e que a lagoa vivia habitada por muitos patos.
Acontece que em um inverno particularmente rigoroso, a lagoa congelou e os patos ficaram com suas patas (os membros inferiores, no caso) presas ao gelo. Como eram muitos, e precisavam procurar por um lugar mais quente, eles levantaram vôo assim mesmo, levando a lagoa congelada com eles, pelos ares.
Já entrando em território brasileiro, os patos teriam cansado com tanto peso que traziam e pousaram. A água teria derretido e ficou por lá até hoje.
Se o caso realmente aconteceu, eu não sei. Mas, convenhamos João, é uma história e tanto. Pois não?

As prisões antigas

AS PRISÕES ANTIGAS É
QUE ERAM BOAS...
CÁRCERES BONS MESMO ERAM AQUELES DOS ANOS 70 E 80, OS QUAIS, REALMENTE,
REABILITAVAM AS PESSOAS!
ENTRARAM: - GUERRILHEIROS, - TORTURADORES, - FRAUDADORES, - TRAFICANTES, -
CORRUPTOS, - ESTUPRADORES, - LADRÕES, - ASSASSINOS
- SEQÜESTRADORES, - TERRORISTAS, - AGITADORES SINDICAIS 'PELEGOS',
- ASSALTANTES DE BANCO...
E SAÍRAM:
- GOVERNADORES,
- MINISTROS,
- PREFEITOS,
- DEPUTADOS,
- SENADORES,
- DIRETORES DE ESTATAIS,
- VEREADORES,
- PRESIDENTE!!!
DEPOIS DIZEM QUE A CADEIA NÃO RECUPERA!!!

O Valor das Diferenças na Formação da Cultura Brasileira


O Brasil é historicamente conhecido pela diversidade, principal ingrediente da miscigenação cultural que modelou as características desse povo. Entre brancos, índios e negros a sociedade solidificou suas bases para o que hoje se constitui como nação brasileira. Um caldeirão de batuques, cores, danças, ritos e religiões formaram a multiplicidade dessa terra que deveria ter como sobrenome a palavra diferença. Essa mistura magnífica é de extrema importância para o entendimento da culturalidade desse país, único no mundo a agregar tantos povos dentro de apenas um.

Foram os índios os primeiros responsáveis pela colocação dos tijolos iniciais da grande obra da cultura desse país. Como se sabe, eles eram nativos e viviam como nômades entre as grandes florestas, sempre caçando e constituindo novos clãs. O legado deixado por eles, principalmente no manuseio de ervas medicinais, foi crucial para elaboração de muitas substâncias medicamentosas que ajudam a curar várias doenças atuais. Além disso, muitos hábitos deles, sobretudos os ligados a culinária, ainda estão impregnados na rotina da sociedade brasileira. Infelizmente, há uma cultura de esquecimento quando se refere aos povos indígenas. Hoje, muito das suas tradições estão pouco a pouco sendo engolidas pela globalização, descaracterizando a peculiaridade desses grupos.

Os brancos também têm a sua importância na formação da cultura nacional. Com a chegada das caravelas desbravadoras, muitos hábitos dos outros continentes vieram juntos em forma de conceitos civilizados. Uma nova maneira de ver o mundo foi inserida nas terras brasileiras, de modo que já era o momento de largar o jeito primitivo vivido pelos nativos e iniciar um processo rápido de civilização. Evidentemente, o choque cultural foi inevitável e trouxe consequências traumáticas, sobretudo para os índios, únicos habitantes dessa terra. No entanto, os ganhos culturais são inegáveis e contribuíram para igualar a nação a outras espalhadas bela globosfera.

A pluralidade existente aqui não estaria completa sem a significativa contribuição dos africanos trazidos nos grandes tombadilhos. A retirada forçada desses povos de sua terra natal para a realização de trabalhos forçados além’mar , enriqueceu de cores, ritmos e religiosidade essa terra gigante pela própria natureza. Os negros podem ser alçados entre os povos mais importantes da cultura nacional, não apenas pela história de sofrimento que guiaram a sua chegada, mas, sobretudo, pelo indiscutível legado deixado por eles na sociedade brasileira. Seja na música, na dança, na religiosidade, na culinária e até na cor da pele, os negros cravaram marcas profundas em muito do que hoje se conhece como Brasil. Mesmo assim, alguns ainda insistem em alimentar certas formas de discriminação, frutos retrógrados dos tempos áureos da escravidão. Com isso, desconsideram todo um tratado sócio-histórico do qual os negros foram determinantes para a sedimentação de muito do que existe na atualidade.

Falar em Brasil é automaticamente associar a multiplicidade cultural da qual essa terra foi construída. Partindo desse pensamento, deve-se lembrar que as diferenças responsáveis pela formação desse povo são de extrema importância para o entendimento das relações sociais das quais todos são fatalmente envolvidos. Ir de encontro a isso de forma discriminatória é aniquilar todo um trajeto humanístico percorrido por aqueles que de alguma maneira plantaram as primeiras sementes da nação conhecida por todos. Os povos que aqui chegaram, todos eles, independente de raça, religiosidade e classificação social merecem total respeito e absoluto reconhecimento das futuras gerações, pois não se pode fazer uma análise crítica da sociedade atual sem fazer uma retomada precisa do caminho trilhado pelos nossos antepassados.

7.3.11

Leitura e arte à beira-mar

O mar do Balneário Pinhal estava um desastre, como é de praxe: água suja e gelada. Enquanto minha mulher procurava adicionar uma última camada de bronzeado à pele, eu e minha filha líamos. Eu deliciava-me com a biografia de Nelson Rodrigues, brilhantemente escrita por Ruy Castro (não é meu parente, infelizmente). Minha filha, por sua vez, devorava O Continente, de Érico Verissimo.
Quando dei por mim, a praia já estava cheia, sorveteiros, crianças, guarda-sóis surgiram do nada. Esticando a vista ao redor de nossas cadeiras, avistei um vizinho de praia que produzia uma singela pirâmide de areia. Com engenho e arte, sob a solene indiferença dos veranistas do entorno, o homem tirou do monte de terra uma imagem belíssima (pelo menos aos meus olhos leigos em arte).
Não tive dúvida: saquei do meu celular e fui até lá fazer uma foto. Pedi licença ao artista - que a essa altura já descansava em sua cadeira de praia. Expliquei que tinha um amigo artista plástico, escultor, morador de Ibiraquera, em Santa Catarina, que pretendia fazer uma foto de sua obra de areia para mandar para esse meu amigo. Ele sorriu, lisonjeado, autorizou a foto e me ofereceu um chimarrão...
Uma manhã de feriado na praia pode nos reservar surpresas.

Cristovam Buarque


Uma das minhas vítimas entre outras 370 aqui:
http://vtmadaquinta.blogspot.com
( Venes, certas figuras já passaram pelo crivo de TODOS que lidam com o traço ! )

GOSTO DE SER MULHER




GOSTO DE SER MULHER
( Anne Lieri)



Gosto de ser mulher
Ser forte, ser emoção.
Se for do homem o poder,
Da mulher é o coração.

Ser mulher é ter na alma
Uma força misteriosa
Esperanças, mil presságios.
Fúria de vento, raivosa.
Mar bravio, torpes naufrágios.

Gosto de ser mulher
Porque a mulher traz a vida,
Semeia em seu ventre fértil
Uma criança querida!

A mulher abraça o mundo
Tem amor ilimitado
Em sofrimento profundo
Espalha sonhos alados.

Gosto de ser mulher
Em muitas contradições
Desequilíbrio de hormônios
Resolvem equações.

A mulher é um rio que chora,
É mãe terra, protetora.
Calor do sol que revigora
É chuva fora de hora,
Sobrevivendo ao deserto da solidão que devora!
Gosto de ser mulher,
De tudo que é feminino:
Cor de rosa, flor, vestido,
Ser amante, ser abrigo,
Perfume, brilho no olhar,
Feitiço e encantamento...
Falar pelos cotovelos
Ou fechar-se em seu silencio
Em magia e doce alento!

Se voltasse novamente
E pudesse escolher
Seria mulher de novo
Filha da lua nascer!


Fica aqui minha homenagem a todas as amigas da Sociedade Anônima!











Ali(mente

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6.3.11

LENITIVO: Zé Maria(pstu) sobre Lula

LENITIVO: Zé Maria(pstu) sobre Lula

CRISTOVAM BUARQUE...VIVE ⇝ EDUCANDO!


" O Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo no futebol e ficou triste. 
É 85º em educação e não há tristeza".



Seria útil...

(se não custasse R$ 599,00. Quem realmente precisa de água é porque não tem esse dinheiro...)

Garrafa LifeSaver

 


O Lifesaver é uma das coisas mais bacanas que já vimos por aqui. A garrafa (existe uma versão em galão também) consegue tornar potável qualquer tipo de água, removendo vírus, bactérias, cistos e parasitas, garantindo 99,99999% de pureza na água. E se você viaja/acampa/tem medo de tomar água em locais desconhecidos, a Lifesaver é… sua salvação ;)
A limpeza ocorre graças a um sistema de ultrafiltragem (inspirado em aplicações industriais), usando poros de 15 nanômetros de diâmetro sem precisar usar substâncias químicas. E quando o cartucho de filtragem atinge sua capacidade máxima, é bloqueado automaticamente, evitando o consumo de água contaminada.

Olha só como fica o “antes e depois” da água com o Lifesaver:


Segundo a Ecotrends Group, que está vendendo a garrafa de 750 ml no Brasil e na América Latina, um dispositivo desses é capaz de fornecer 32 litros de água limpa por dia e, dependendo do modelo, sua duração do filtro é de até 6 mil litros de água potável. Parece… mágico, não?

A versão maior da Lifesaver, um galão, foi utilizada para filtrar água para vítimas do terremoto do Haiti, como demonstrado no vídeo abaixo.


(Link do vídeo)

Para comprar uma, acesse o site da Lifesaver Brasil. Uma garrafa tem o preço sugerido de R$ 599 e seria muito muito bacana se o site brasileiro tivesse o mesmo método de “compre 1, doe 1″ do Lifesaver da Inglaterra.

tirado do ZTOP

28.2.11

O canto da mulher selvagem – Ricardo Kelmer



Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível… mas que também agride o olhar. É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

Em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim. É a mulher selvagem.


A sociedade tenta mas não pode domesticá-la, ela se esquiva das regras. Quando você pensa que capturou, escapole feito água entre os dedos. Quando pensa que finalmente a conhece, ela surpreende outra vez. Tem a alma livre e só se submete quando quer. Por isso escolhe seus parceiros entre os que cultuam a liberdade. E como os reconhece? Como toda loba, pelo cheiro, por isso é bom não abusar de perfumes. Seu movimento tem graça, o olhar destila uma sensualidade natural… mas, cuidado, não vá passando a mão. Ela é um bicho, não esqueça. Gosta de afago mas também arranha.

Repare que há sempre uma mecha teimosa de cabelo: é o espírito selvagem que sopra em sua alma a refrescante sensação de estar unida à Terra. É daí que vem sua força e beleza. E sua sabedoria instintiva. Sim, ela é sábia pois está em harmonia com os ritmos da Natureza. Por isso conhece a si mesma, sabe dos seus ciclos de crescimento e não sabota a própria felicidade. Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine. E adora dançar em noite de lua. Ah, então é uma bruxa… Talvez, ela não liga para rótulos. Sabe que a imensidão do ser não cabe nas definições.

Mulheres gostam de fazer mistério. Ela não, ela é o mistério. Por uma razão simples: a mulher selvagem sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita e viver é o mais sagrado dos rituais. Ela sente as estações e se movimenta com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. Coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista. Não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, um presente inesperado… Ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. As injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. Luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo.


Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.

Felizmente algumas lembraram. Foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza. Esta crônica é uma homenagem a ela, a mulher selvagem, o tipo que fascina os homens que não têm medo do feminino. Eles ficam um pouco nervosos, é verdade, quando de repente se vêem frente a frente com um espécime desses. Por isso é que às vezes sobem correndo na primeira árvore. Mas é normal. Depois eles descem, se aproximam desconfiados, trocam os cheiros e aí… Bem, aí a Natureza sabe o que faz.

BERNARDINHO...VIVE ⇝G R I T A N D O!



 
   “Não tem essa balela de fator psicológico. No Brasil, além de todo mundo ser técnico, agora todos são psicólogos.”