COMO FUNCIONA

Este blog foi criado num Domingo chuvoso daí www.domingoamigo.blogspot.com/!

Pensando em leitores que não se animam a manter um blog pessoalmente, e os bloggers, que desejosos de atingir outros leitores, além dos seus habituais, gostariam, vez por outra, de postar num blog COLETIVO, criamos a SOCIEDADE ANÔNIMA, onde você poderá postar, sempre que tiver vontade!

Para fazer parte dos AUTORES do blog basta escrever para: cimitan@terra.com.br, solicitando sua inclusão, como membro do SOCIEDADE ANÔNIMA. Mande seu nome, e endereço de e-mail, para ser registrado. Só não pode deixar de assinar seus posts! E será responsabilizado pelo seu conteúdo.

A gerência se reserva ao direito de excluir o participante cujo comportamento não for condizente com o do grupo.

14.1.11

Sexo é Bom, mas se Proteger é muito melhor!


Desde o seu surgimento em meados dos anos 80 a AIDS vem dizimando centenas de milhares pessoas mundo a fora. Isto por que, como se sabe, ela ainda não tem cura, mas parece que isso não tem feito com que as pessoas aumentassem os seus cuidados para se prevenir contra essa doença. Frequentemente vê-se estatísticas exibindo dados crescentes de novos contaminados, pessoas de várias classes sociais, etnias, de faixas etárias diversas e, principalmente gênero. Ela é uma doença, por assim dizer “democrática” atinge qualquer individuo sem fazer distinção da sua condição social.

Depois de uma longa discussão, restringindo o HIV entre os considerados grupos de riscos (homossexuais, usuários de drogas injetáveis, e prostitutas), hoje o discurso mudou. No último domingo no Fantástico, o doutor Dráuzio Varela esclareceu os telespectadores sobre essa questão. Nas palavras dele não há grupos de riscos e sim comportamentos de riscos. Pessoas que mesmo contaminadas, muitas vezes sem saber, continuam praticando sexo sem camisinha, por conseguinte, contaminando mais e mais pessoas.

Num dos últimos levantamentos feitos sobre essa questão, constatou-se que o perfil das pessoas infectadas tem mudado com o passar dos anos. Os gays e usuários de drogas injetáveis não fazem mais parte do topo da lista dos contaminados pelo vírus. Atualmente, nas relações heterossexuais, mulheres casadas, homens acima de 50 anos e até idosos, conseguiram atingir o lugar mais alto da pirâmide do HIV. As razões para isso são inúmeras, desde relações extraconjugais até o consumo de pílulas que aumentam o apetite sexual.

Outro grupo considerado de risco são os adolescentes. Eles, na sua grande maioria, são levados pelos fulgores do período e acabam se despreocupando com o uso de métodos preventivos como a camisinha. Por causa desse comportamento, muitos se tornam pais precocemente, quando não contrai uma doença sexualmente transmissível e até mesmo a AIDS. Por isso, ainda é fundamental o acompanhamento dos pais nesse momento da vida, esclarecendo aos seus filhos, com maturidade, a importância de se fazer sexo protegido.

Com tudo isso, a AIDS continua angariando mais e mais vitimas. Pessoas que por motivos diversos se descuidam na hora de ter a sua primeira, segunda, terceira ou qualquer que sejam as vezes que se tenha praticado alguma relação sexual. Infelizmente ainda há a cultura de que o HIV é uma doença restrita aos grupos considerados de “risco” citados anteriormente. Esse pensamento, em parte infundado, tem feito com que a doença se alastre silenciosamente entre os outros segmentos da sociedade.

Vários estudos estão sendo realizados, muitos tem obtido resultados surpreendentes, como os feitos pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), além das muitas pesquisas realizadas por países estrangeiros que estão a um passo de encontrar a cura da AIDS. Entretanto, enquanto a solução não chega, a prevenção ainda é o melhor caminho para não se contrair essa doença. Seja você quem for, independente de orientação sexual e/ou identidade de gênero, use a camisinha. Ela é a principal arma contra o HIV, prevenindo você de ser contaminado por essa ou outras doenças. Respeita a vida respeitando o seu corpo e o corpo de quem está junto de você e viva livre para gozar a vida, literalmente falando, pois

SER FELIZ É SER LIVRE!


Fotografia

Denis Piel, ca. 1980

12.1.11

O que acontece quando se perde toda a vontade?

Essa é a pergunta:

Battisti vale 7 bilhões de euros?

Em vida, integridade física e psicológica, tranquilidade e patrimônio, os criminosos custam caro para o povo. Além de não combatê-los e de os afagar com amolecimentos penais, o governo até paga literalmente caro para ficar com bandidos. Ricardo Noblat conclui aqui no blog que o escândalo Battisti apresenta “sabor de pizza”, pois “a Itália assinou um acordo de sete bilhões de euros para construir navios destinados à Marinha brasileira”. Inclusive quando se travestem de garantidoras da segurança nacional as equipes atual e pretérita do Itamaraty demonstram o desejo de transformar o Brasil num bastião da forma mais retrógrada de comunismo. A própria esquerda italiana abomina os crimes de Battisti, enquanto a brasileira tenta transformá-lo em herói.
Se embarcações militares tiverem alguma serventia para Cesare Battisti, que seja para transportá-lo de volta para o país palco de seus delitos: violência sexual, roubo, assassinato. Não alcançou o comando da Itália com as atrocidades que cometeu, mas chegou ao poder no Brasil juntamente com os amigos que conquistou. A renovação das frotas é fundamental para as Forças Armadas e devem ser usadas para combater o terrorismo e o crime organizado, não para os incentivar.
Neste começo de ano, em viagem pela Itália, notei clima diferente do que planejam patrocinar os partidários do banditismo. Os conterrâneos de Battisti o querem cumprindo a pena de prisão perpétua a que foi condenado por matar quatro pessoas. Ele ri das vítimas, esnoba o Poder Judiciário de onde se estabelece e, para o despiste popular, encarrega seus neocomparsas. No Brasil, a tarefa coube a integrantes do governo anterior, alguns deles aproveitados pela nova presidente.
O bandido continua em pauta exclusivamente por frouxidão das autoridades brasileiras. O Judiciário perdeu a chance de devolvê-lo e o passou ao então presidente da República, que não desperdiçou a oportunidade de coroar a leniência de seus dois mandatos com o crime e beneficiou mais um marginal. A participação do STF ainda não está encerrada. Pode reparar o vacilo e julgar Battisti pelo que ele realmente é, um criminoso hediondo que desdenhou do Judiciário nos dois países.
Por isso, parece inacreditável que para ter Battisti em solo nacional o governo tenha se indisposto com uma nação amiga, envergonhado sua gente e se disponha a gastar um século de Mega-Sena da Virada. As Forças Armadas precisam de investimento, mas o povo brasileiro não merece passar por mais essa.

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)

Após proibição de Paulo Coelho, Obama diz que Irã “não é tão ruim assim”

Fonte: jornal “Sensacionalista”, 12/1/2011
Após proibição de Paulo Coelho, Obama diz que Irã “não é tão ruim assim”
http://www.sensacionalista.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/01/paulcoelho-300x225.jpgA proibição da venda de livros do escritor Paulo Coelho pode fazer parte de uma grande estratégia para mudar a imagem do Irã no mundo. Ontem a estratégia começou a fazer efeito. O presidente americano, Barack Obama, que vive às turras com o país, declarou que o Irã “não é tão ruim assim”. “É a primeira medida sensata que vejo naquele país”, disse Obama, depois de participar da cerimônia de abertura da temporada de atentados políticos nos EUA. Para Obama, Mahmoud Ahmadinejad mostrou que está engajado na política de combate às drogas promovida pelos Estados Unidos.

10.1.11

Pra quem não é daquele tempo...


....que para se DELETAR era preciso usar borracha!!!!
Que coisa mais antiga!!!

Crise de VENESistência!

Revirando umas tranqueiras no meu velho baú, meio as minhas anotações diárias, encontrei um texto que escrevi há uns 3 anos, em uma madrugada de auto-análise, onde traçava estratégias inter espaciais para um futuro bom. Não deu muito certo, ainda, porém pelo menos sobrevivi, lucro! 

PS: inutilmente interessantíssimo!




Estou preocupado, venho tendo uns sentimentos que são dignos de análise. Sequer cheguei aos vinte e já tenho manifestado sintomas da famosa crise dos trinta.

Há alguns anos tinha como única preocupação saber qual o próximo capítulo da nova série, quem seria o adversário a perder do verdão na próxima rodada do campeonato. Até então, minha noção de sociedade era baseada em Springfield. Hoje, já penso em legado, morte, casamento, filhos... muitos filhos, e na TV as poucas coisas que ainda chamam minha atenção são aqueles programas que, normalmente, nossos pais assistem, tentando nos convencer da importância cultural e política no desenvolvimento social. Muito estranho! Confesso que ainda dedico algumas horas como telespectador de Homer e sua família, que ainda vibro, fielmente, com as vitórias alviverdes, mas é diferente... agora, vejo como uma rápida saída de escape desse imundo mundo real, só isso!

Critico tudo, discordo, tento mudar. Acho que ando com uma espécie de TPM social, só pode! Outro dia sonhei que, friamente, planejava uma chacina no senado e Cia: guilhotinava um a um, com exceção da dupla Renan & Sarney , os quais preferi [não sei o porque], à base de biodiseal, incendiá-los em plena sessão, sentia-me realizado. 

Eu disse! quando falei de análise não estava  exagerando.

Acuado pelo tal futuro, sinto-o mais próximo que nunca, ainda com metade da faculdade a concluir já me peguei várias vezes sendo rondado pelo fantasma do desemprego. Já estou pensando no “plano B” de minha vida profissional, antes mesmo do “A”.

De educação verticalmente adestrada, fui promovido à condição de Socialista declarado, extremista de esquerda, discípulo do Che. Agora, todos os anseios e planos são ditos e escritos no plural, mesmo que não sejam ouvidos ou lidos. Na verdade, nunca são lidos, ouvidos e muito menos compreendidos, não entendo o porque da insistência, mas continuo a insistir. É mais forte, fisiologicamente indomável. Preocupa-me.

Parece brincadeira, mas estou conseguindo ver até mesmo, além dos aparatos físicos das mulheres: seios recheados, glúteos sarados e empinados, curvas delineadas, piercing no umbigo... já não são fatores decisivos para meus novos, e inexplicáveis,  instintos de macho patriarca. Definitivamente estou assustado com esse meu momento "sócio-sexualmente Sandy", acho que tudo isso é fruto do meio, morando na “Capital da Amizade” só poderia estar contaminado pelo característico fervor de cidadania e desapego ao material, típico local.

Mudar-me daqui não posso, ainda, mas uma coisa me deixa aliviado: mais uma edição do BBB está chegando, só assim poderei balancear minha taxa cultural. Diariamente!


Que alívio! Não vejo a hora de voltar a ser NORMAL e poder dar uma espiadinha.



Wenes Caetano Marques, ou melhor VENES.

9.1.11

A Difícil Descoberta da Sexualidade


É na adolescência onde ocorrem as mudanças mais bruscas na vida de cada individuo. Nessa fase, o nosso corpo começa a metamorforizar-se para que estejamos prontos para a vida adulta. São transformações biológicas, físicas e comportamentais, modelando cada característica que irá compor a nossa personalidade. Entre as grandes mudanças desse período, uma pode ser considerada como decisiva, talvez a mais importante: a descoberta da sexualidade. Esta, por sua vez, manifesta-se diferentemente entre meninos e meninas. Neles, o primeiro contato sexual culturalmente acontece mais cedo, no geral entre os 13 a 14 anos de idade. Nelas, porém, isso pode variar entre 15 a 17 anos de idade. A grande discussão é quando esse adolescente descobre que é homossexual em meio ao turbilhão proporcionado pela sexualidade desse período da vida.

Como se sabe, a homossexualidade não tem uma causa aparente e nem tão pouco uma teoria estanque que explique a sua iniciação. Sabe-se apenas que ela é inerente em determinados indivíduos e se forma construtivamente nas relações nas quais esses indivíduos realizam com o ambiente em que estão inseridos. Devido a essa falta de teorização, muitos jovens sofrem com a descoberta de uma possível identidade sexual ligada a homossexualidade e, por causa disso, os conflitos são inevitáveis. O primeiro deles é sem dúvidas a autoaceitação, é encontrar dentro de si as respostas para as inquietações sobre esse assunto. O segundo é a aceitação da sociedade, ou seja, o que na adolescência se resumiria aos amigos e colegas de escola. É nesse ambiente onde ocorrem as primeiras relações sociais, é também onde nos inserimos ou não em determinados grupos de acordo com as caracteristicas pré-selecionadas por cada membro. O receio de assumir a homossexualidade nesse período se configura na não aceitação entre os grupos, gerando futuros traumas irreversíveis.

O terceiro e, na minha concepção o mais importante, é a aceitação da familia. Essa instância da vida dos adolescentes é o principal obstáculo a ser ultrapassado quando o tema em questão é a homossexualidade. Muitas familias não estão preparadas para aceitar um filho (a) homossexual, por puro desconhecimento que resvala nos vales dos preconceitos historicamente conhecidos. Por isso, muitos jovens passam por extremas frustrações, sofrimentos e uma série de tormentos quando se arriscam a expor a sua sexualidade para os entes mais próximos. Outros, no entanto, vivem anos e anos, escondendo (no armário), e preferem escolher uma vida de sofrimento e insatisfação a ter que encarar a sua homossexualidade de frente. Por causa disso, estudos recentes comprovam que o índice de suicidio na juventude tem crescido assustadoramente, devido a frustrações ligadas aos conflitos com a sexualidade.

É nesse momento que entra à educação. Ela é crucial para descortinar as sombras que insistem em escurecer as mentes da sociedade quando o assunto é educação sexual. Ainda há um tabu sobre isso, sobretudo quando está relacionado com a homossexualidade. Muitas familias preferem “curar” seu filho (a) gay, a ter que buscar meios de entender o momento pelo qual ele (a) está passando. Essa falta de diálogo acaba ampliando as crateras construídas pela discriminação, elemento distintivo que tenta enquadrar o jovem homossexual a um padrão heteronormativo imposto pela sociedade. O resultado de tudo isso são adolescentes confusos, inseguros e despreparados para assumir e/ou aceitar a sua identidade de gênero. Felizmente, esse ano parece que algo em prol da educação sexual/homossexual será feito pelo nosso Governo. Falo da distribuição de uma cartilha explicativa para as escolas públicas brasileiras, clarificando as questões ligadas as descobertas da sexualidade, bem como da homossexualidade. Além disso, serão trazidos à tona temas como identidade de gênero e homofobia, cruciais para esclarecer os atos de violência cometidos contra a comunidade LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transex) nos últimos anos.

Se a adolescência já é complicada por excelência, ela fica ainda mais quando não é compreendida, orientada e respeitada. Nossos jovens estão sofrendo calados por não encontrarem apoio para resolverem os seus problemas mais íntimos. E a sexualidade constitui o principal deles. Pais e mães não podem se guiar por um modelo educativo tão fadado e heteronormativo, impondo aos seus filhos caminhos maniqueistas de vida, em outras palavras, eles não podem obrigá-los a seguir rotas pré-definidas de acordo com o seu juízo de valor. O papel dos pais é orientar, acompanhar e, principalmente dialogar com seus filhos quando algo diferente está acontecendo na vida deles. Temos que desconstruir essa educação sexual limitada que acaba desestruturando familias Brasil e mundo a fora, só por falta de conhecimento e intolerância. Penso que a homossexualidade, bem como outros conflitos vividos pelos adolescentes, podem e devem ser encarados com maturidade e respeito, para que pequenas feridas de hoje não se tornem os traumas irreparáveis de amanhã.

7.1.11

Para os que veneram o LULA

FRASE DO DIA
A notícia de que o Itamaraty concedeu passaporte diplomático a dois filhos do ex-presidente Lula ao final de seu mandato é reveladora da relação equivocada que o mandatário manteve com o poder e as benesses decorrentes dele.
Editorial da Folha de S. Paulo

3.1.11

O que é Heteronormatividade?

Desde pequenos somos educados a seguir rigidamente certos padrões impostos pela sociedade no que tange a nossa sexualidade. Há uma divisão comportamental, da qual meninos devem agir de uma maneira e meninas de outra. Esse modelo de educação acaba semeando os primeiros frutos da heteronormatividade, padrão canonizado de regras que acaba limitando a liberdade do outro de viver abertamente a sua sexualidade. O resultado dessa educação sexista é a formação de adultos despreparados para aceitar e/ou conviver com o “diferente”.

Mas afinal, o que significa heteronormatividade? Numa acepção etimológica da palavra, “hetero” que em Grego quer dizer “diferente” e “norma” que em Latim quer dizer “esquadro”, constituem a formação da palavra heteronormatividade, ou seja, um conjunto de ações, relações e situações praticadas entre pessoas de sexos opostos. Assim, toda uma gana de sexo, sexualidade e identidade de gênero deveriam se esquadrar dentro dos moldes da heteronormatividade, sendo esta a única orientação sexual considerada “normal”. A grande discussão em torno dessa palavra é a limitação que ela impõe aos LGBTTs(Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transex), uma vez que no ceio de sua origem há uma gana de proibições que acabam dando origem a discriminações, preconceitos e, consequentemente homofobia.


Infelizmente, para a nossa sociedade o que é correto deve estar padronizado, então os gays seriam a escória social, pois não constituem e nem tampouco integram os modelos eternalizados pelas convenções moralizadas. Por isso que tantas barreiras ainda não foram ultrapassadas pelos homossexuais. Falo do casamento gay, ou união civil, da adoção de crianças, e tantas outras coisas que esbarram na nossa heteronormativa burocracia. Ainda há muita resistência, pois a nossa sociedade não foi educada a conviver com a homossexualidade dentro da sua amplitude. Perpetuamos em nossas crianças que existem apenas homens e mulheres, ou seja, tudo o que for contrário a isso é anormal.

Partindo desse pensamento, não é dificil saber de onde surgem os atos de violência cometidos contra os gays. Nós mesmos, muitas vezes incoscientemente, somos os causadores de todos os males sociais que nossas crianças irão enfrentar na idade adulta. E isso não se restringe apenas aos homossexuais, mas a todas as outras minorias marginalizadas.

Quando dizemos aos nossos filhos que não se juntem com determinada criança por causa da cor da sua pele, estamos criando futuros racistas; quando dizemos que não queremos meninas junto com meninos, estamos ampliando o patriarcalismo que segregava as mulheres das atividades sociais; quando proibimos as nossas crianças de se misturarem a outras de classe inferior, ou seja, pobres, estamos alimentando a desigualdade social que afeta centenas de pessoas Brasil a fora. Tudo isso, de alguma forma pode afetar radicalmente a forma com que as nossas crianças enchergarão o mundo no futuro e as pessoas que nele vivem.

Em contrapartida, deixo claro que não sou contra a heteronormatividade, pelo contrário, acredito na sua importância na construção da nossa sociedade, como elemento formador da vida e de vital crucialidade na formação do ser humano. A discussão aqui é como ampliar esse conceito de heteronormatividade, enquadrando outras vertentes socias, entre as quais os homossexuais são partes constituintes. É não criar padrões solidificados para uma questão tão abrangente quanto à da sexualidade humana, abrindo um leque de possibilidades para que seja discutidos/entendidos, racionalmente a liberdade do outro em querer viver a sua sexualidade.

Como se sabe, viver abertamente a homossexualidade não é uma tarefa fácil, sobretudo numa sociedade tão heteronormativa quanto a nossa. Nela, os gays não podem casar e nem constiruir familia, ainda, pois estas ações são restritas aos heteros e estão incluidas no âmbito heteronormativo discutido há pouco.

Em linhas gerais, penso que padronizar a sexualidade humana é uma atitude muito tacanha, tamanha a homorrealidade existente em nossa sociedade. Temos que parar de enchergar os gays como minorias e começar a vê-los como uma grande massa que atua, consome, pensa, trabalha e que não é diferente de nenhum outro cidadão. Uma das atitudes mais sensatas do nosso Governo para 2011 é a criação de uma apostila que leva para a escola a problemática da homofobia e, consequentemente da sexualidade. O Brasil tem que começar a galgar passos largos nessa questão para tentar reverter o atraso mental da nossa sociedade sobre a sexualidade alheia. São avanços dessa magnitude que o nosso país precisa para sair da vala da ignorância e da intolerância, ambas cristalizadas por dogmas normativos dos quais não condizem com a realidade social da qual vivemos.

Crônica de inicio de ano

A esquerda e o campo de nudistas

Tente entrar num CAMPO DE NUDISTAS vestido!
Apesar de estar completamente de acôrdo com os bons princípios, costumes e moral vingente, se sentirá  um párea. Um deslocado. Um fascista!
O mesmo acontece hoje em dia com relação à esquerda. Me sinto vestido  num campo de nudismo, diante do corporativismo da esquerda petista. Não ouço mais vozes distoantes! Não há mais oposição. Atacar essa ingênua "SOBERANIA NACIONAL",  que entrega exilados políticos ( boxeadores e atletas ) ao regime ditatorial de Cuba, e que proibe a extradição de assassino condenada em todas as instâncias na Italia, é ser fascista. Tudo que contraria a esquerda, é fascismo. Mesmo que se esteja defendendo a legalidade constituida, e a ordem jurídica estabelecida. Tudo que não atende aos interesses da esquerda, é fascismo. Este é o Brasil de hoje! O Rei esta nú, e todos acham muita graça e naturalidade nisso!
Postado originalmente no Drops Azul AnisS

1.1.11

À eterna estrela de hidrogênio

A rosa que brota

em cada desejar

de “ano novo”,

de “novo amanhecer”...

Não vinga.

Pior...

se entrega aos espinhos

sendo sufocada pelos respingos

do orvalho dos indiferentes.

Confusas, as pessoas não se ouvem,

fingem conversar.

Enganam-se...

Isolam-se...

E fazem isso pensando em se resguardar.

Por medo do fenecer,

Um simples gesto de arvorecer,

Não se ver mais,

Enquanto a possibilidade de enriquecer

Gera mutilados cerebrais

que se perdem

Nas tecnologias de ponta;

De quem só pensa em se lambuzar

no consumismo;

Ou nas loterias reinventadas

que vão encher os cofres

de quem já não quer transformar;

Por extensão,

A sociedade esquece do ser,

E até mesmo do viver.

Mas, anoitece...

Mais uma volta se completa.

_ amanhã será um lindo dia !

É o que dizem os que resistem,

Contudo, por mais que o sol nasça

e ele outra vez nascerá...

Os seus raios não cessarão;

A fúria da solidão

A mesmice do ano anterior

E o silêncio da multidão.

No máximo,

O brilho do sol trará

comtemplamento transeunte,

Enquanto o esperançar que poderia vir

pela insistência do amanhecer

ficará incrustrado na melancolia

da madrugada fria.

Mesmo assim,

O Mundo viaja veloz.

E as pessoas seguem

com aquele gosto

de felicidade desgastada

festejando com euforia

o partir e o chegar

de mais um ano.

Em um tempo

que prega a novidade,

mas não sabe partilhar

tão pouco consegue entender

ou sequer ouvir o próximo

que já se encontra tão endurecido,

por causa do cansaço

que lhe corrói a face,

desde o roxo anoitecer

até o principio do dia.

De fato, o sol nunca falha.

..........................................................................

Porém,

Num dia qualquer...

Pode acontecer

da Estrela de Hidrogênio se cansar ,

de tamanha desgraça aperreada,

de tantos sonhos desterrados.

E enfim,

Resolva se implodir

Fazendo a poeira dos tiranos,

se diluir.

Assim, esta sonata

de temores e horrores

que nos envolve e nos comove,

Mas não nos faz agir

Poderá ter seu fim.

(Ficar alegre com um novo

que logo se tornará ilusão

é algo do qual a humanidade,

deveria, ao menos, recusar.)

( Razek Seravhat)

HAPPY NEW YEAR

tumblr

T E M A

O PIOR DOS MUNDOS PARA OS BLOGUEIROS

 
HUMOR NEGRO

Chegou!






(01/01/11)

30.12.10

2011 - ano novo velhos vicios.- É a continuidade.

Duchamp, a Pinacoteca e a coleção Cisneiros

"Duchamp não frequentava museus questionando os critérios que teriam presidido á escolha daqueles artistas e não de outros" ....
 Acabo de visitar a Pinacoteca de São Paulo, e em especial a mostra da colecionadora venezuelana  Patricia Phelps Cisneiros, que segundo noticiaram é  a mais importante coleção particular de artistas da América do Sul. Não pude deixar de lembrar a frase do Duchamp. Por que esses artistas ? Por que essas obras, desses artistas ?
Muitos deles eu conheci quando não eram nem famosos, nem suas obras importantes. Já lá, me perguntava: quem será que esta comprando "isso" ? Quem tem tanto dinheiro sobrando para pagar tantos milhões, por "isso" ? E hoje tive uma parte das respostas. Uma dessas pessoas era sem dúvida Patricia Phelps Cisneiros, e se eu tivesse essa informação, naquele tempo, diria que certamente estava sendo enganada por algum marchant  inescrupuloso! É muito dinheiro para pouco "arame" retorcido. E as perguntas permanecem: por que razão escolheu esses, e não outros da sua geração? Por que esses trabalhos, especificamente, e não outros desses mesmos artistas? Duchamp tinha razão, mais uma vez.
Postado originalmente do meu O ÚLTIMO BLOG

27.12.10

TEORIA

"Se você criar uma teoria legal que permita um processo contra o WikiLeaks, isso dará poder ao governo de processar jornalistas por revelar seus segredos. Revelar segredos de governo representa o corpo e também a alma do jornalismo investigativo". -Glenn Greenwald, advogado constitucionalista norte-americano, colunista do Salon.com e defensor do Wikileaks.

25.12.10

VEN...DADO!


Comprei,
Compro,
Comprarei,
Quiçá, comprá-lo-ei!
...e no final, VENDO-ME ao sistema, e em lira turca!



WENES CAETANO MARQUES, 2010, oU melhor: VENES

24.12.10

FELIZ NATAL!!!



Olá Amigos!!

Desculpas por ser tão óbvia, mas a figura do Papai Noel é irresistível...
Hoje fiquei sabendo, que o encanto do Papai Noel, é o fato dele ter carinha de criança, com bochechões e queixo proeminente, que são traços infantis, mas é velhinho, o que todo mundo também adora.
Seja lá como for, só a visão desta figura gordinha, dá conforto e promessas de uma gostosa noite de Natal.
Portanto, PAPAI NOEL PRA VOCÊ, TENHAM UM FELIZ NATAL!!

Belém! Belém! Belém! Bate o sino, "pros meninos" que tudo tem!

23.12.10

Arnaldo Jabor e a 29ª Bienal de São Paulo

Ao apagar das luzes, fui ver a Bienal - Por Arnaldo Jabor

Por ARNALDO JABOR
Ao apagar das luzes, fui ver a Bienal. Quase não escrevo sobre ela, mas não aguentei, apesar de não ser crítico de arte. A sensação dominante que tive foi de ruínas ou de despejos da civilização. Saí triste. Os trabalhos repetem os mesmos códigos e repertórios: terra arrasada, materiais brutos e sujos, desarmonia, assimetria, uma vergonha de ser “arte”, vergonha de provocar sentimentos de prazer. A fruição poética é impedida, como se o prazer fosse uma coisa reacionária, “alienada”, ignorando o “mal do mundo”, que tem de ser esfregado na cara do espectador para que ele não esqueça o horror que nos assola.
Há um propósito de evitar qualquer transcendência artística. Um crítico escreveu: “O paradigma romântico foi desmantelado no século 20, porque apresenta a arte como algo universal, acima da realidade social e política.” Ou seja, a razão maior da arte, que é justamente esse mistério que aponta para “as coisas vagas” (como escreveu Paul Valéry) sem as quais não há reflexão poética ou filosófica, foi jogada fora, em nome de uma racionalização criada para substituir nossa impotência política real.
Fui andando pelo pavilhão maravilhoso do Niemeyer, pensando que o edifício “modernista” era superior a qualquer panfletinho ali exposto. Pensei que o império da sordidez mercantil, a ignorância no poder, o fanatismo do terror, a boçalidade cultural, toda a tempestade de bosta que nos ronda está muito além do alcance crítico de qualquer “denúncia” artística. Não adianta mais “chocar” ou “conscientizar” ninguém. Nada que haja na Bienal nos choca mais que homens-bomba explodindo discotecas ou a fome na África ou a lama das favelas e periferias. Nada. Os gestos enraivecidos da antiarte nem arranham a pele do mundo. Nesta Bienal vi um parque temático de deprimidos, um muro de lamentações inúteis – a melancolia como “denúncia” de uma vida sem solução, quando a grande crítica ao Ocidente é feita pelos terroristas islâmicos. A infeliz sentença de Stockhausen chamando o 11 de Setembro de “obra de arte” tem, sim, um bruto fundo de verdade. Nada pode explicar ou evitar aquele horror. Nunca imaginávamos que o século 21 seria parecido com o século 7.º, quando Maomé se declarou o único profeta.
Intelectuais e artistas vivem em pânico, pois o tempo de sínteses se extinguiu. Os acontecimentos estão incompreensíveis e, no entanto, óbvios demais. Claro que os artistas contemporâneos não podem ignorar o horror do mundo e têm de acusar o golpe. Sim, mas mesmo em tempos terríveis, há que se buscar alguma transcendência, esperança e vitalidade.
Tropeçando em perigosas “instalações”, pensei que a morte da “aura” da arte é menos aceita do que pensávamos. Hoje, muitos artistas se veem como ex-profetas abandonados e passaram a usar a luz da “aura” como um halo, como uma coroa de espinhos para sua solidão. O artista quer virar obra de arte. E tudo faz para esquecer seu abandono, mesmo que seja expor seus excrementos numa latinha. E vemos que ele não abriu mão da representação, mas cultiva-a ao avesso da beleza, como uma doença favorita. Ele é a representação, ele é a paisagem.
Acho que nesta desistência da arte transcendental há um complexo de inferioridade diante da tecnociência, que está avassalando nossas vidas. Nietzsche não concordaria: “A arte é mais poderosa que a Ciência, pois ela quer a vida, enquanto o objetivo final do conhecimento é o aniquilamento.” Nietzsche escreveu isso no fim do século passado, querendo dizer que, por trás da busca científica e racional da verdade, mora o desejo da morte, de esgotamento da vida, por uma letal explicação de tudo.
Claro que não tenho nível para aprofundar este tema; mas temos hoje esta metástase digital hipertecnológica ao lado de um indigente, tuberculoso, desempenho artístico do mundo. Temos de um lado o mercantilismo escroto de Hollywood, dos teatrões, das galerias chiques ou dos best-sellers. Do outro, a solidão melancólica das Documentas, os bodões negros dos guetos da revolta “oficial”. Sem dúvida, a grandeza da arte contemporânea é de se misturar à vida, sem suporte, mas sem negá-la de fora, atacando-a com rancor por sua falta de sentido claro. Nisso, o WikiLeaks mata a pau.
Movidos pela ideia socrática de que a arte tem de ser subordinada à Razão, os artistas caíram numa denúncia melancólica das impossibilidades. Não há futuro para esta ideia de arte, seja ela digital, mercantil, iluminista ou o cacete a quatro. A celebração dionisíaca do existir não pode ser considerada frescura ou alienação. Prevaleceu a vertente “triste” do modernismo, a vertente “conceitual” que joga sobre o “mal do mundo” apenas uma ideologia nevoenta de condenações sem nome, apenas uma arte enojada contra o mal-estar da civilização.
Por que a melancolia seria mais profunda que a alegria? Como explicar Fred Astaire, Busby Berkeley, Cantando na Chuva, a arte pop, o jazz? Depois do pop, será que uma “aids conceitual” não atacou tudo, depauperando a luta? Será que não se esgotou a denúncia do feio pelo “mais feio”, que odeia a vida real, por adesão a um impossível finalismo? O “novo” não poderia ser um “belo” que denuncia, com sua luz, a injusta vida?
Precisamos de arte, como uvas e frutos e danças e como um coro de Silenos, de Dionísios, pois a ciência e a razão estão querendo chegar até os ossos da “essência”. A arte é a ilusão aceita, a clareza feliz de que a aparência é o lugar do humano e que só nos resta essa hipótese de felicidade num planeta gelado. Não a arte-espetáculo, mercadoria de ver, mas a arte como ritual de embelezamento da vida. Nietzsche: “A ilusão é a essência em que o homem se criou.”
Lembrei-me então de uma frase de Stravinski: “A obra de arte deve ser exaltante.” E uma de Artaud: “A arte não é a imitação da vida; a vida é que é a imitação de “algo” transcendental com que a arte nos põe em contato.” Por isso, não gostei da Bienal.