9.12.10
falando sobre: ¹

Agnosticismo Estrito - (também chamado de agnosticismo forte, agnosticismo positivo, agnosticismo convicto ou agnosticismo absoluto) a idéia de que a compreensão ou conhecimento sobre deuses ou o sobrenatural se encontra totalmente fora das possibilidades humanas e que jamais tal será possível. Eu, Agnóstica Estrita digo: "Eu não sei e você também não".
"Ciência é conhecimento organizado. Sabedoria é vida organizada."
Immanuel Kant
"A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade."
Immanuel Kant
8.12.10
Confessar...

Deixa eu te confessar...
Que na noite passada eu lembrei do seu olhar
Era uma linda noite de luar
As estrelas brilhavam a cada piscar
Quando começamos a nos amar
Deixas eu te confessar...
Que nesta manhã ao acordar
Abri os olhos e ainda estava a sonhar
Lembrando dos beijos que me fizeram delirar
Da noite linda que passamos a nos amar
Deixa eu te confessar...
Que nesta tarde eu fiquei sem ar
Porque perdi com você o meu respirar
Fico ofegante apenas em pensar
Que essa paixão possa um dia acabar
Deixa eu te confessar...
Que quando a noite chega eu começo a pensar
Que você está chegando de novo para me amar
Meu coração já começa a palpitar
Como é bom por você me apaixonar
Deixa eu te confessar...
Você é meu tudo, meu sol, meu mar
Sem você eu viveria os meus dias a vagar
Porque minha bussula, meu guia, é o seu olhar
Daria a minha vida, para contigo ficar
Deixa eu te confessar...
Que sem você eu não vou ficar
Faria tudo apenas para te abraçar
Ou quem sabe provar do teu paladar
Todas as vezes que nossos corpos se encontrarem na hora de amar
Deixa eu te confessar...
7.12.10
Quem vai ganhar a guerra?

Um excelente texto sobre a guerra Narcotraficantes vs BOPE
http://olhardireito.blogspot.com/2010/12/tropa-de-elite-3.html
6.12.10
Uma de 47 imagens imperdíveis!!
Poema para recomeçar
foi destruído pétala por pétala.
Aquela perseverança própria da semente
desgerminou, não mais brotou...
Reduziu-se a pó.
Deixaram a vida morrer,
o colorido desbotar,
o beija-flor não beijar,
o coração corromper-se.
(Razek Seravhat)
5.12.10
Síntese
Mesmo com meus pés doloridos.
Ouvi mensagens que promoveram abraços.
Bocas que se acharam.
E meu sorriso prostituido
com idéias que ficaram de lado.
Mas acredito em você memoria amiga.
Houve sexo, livros contados.
Sentimentos partilhados
por uma quantinha de monossílabas.
Tantas marcas pra entende o que é humano.
Exilado não procuro mais nomes.
E nem sentido pra tudo que sinto sem crer.
Basta! Basta! Á ultima síntese.
A felicidade é um copo de água.
Sentimento bastardo, é com ele que vou dormir.
2.12.10
Alguém Consegue Deixar de Ser Gay?

Há uns anos, a revista VEJA publicou uma matéria a respeito dessa temática, na qual relatava sobre um encontro na Universidade de Coimbra, onde um especialista enfatizava que se o indivíduo quisesse, ele poderia deixar de ser homossexual. Na época, quando eu li esse matéria tive uma crise de riso, pois já tinha a plena convicção de que não é tão simples assim mudar todo um sistema biopsicológco da noite para o dia. Hoje, depois de muitos anos, a minha opinião está ainda mais fermentada, pois acredito que a possibilidade de um gay deixar de sê-lo é remota. Para ratificar essa informação, conversei com um amigo da área de saúde que me disse que a probabilidade de um individuo mudar a sua sexualidade inexiste. Nas palavras dele, a pessoa, por diversos fatores, pode inibir/mascarar/ocultar o seu desejo pelo individuo do mesmo sexo, mas a atração sexual continuará existindo, adormecida dentro dele.
Se fomos analisar a explicação dada pelo meu amigo, perceberemos que ela faz muito sentido, pois não estamos lidando com fantoches, nem tão pouco com animais de laboratório que são manipulados de acordo com a vontade alheia. Estamos falando de seres humanos que sentem vontades, têm escolhas, desejos, fantasias, opiniões e que, sobretudo, pensam. Se o homem é um ser pensante, logo ele deveria entender que a sexualidade do outro não pode ser revertido baseado apenas em concepções tacanhas de certo e errado. Isto porque, são nesses dois pilares que a homossexualidade é vista, como algo transgressor, aberrador que vai de encontro com o modelo procriativo da nossa sociedade.
Educar um jovem nessa perspectiva é um crime a integridade física-psicológica dele. A adolescência, época conturbada na transição para a vida adulta, deve ser guiada pelos pais com cautela e muito respeito. Cautela por que, temos que observar, acompanhar e orientar esses jovens para caminhos seguros, educando-o para a vida, sem interferir diretamente nas suas escolhas ou decisões. O papel dos pais é de um professor sendo que com mais intimidade. E respeito porque, nem sempre os filhos realizam as vontades dos pais, pois muitas vezes estes esquecem que a graça da juventude é ser arbitrária e fora dos padrões estabelecidos pelos cânones familiares. Cabe aos pais entenderem e aceitarem o que os filhos decidiram para a vida deles, com tolerância e respeito.
Partindo desse principio, a atitude violenta narrada no parágrafo introdutório é inconcebível. A sexualidade não é uma massa de modelar na qual batemos e construimos uma forma nova. Ela é evolutiva, e vai se desenvolvendo com a evolução do indivíduo dentro da sociedade. É evidente que há uma propensão genética para isso, coisa que já está sendo pesquisada por vários especialistas, mas na minha visão já é um fato. Acredito que exista uma pré-disposição para que uma pessoa seja homossexual e que ela se manifeste nas relações interacionais. Mesmo assim, ainda não tem uma teoria que afirme o surgimento da homossexualidade, nem tão pouco o fim dela. Freud, grande nome dos estudos psicanalíticos, dizia que o ser humano era composto por três bases sexuais: a bissexualidade, a heterossexualidade e a homossexualidade. O que falta em determinadas pesquisas que tentam "reintegrar" o homossexual num plano heteronormativo é estudar um pouco mais a fundo as contribuições freudianas sobre a sexualidade.
Teorias a parte, o que não pode ser permitido é que a sociedade ache normal um pai ou mãe, tentar mudar a sexualidade do filho a base de porrada e ponta-pés. Não será com atos violentos dessa natureza que educaremos nossa juventude. O que precisa ser feito é uma reeducação sexual, não aquela que fala apenas das IST - Infecções Sexualmente Transmissíveis, mas um educação LGBTT, na qual os pais falariam abertamente com os seus filhos sobre a pluralidade sexual existente na sociedade e que ele é livre para viver a sua sexualidade da forma que ele achar melhor. Falta esse entendimento sobre a diversidade sexual na nossa sociedade. Uma liberdade assistida pelos pais, mas não oprimida, pois não é de forma opressiva que transformaremos os jovens, como se fossem marionetes.
PARA QUEM ACHA QUE A VIOLÊNCIA RESOLVE, AI VAI O VÍDEO QUE EU FALEI:
PARA QUEM QUER UM CAMINHO RACIONAL PARA EDUCAR SEU FILHO, ACEITANDO A SUA SEXUALIDADE, O VIDEO É ESSE AQUI:
WikiLeaks promete revelar segredos do Vaticano
O Vaticano, Israel e a Coreia do Norte vão ser os próximos alvos da onda de revelações de documentos secretos do site WikiLeaks, anunciou um jornalista que trabalha com o site de Julian Assange em entrevista ao britânico "Daily Telegraph".
Na quarta-feira, os EUA nomearam um especialista em operações anti-terrorismo para lidar com os estragos causados pelos vazamentos do WikiLeaks. Russel Travers tentará descobrir como milhares de documentos secretos foram retirados de arquivos eletrônicos do governo. A Casa Branca disse ainda que está tomando medidas para aumentar a segurança da rede de computadores dos EUA.
1.12.10
Benedito Giovane
O suor e a lágrima discutem sua obra.
Sua bota, sempre a mesma bota.
Presa de cobiças cansadas.
Meu pai.
Meu medo de mim.
Correnteza que me enxerga e não me lava.
O homem encadeirado em sua varanda.
Cabisbaixo em seu chão de prélios ocultados.
O homem bebida, garanhão da lua.
Barulho que adormece meu primeiro passado.
Não que criou outras ruas.
Em meu pequeno subúrbio de imagem.
Verdade branca.
Casco de muitos braços, nome de muitos lábios.
Meu pai.
Soltando suas folhas,
buscando um regaço na idade do seu horizonte.
Ouço palavras, mas não ouço sua voz.
Refém. Do que me tornei refém?
Meu pai.
A morte lacônica come nossos lados.
Mas vi as roupas no varal.
Vi a pressa vazia de olhos que não se colhem.
Na casa onde tudo é mortal, menos a saudade.
www.rodrigo7passos.blogspot.com
29.11.10
Originalidade não é o forte deles não...
Dai, 'o Dilmo' pra não ficar pra trás, (uhul) fez até melhor!
hahahahahahaaha'
Putz, e agora? hahaha'
Fontes:
http://www.daylife.com/photo/00mc1n0dIxb67
http://www.slate.com/id/2216632/slideshow/2216689/fs/0//entry/2216696/
http://psdbms.blogspot.com/2010/10/conhecam-um-pouco-da-mulher-que-quer.html
28.11.10
Bifobia, Heterofobia, Homofobia, Transfobia e mais Fobias - O Medo que Gera a Violência

Ao analisar a palavra “fobia” que do Grego significa “medo”, percebe-se que em determinados contextos ela é usada indevidamente e para fins de ordem pessoal. Isto porque as fobias modernas não estão mais ligadas à aversão a animais ou a situações de pânico, na qual o individuo tem receio de estar em lugares públicos, ou em ambientes muito fechados, como nos casos das pessoas que têm claustrofobia. Hoje, utilizam-se dessa sigla para justificar atos de violência, geralmente direcionados às minorias desfavorecidas pelas esferas governamentais. A exemplo pode-se falar da comunidade LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transex) que vive sob o espectro da homofobia, lutando incessantemente para que essa prática criminosa seja coibida pelo Estado.
Se a palavra fobia significa medo, então a palavra “homofobia” deveria significar medo de homossexuais, não? Mas, na realidade o conceito que essa palavra emprega é outro. Ser homofóbico é sinônimo de ter aversão repulsiva as práticas homossexuais em todas as suas instâncias. Essa aversão tem sido usada como justificativa para os atos de violência cometidos pela sociedade que desconhece o real sentido que as palavras exercem, nem tão pouco conhece o significado da palavra tolerância. O resultado disso é a inversão de valores, pois hoje as vitimas da “fobia homofobica” são os gays e não as pessoas consideradas “normais”.
Da variação dessas fobias surgiram várias outras, a mais absurda é a chamada “heterofobia”, termo que tem a mesma conotação da palavra homofobia, sendo que inversamente. Ora, se for feita uma comparação dos indices de preconceito e discriminação sofridos entre gays e héteros é evidente que a diferença vai ser gritante, pois os homossexuais, como todos sabem, são as maiores vítimas das segregações socias existentes até hoje. Da mesma forma, não se pode equiparar a questão dos direitos entre essas duas classes, uma vez que os homossexuais lutam arduamente para garantir que direitos básicos sejam atribuídos a classe, enquanto os héteros têm total proteção do Estado nessa questão.
E a disseminação do termo “fobia” continua sendo deturpada por onde passa. Já se ouve com naturalidade bifobia e até transfobia. Se, no entanto, esses “medos” fossem justificados de forma racionalizada seria até compreensivo, mas o que acontece é a transfiguração do sentido desse termo para ações infindáveis de violência. As pessoas se apoiam em conceitos pré-concebidos/estabelecidos para justificar a sua falta de conhecimento sobre um determinado assunto/tema. Isso nada mais é do que o preconceito, no qual anda lado a lado com a ignorância e, sobretudo com o desconhecimento de tudo o que está além dos nossos valores moralizados.
Enquanto a sociedade busca se apoiar nesses termos para criar um distanciamente e/ou uma nova configuração para a temática LGBTT, muitos gays são violentados, físico e moralmente, quando não mortos, pois o descaso ainda é operante e sem previsão resolutiva. A lei do PLC122/2006, popularmente chamada de Lei da Homofobia, ainda não saiu do papel, impedindo que a violência praticada contra os homossexuais seja coibida pelo Estado. Será que para esse lei sair do papel vai ser preciso ocorrer algo similar ao da Lei Maria da Penha, na qual a mulher que deu seu nome a lei quase perdeu a vida para que outras tivessem o mesmo direito? Será que vai ser preciso que mais atos homofóbicos sejam praticados para que a lei garanta a proteção dos gays do nosso país? Ou vamos continuar mascarando o problema, com a criação de termos ridiculos como o da “heterofobia”.
Os negros passaram gerações para terem os seus direitos garantidos e mesmo assim ainda vivem sobre o prisma da discriminação; as mulheres foram inferiorizadas durante anos e agora conseguiram galgar alguns degraus para a questão da igualdade social; e os homossexuais? Até quando eles esperarão para que a sociedade enxergue a problemática vivida por eles de forma menos preconceituosa e mais racionalizada. Será que teremos que esperar mais duas ou três gerações para que a realidade dos gays no Brasil tome um rumo mais justo e igualitário?
27.11.10
Deu no GLOBO
Estado brasileiro contra o crime (Editorial)
Há cenas de forte simbolismo registradas na bem-sucedida operação de retomada da Vila Cruzeiro, na Penha, pelo poder público. Por exemplo, a foto de uma coluna liderada por um blindado da Marinha, seguido por veículos da Polícia Militar, estampada na primeira página de ontem do GLOBO, se conjuga com tomadas inéditas, transmitidas ao vivo pela TV, de hordas de bandidos armados em fuga pelo alto do morro em direção ao Complexo do Alemão, área que se torna uma das últimas grandes trincheiras no Rio desses grupos de criminosos. As imagens trazem causa e efeito: diante de uma operação conjunta do Estado brasileiro — policiais com o suporte de uma das forças armadas —, traficantes e seus fuzis não tiveram alternativa a não ser a fuga em massa, como nunca registrada na cidade.O problema do tráfico e crimes correlatos na região metropolitana da cidade não foi resolvido na quinta-feira, mas, no plano político e psicológico, foi dado duro recado à marginalidade: o projeto de segurança em aplicação no Rio de Janeiro é para valer, não se esgota nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), e ele ganha uma musculatura invejável com a integração de instrumentos de outras instâncias do Estado brasileiro. Neste sentido, os fatos que se desenrolam nos últimos dias vão além deste recado. Constituem-se um divisor de águas na segurança pública brasileira. A sociedade entendeu, e é palpável o apoio popular a este avanço articulado contra o banditismo, feito com planejamento e calma, como tem defendido o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Assistir à fuga desesperada de bandidos gerou alegria e, ao mesmo tempo, frustração, pois parecia fácil cercá-los no alto da passagem entre as duas comunidades. Mas não era, segundo explicou Beltrame ao GLOBO. Lembremo-nos que a crônica da luta contra o crime no Rio está repleta de ações pirotécnicas de tomadas de áreas, depois devolvidas ao tráfico pela impossibilidade de as polícias mantê-las sob controle.
Destaque-se, ainda, a participação do Tribunal de Justiça do Rio, parte relevante da operação conjunta do Estado, ao aceitar transferir mais presos perigosos para fora do Estado e qualquer detido nos atos de terror, de destruição de veículos nas ruas.
As autoridades não podem perder este momento especial e inédito. Ficou provado que as Forças Armadas têm condições de ajudar bastante no apoio logístico, tópico, nesta guerra, em que está em jogo o estado de direito democrático. A atuação na operação de policiais federais, a cessão de 800 soldados de elite do Exército — vários com experiência em favelas do Haiti —, para o cerco do Complexo do Alemão, a mobilização de mais carros blindados para o transporte de soldados do Bope e helicópteros da Aeronáutica, tudo isto está dentro desta acertada percepção. "Mudou o paradigma", declarou ontem, no Rio, o ministro da Defesa, Nelson Jobim. E a sociedade agradece.
Há muito o tráfico deixou de ser uma questão de segurança pública simples. Já foi no passado, mas, no caso do Rio, uma longa sucessão de governos incompetentes e populistas permitiu o enraizamento de quadrilhas na região metropolitana. Ao mesmo tempo, a corrupção, que chegou à alta hierarquia da Secretaria de Segurança, praticamente extinguiu o poder público como força repressora do crime. Tantos desmandos só poderiam desaguar nesta situação, cujo enfrentamento tem de ser de todos — sociedade e Estado.
Noblat











