30.7.13
15.7.13
“Prepara que agora é hora do show das poderosas...”
A mulher sempre foi o principal tema de muitas canções que ouvimos constantemente. Seja no samba carioca, ao xaxado de “Paraíba masculina, muié macho, sim sinhô”, cantado pelo saudoso Luiz Gonzaga, a mulherada é usada como elemento principal, muitas vezes de forma poética. Nesse sentido, elas costumavam aparecer sempre como algo precioso a ser conquistado, como uma joia rara escondida nos mais recônditos cantos da terra. Ou como musas inimagináveis que mais pareciam seres incorpóreos, cobiçadas por galantes trovadores apaixonados. Isso ainda há, mas em escala menor. Atualmente, o que prevalece são as canções onde as mulheres são destacadas cada vez mais pelos seus atributos sexuais, onde o amor deu lugar ao corpo e a paixão foi substituída pelo “quadradinho de oito”. Seja como for, o que merece destaque nesse momento é a perene presença delas na música brasileira, para bem ou para mal.
Desde sempre, a presença do “sexo frágil” se faz comum nos diversos ritmos que embalam tantos brasileiros quanto estrangeiros. Por essa razão, poderíamos dizer que havia uma valorização da mulher nas tantas letras das quais elas são cantadas e encantadas. De fato, a mulher “fonte de mel nos olhos de gueixa”, da lindíssima canção de Caetano Veloso, deu lugar a outra mais ousada e mesmo assim linda. Falo daquela mulher que se deixou, ou vem deixando de ser cantada apenas como se fosse uma peça de um poema romântico. Isto porque, por mais que alguns críticos musicais e os artistas e a sociedade mais conservadora ignore ou diga que a música X ou Y é de baixa qualidade, porque denigre a imagem mulher, seu corpo, etc., na verdade, tais músicas só existem porque elas gostam e enxergam nelas uma referência. Tudo bem que é inegável o poder exercido pelas mídias, sobretudo a televisiva, na difusão de uma determinada música, porém isso por si só não é suficiente. Basta ver o sucesso da música “show das poderosas”.
Prepara! É com essa palavra num tom de evocação que se inicia o mais novo hit do momento cantado e dançado pela atual musa do verão Anita. O sucesso dessa canção que conta, como todas as outras do gênero, com versos simples e uma coreografia provocante, ganhou o gosto do grande público brasileiro, ao ponto de se tornar febre em festas e outras tantas baladas pelo país. Em seus versos, uma mulher poderosa se apresenta de forma firma, dominadora e independente, marcas essas que não eram comuns nas tantas outras músicas populares que tiveram as mulheres como pano de fundo. Na verdade, esse funk traz à tona algo que já está sendo sentido em várias partes do mundo e, sobretudo no Brasil: a reviravolta feminina numa cultura que, em outrora, era completamente controlada pela ala masculina. E a música é apenas o começo. E nestas músicas ainda prevalece uma mulher que não é mais definível, mas que se auto define, da forma que quiser, por mais agressivo que pareça para alguns.
No entanto, até chegar a esse ponto, elas tiveram que rebolar muito, literalmente falando. Não consigo, nem sou capaz de pontuar todas as canções que já ouvi das quais as mulheres apresentam-se de forma sensual ou, muitas vezes, vulgarizando-se. Quem não se lembra, por exemplo, do grupo Cia do Pagode? Para refrescar a memória de todos, uma das canções mais conhecidas (talvez a única) dizia a seguinte frase: “vai ralando na boquinha da garrafa”. Tal enunciado ganhava forma na dança da bailarina desse grupo, a qual descia remexendo o corpo em cima de uma garrafa. A mesma canção ficou famosa no grupo É o Tchan, que por sinal, fez muito sucesso também com outro hit do qual pedia para que o Brasil todo segurasse “o tchan”. Em todas elas há como destaque a mulher, mas ainda passiva aos desejos de uma sociedade machista, onde a ala feminina sempre foi utilizada como objeto sexual para atender aos fetiches normativos dos milhões de machos alfas existentes pelo país.
Agora, a sociedade fica “babando...” quando veem essas mesmas mulheres na posição de liderança. Dessa análise, porém, não cabe a questão do talento musical, nem de rimas ricas ou qualquer outro elemento que enalteça a música ao patamar de “qualidade”. Nesse momento, a palavra que mais se encaixa é “representação”. A canção de Anita, bem como outras do gênero, denota um fenômeno novo no país: a transgressão sexual da mulher na música. Por que sexual? Muito simples. Nossas garotas são educadas desde cedo a não sentirem prazer. A ficarem em segundo plano no ato sexual, onde o homem ainda domina. Por isso, elas ficaram cansadas dessa vida musical a qual elas são cantadas e não podem ser representadas por elas mesmas. Cantadas por homens que muitas vezes as tratam como “Cachorras”, “Potrancas”, “Tchutchucas” e outros neologismos do gênero, geralmente diminuindo o poder feminino das relações com os seus parceiros. Elas, entretanto, preferem agora serem representadas como “Poderosas”, que de fato são.
Ai muitos vão se questionar: “e o Bonde Das maravilhas?! Aquilo é música que se preste? Um monte de garotas fazendo posições aerodinâmicas, mais parecendo dançarinas de Pole dance em casas eróticas?! E eu vou responder que sim, aquilo é música sim, mesmo que, inquestionavelmente apresente um lado danoso para a sociedade. Sem tentar me contradizer, sei bem como é periculoso, para uma sociedade com tantos problemas com o sexo como a nossa, propagar músicas desse teor. Não desconsidero isso. Porém, fazendo outra análise, é perceptível que o que elas fazem nessa e em outras canções do mesmo grupo, é subverter um sistema sexual onde elas eram condicionadas a se sensualizar para os homens. Ou seja, elas eram reproduzidas a partir de um enfoque masculino, que geralmente observam as mulheres como pedaços de carne. E isso mudou? Não, em parte, mas agora elas dominam a questão e se expõe da maneira que elas quiserem e os homens ficaram em segundo plano. Cabe, então, dizer que o “cara” não é mais eu, e sim elas.
Tudo isso numa época de bastante ascensão feminina na sociedade. No Brasil, por exemplo, elas estão em destaque em várias áreas e assumem até a liderança política do país. Todos esses avanços eram impossíveis de se imaginar, numa nação que ficou em choque com o aparecimento da minissaia e do biquíni, em outrora, onde até o voto era restrito a atmosfera masculina. Por essa razão, consigo fazer uma singela comparação entre Anita e a polêmica cantora internacional Madonna, claro guardando as devidas proporções entre elas. Explicando melhor, Madonna ficou conhecida mundialmente por subverter um sistema onde a mulher sempre foi colocada em segundo, quiçá terceiro plano. Então, o que esta cantora fez? Mexeu com o tema, do qual a sociedade proibia (e ainda proíbe) as mulheres de se manifestarem: o sexo. Exacerbadamente, com danças sensuais, dúbias e provocativas, Madonna disse não a toda essa imposição e enfrentou a fúria da sociedade por isso. Mesmo assim não se abateu e acabou se consolidando como uma das maiores artistas do mundo. E Anita? Ela está fazendo isso a nível nacional, porém numa época onde a liberdade feminina e social não é tão fechada como há 20 ou 30 anos atrás. E avisa: “se não está mais a vontade, sai por onde tem...”
Até onde isso tudo vai, ninguém sabe. O que se sabe, e se vê, são meninas-mulheres rompendo um sistema de conduta sexual e expondo suas vontades para essa sociedade recalcada no tocante ao sexo e suas variantes. Pode não ser a maneira mais correta, digna e salutar de falar de si mesmas, mas foi uma das poucas que elas encontraram para ecoar o que sentiam e sentem sobre esse assunto. Na verdade, o problema todo não está na música, no rebolado dessas canções, nem tão pouco no perigo que elas podem vir representar. O real problema se encontra na educação sexual ensinada e perpetuada pela nossa sociedade. Enquanto o povo não encarar o sexo como algo comum entre as pessoas, vamos continuar vendo homens e mulheres expondo suas fantasias, ou criando essas, da forma que acharem mais convenientes. E nada melhor do que a música para fixar isso, já que ela gruda em nossa mente e acabamos nos deixando levar por ela. Então, diante de tudo isso, só nos resta nos render as ameaças positivas de Anita, pois ela avisa “meu exército é pesado e a gente tem poder” e eu não quero correr o risco de me ferir nessa batalha. Você quer?
11.7.13
Mauro Castro, do Taxitramas
TAXI LITERÁRIO
Cristiano Möller, guitarrista da banda Tópaz, me deu dois ingressos para o show de 10 anos da banda, no opinião, em agradecimento pelo livro.
Mauro Castro, escritor, músico e taxista em Porto Alegre faz de seu táxi um verdadeiro veículo literário ( Com Marcus Vinicius Godoi Figueiredo.)
8.7.13
Corruptos x Joaquim Barbosa
Para azar da seita que venera corruptos, Joaquim Barbosa é um homem honesto
O ministro Joaquim Barbosa já esclareceu que nunca figurou em listas de passageiros da FABTur. Quando viaja entre Brasília e o Rio de Janeiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal usa passagens aéreas da cota a que têm direito todos os integrantes da corte. Foi o que fez na última sexta-feira de maio, quando embarcou para o fim de semana em seu apartamento no Rio.Na tarde de 2 de junho, convidado por Luciano Huck, Barbosa assistiu no camarote do apresentador da Globo ao jogo entre o Brasil e a Inglaterra. Ele não estava no Maracanã na final da Copa das Confederações. Estes são os fatos. O resto é coisa dos blogueiros de aluguel a serviço dos corruptos que o ministro não tem medo de punir. São eles os responsáveis pela disseminação de invencionices que eventualmente confundem também jornalistas íntegros.
Como já não pode esconder que é chefiada por sacerdotes bandidos, a seita lulopetista mantém ativada 24 horas por dia a usina de mentiras destinadas a provar que todos os brasileiros são gatunos ou vigaristas. Os decentes são milhões, avisa a revolta da rua. E estão indignados com a turma contemplada pelo governo com a licença para roubar impunemente.
A infâmia do momento tenta convencer a plateia de que não há diferenças entre uma viagem regular do relator do mensalão e a farra aérea protagonizada por gente como Lula, Rose Noronha, Sérgio Cabral, Garibaldi Alves, Renan Calheiros ou Henrique Alves. Infelizmente para o bando que venera quadrilheiros, o ministro nada fez de ilegal ou imoral.
Logo serão julgados os derradeiros recursos dos condenados pela roubalheira descoberta em 2005. Os participantes das manifestações de protesto exigem o cumprimento das penas fixadas pelo STF. A última esperança da quadrilha é arrastar o relator para o pântano. Não vão conseguir. Para desgraça dos mensaleiros, e para sorte do país que presta, os defeitos do presidente do STF não incluem a desonestidade.
Joaquim Barbosa não está na mira do clube dos cafajestes pelos surtos de intolerância ou por espasmos populistas. Não virou alvo pelos erros que comete, mas por ter deixado muito claro que existem no Brasil juízes sem medo.
Blog de Augusto Nunes
2.7.13
Super Fofo: Menino de 2 anos canta Don't Let Me Down.
Uma graça menino de dois anos cantando com o pai canção dos Beatles - Don't let me down. A apresentação não deixa dúvidas, o menino tem talento mesmo, pois além de cantar toca também. É claro que tudo não passa de uma grande brincadeira. Engraçado é, e curioso também, porque o menininho age como, ... digamos ... certo profissionalismo.
1.7.13
Forever Young
Em vários momentos da história da humanidade é fácil encontrar lendas e mitos em torno da fonte da juventude. Caracterizada ora como um lago, ora como um poço, a verdade é que se acreditava na possibilidade de retardar os efeitos do tempo a partir do momento que alguém bebesse a água desses locais ou mergulhasse nos seus límpidos aquíferos, quase celestiais. Essas nascentes milagrosas já não povoam o nosso imaginário como antes. Agora, ao invés de fontes, temos uma infinidade de recursos, dos mais empíricos aos mais tecnológicos, os quais prometem “corrigir” as marcas gravadas pelo tempo. Assim, comercializados e, posteriormente vendidos como verdadeiras fórmulas mágicas, muitos produtos passam a ideia ilusória da juventude eterna, oferecendo em academias, cirurgias, frascos e maquiagens o elixir da felicidade imposto pela cultura “Peter Pan”. Aprisionados nessa terra do nunca, homens e mulheres se submetem aos mais controversos tratamentos para parecerem dez ou vinte anos mais jovens, alimentando a ideia errônea de que ser feliz está restrito a rostos congelados cirurgicamente.
Parecer, e não ser, este é o lema que tem levado muitos indivíduos a serem escravos das artimanhas culturais da sociedade atual, a qual vende, a todo instante, bálsamos miraculosos capazes de retroceder a idade como num passe de mágica. Nesse conto de fadas, as maiores vítimas são as mulheres. Elas que no passado eram cultuadas por suas curvas sinuosas e, por vezes, rechonchudas. Hoje, porém, sofrem com a plastificação da beleza, numa sociedade cada vez mais magra e fotoshopada. Sobre elas ainda, no Brasil, recai o peso da mulher tipo exportação, já que o nosso país é conhecido mundialmente pela exuberância feminina, sobretudo daquelas que encartam o carnaval. Acontece que nem todas são altas, lindas e magras. Nem tão pouco possui corpos malhados e com curvas simetricamente sinuosas. A maioria delas está fora desses padrões e, por essa razão, se tornam as principais vítimas da indústria da beleza. E é na mais tenra idade onde a escravidão começa. Sutilmente, as meninas se encantam ainda na infância, por maquiagens, joias, sapatos e uma infinidade de outros apetrechos do gênero. Educadas a estarem sempre maquiadas e com as roupas da moda, a família impõe, às vezes inconscientemente a essas futuras mulheres, uma vida plastificada.
Por essa razão, muitas delas perpetuam estes estamentos sociais ao extremo. Sabendo disso, a industrialização de cosméticos cada vez mais inovadores e milagrosos cresce a cada dia. É o batom que aumenta os lábios, deixando-os mais viçosos e juvenis; antirrugas poderosíssimos capazes de encobrir as cicatrizes deixadas pelos anos; e em meio a tudo isso, truques de beleza para combinar cores e texturas, não apenas para estar bonita, mas para esconder a idade real. Isso, no entanto, não quer dizer que não podemos cuidar do nosso corpo e, principalmente do rosto. De fato, manter uma boa aparência é, além de um hábito saudável, uma forma de estar bem consigo mesmo. Entretanto, o que vem acontecendo com muitas mulheres é a o inverso disso. Elas não querem ser ou estar bonitas. Mas, além disso, aparentar menos idade, numa luta constante e frustrada contra o tempo. Nesse sentido, Caetano Veloso estava certo quando musicalmente disse: “é que narciso acha feio o que não é espelho”. Ou seja, o que muitas dessas mulheres temem é encontrar o próprio reflexo no espelho e a partir dele compreender que não há nada que possa atenuar drasticamente as feições cravadas pelos anos passados.
Mesmo assim, elas não desistem fácil de encontrar a receita do rejuvenescimento. Quando a maquiagem já não dá conta de esconder o que o tempo insiste em mostrar, entram em campo as cirurgias plásticas. Nesse sentido, nosso país é um dos que mais realizam procedimentos cirúrgicos estéticos no mundo. São Botox cada vez mais bizarros, peitos siliconados que mais parecem bombas nucleares prestes a explodir, lipoaspirações, peles esticadas ao máximo que deixariam com inveja o “Senhor Fantástico” do famoso quarteto em quadrinhos. Tudo para estar mais “lindas” e atraentes às exigências dessa sociedade escrava da beleza neoparnasiana. Em contrapartida, tais modificações exigem além de coragem uma boa quantia em dinheiro. Aquelas que podem pagar se submetem a estas transformações e procuram clínicas especializadas, com todo o respaldo que o dinheiro pode comprar. Já muitas outras se arriscam em ambientes clandestinos, com médicos e materiais de quinta categoria, saindo das salas de cirurgias piores do que quando entraram. Nos dois casos, contudo, o risco de morte povoa os corpos dessas mulheres que sonham em ter o corpo perfeito.
Entretanto, o perigo da incessante busca pela juventude eterna não se encerra nesses pontos. Com a imposição midiática, famosos de áreas diversas exercem um fascínio enorme nos costumes e na vida de uma sociedade superapegada ao rótulo. Nas telas das emissoras, mulheres e homens “perfeitos” propagam um ideal de beleza doentio e, muitas vezes, inalcançável. São corpos aerodinâmicos, malhados, marombados e sarados. Modelos estéticos convidativos, os quais induzem quem estar do outro lado a aderir a tais formas. Na mídia também há outra postura periculosa a qual diz que quem é belo, consequentemente é mais feliz no amor, no trabalho e na vida. Então, logo surgem as indagações e as frustrações sobre a própria aparência. Por que eu não tenho o lábio da Angelina Jolie? Por que eu não sou alta, bela e magra como a Top Model internacional Gisele Bündchen? E, por que eu não nasci com o charme e a beleza do ator Reynaldo Gianecchini? Quando esses questionamentos não são saudavelmente respondidos acabam resvalando em práticas doentias como anorexia, bulimia e tantas outras psicoses, as quais levam centenas de indivíduos a óbito ano a ano.
Nessa odisseia pela forma perfeita, não é só as mulheres que estão no epicentro narcisista da sociedade. Os homens também começaram a dividir espaço com elas e há muito tempo transitam nesse terreno. Hoje, mais livres dos preconceitos sociais que impuseram neles o perfil de macho alfa, eles fazem quase tudo e mais um pouco que as mulheres fazem. Cada vez mais a ala masculina ocupa as academias, musculando braços, bíceps, peitos e pernas, cobiçando cada vez mais os atributos desejados tanto pelas mulheres quanto por muitos homens. No entanto, quando a silhueta desejada não é adquirida através dos exercícios físicos, eles também se aventuram em tratamentos estéticos mais sofisticados. É por isso que vemos tantos deles colocando implantes de silicone em diversas partes do corpo, fazendo às sobrancelhas, depilando as pernas, e tantos outros recursos antes limitados a atmosfera feminina. Toda essa mudança de conduta fez com que os homens extrapolassem seus limites, como fez o americano Justin Jedlica, de 32 anos. Na sua obsessão pela beleza, ele fez 90 modificações cirúrgicas para ficar “idêntico” ao Ken, famoso namorado da boneca Barbie.
E quem não tem posses para isso? Para estes restam os riscos dos emagrecimentos rápidos e infalíveis que prometem perda de dezenas de quilos num piscar de olhos. Sobram também frustrações e uma vida fadada a infelicidade, já que não há sentido condicionar a existência a um protótipo corpóreo, do qual a forma física se sobreponha aos valores humanos. A relatividade da beleza é inquestionável, mas estamos presos ao “Retrato de Dorian Gray”, tal qual aquele que foi escrito sabiamente em outrora por Oscar Wilde. Tanto nesta obra quanto na vida real, não queremos largar o nosso passado jovem e viril, pois aprendemos que a felicidade está restrita a juventude e o fato de perdê-la significa deixar de ser feliz, ou simplesmente deixar de existir. É por isso que, em silêncio, em casa, nas academias e tantos outros lugares onde possam ver seus reflexos, homens e mulheres se perguntam: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela (o) do que eu?”. E se veem monstruosamente artificiais, opacos pela maquiagem excessiva, ou estranhamente cirurgiados para agradar aos padrões sociais. Infelizes, essas pessoas esquecem que “o tempo voa...escorre pelas mãos. Mesmo sem se sentir. E não há tempo que volte...”. Por isso que é importante se permitir e se gostar do jeito que se é, mesmo que os seus atributos estejam fora dos requisitos preestabelecidos pela sociedade. Ser feliz ainda é um estado de espírito e não há nada pior do que viver uma vida de engano, fingida e superficial.Cante e Dance: Wild Love. Sucesso de Rea Garvey.
Na seção Vídeo-Música desta semana a Buymazon trás Rea Garvey. Pouco conhecido abaixo da linha do Equador, porém artista muito popular na Europa e Estados Unidos. Irlandês, nascido 3 de maio, hoje com 40 anos, quinze dos quais vivendo na Alemanha, onde começou vendendo camisetas em festivais de música, até resolver um anúncio no jornal e formar a Banda Reamonn.
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