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31.10.10

Crônica

FUI VOTAR

Entre sair de casa, neste Domingo ensolarado de São Paulo, onde o silêncio das 09:30 da manhã é maior do que em outros Domingos do ano, e voltar para casa, não levei dez minutos! Parei o carro exatamente em frente ao portão de entrada do Colégio onde voto. À minha frente uma senhora de aproximadamente 40 anos tropeçou e caiu. Um senhor que vinha logo atrás à socorreu. Nada aconteceu, a não ser seu olhar no meu exatamente enquanto rolava no chão. De espanto e vergonha, era esse olhar! O meu, de  total incapacidade de fazer alguma coisa, espanto e lamento!
Minha seção, como no primeiro turno, não tinha ninguém, além dos quatro meninos mesários! Votei em menos de quinze segundos. Estou de volta, em casa! Lá o silêncio era de velório. A impressão que me passou é que a cidade esta vazia, pelo feriado prolongado, além do Domingo. Esta triste com o resultado antecipado desta eleição. Esta desmotivada pela baixa qualidade e carisma dos candidatos. Esta desinteressada porque em nada vai mudar em suas vidas! Esta satisfeita porque o Domingo é de sol, e há um profundo silêncio e paz reinando no ambiente!
Postada originalmente no O ÚLTIMO BLOG

13.9.10

AGORA NÃO SOU EU QUEM DIGO !

Politização é o maior risco para a Petrobras, diz "Wall Street Journal"

Uma reportagem publicada na edição desta segunda-feira pelo periódico americano Wall Street Journal afirma que a politização da Petrobras é o maior risco que a empresa enfrenta no futuro.
O texto, assinado pelo jornalista Edward Tan, afirma que a Petrobras, em sua oferta pública de ações estimada em US$ 65 bilhões, tem ressaltado aos potenciais compradores dos títulos os altos riscos envolvidos na exploração de petróleo em águas profundas.
"Mas o maior risco da Petrobras pode ser político", afirma o texto. "A grande reserva de petróleo no litoral do Brasil ameaça reintroduzir a política na administração da gigante petrolífera, que é controlada pelo governo brasileiro, mas competentemente administrada de forma comercial."
"Como a Petrobras é vista como um instrumento de política nacional, seja na sua concepção ou através da evolução econômica, ela se permite ser politizada. O perigo é que ela se aproxime da Petróleos Mexicanos ou Petróleos de Venezuela AS, as companhias nacionais do México e Venezuela respectivamente, que foram transformadas para promoverem várias causas sociais."
O jornal prevê que as ações da Petrobras ficarão mais voláteis no futuro próximo, devido às atividades exclusivamente petrolíferas da companhia, aos riscos ligados à exploração em águas profundas e ao "risco de que sua filosofia independente seja alterada pela política".
Eleições presidenciais
O Wall Street Journal ressalta que a Petrobras tem perspectivas enormes de retorno financeiro diante das reservas comprovadas de 14 bilhões de barris equivalentes de petróleo (BEP), com potencial para chegar a 35 bilhões de BEP.
No entanto, o jornal diz que isso pode levar a um controle político maior da Petrobras, já que o Congresso brasileiro está considerando criar leis que dariam exclusividade à empresa brasileira na operação de áreas do pré-sal.
Com isso, a empresa, que tem 55% das suas ações com direito de voto sob controle do governo, teria uma posição predominante na exploração das novas jazidas. No entanto, alguns acionistas reclamam que a Petrobras pagaria caro demais pela operação nas áreas determinadas pela lei e podem levar a questão à Justiça.
Outro risco de politização da Petrobras apontado pelo jornal são as eleições presidenciais brasileiras, que "introduzem outra incerteza".
"A candidata com ampla margem de liderança nas pesquisas, Dilma Rousseff, é vista em geral como tendo posições mais esquerdistas do que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de ter o seu apoio", escreve o Wall Street Journal.
Terra