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11.4.13

Um Grande Gafanhoto Nos Visitou.


Nas últimas férias tivemos a grata surpresa de sermos visitado por uma bela manifestação da natureza. Foi privilégio ver um espécime lindo e raro. Em ambientes urbanos não é muito comum a cena. Diria que é raríssimo. Já em sítio, fazenda ou chácara, poder ser tão trivial, que beira a bobagem. Pois bem. A noite estava agradável, ventava e não fazia calor. A turma festeira, conversava animada lá fora, na varanda, depois do lanchequando gritaram meu nome.



- Vem ver uma coisa aqui. 
- Corre. Trás o celular. 



O quê acontecia, pensei. Peguei o celular e fui ansiosa até lá, ver o motivo da gritaria. Foi então que pude ver a figura do ilustre visitante: um grande gafanhoto, ou se preferir, um gafanhoto gigante. Nas cores verde bem escuro e verde musgo, quase esmeralda. Com suas longas pernas e antenas. Uma pigmentação em listras irregulares que lembrava desenhos minimalistas. 

Tatuagens talvez. Muito bonito de se ver, e de assustar também. Se quiser imaginar pode pensar em um ser extraterrestre. Mas fique frio, não é nada disso.
O ser que nos presenteou com o ar de sua existência ficou ali, alheio aos olhos arregalados e as vozes que diziam:


- Nossa isso é um gafanhoto?! 
- Ah, já vi um igual antes. 
- Pelo-amor-de-deus que coisa feia. 
- Que coisa linda. Claro que essa era eu.
E depois:
- Pega uma sandália! 
- Ele vai pular, ele vai! 
- Ele vai não. Deixa ele ai mesmo.
- Anda, bate a foto, antes que ele vá embora. 
- Melhor deixar ele quieto, ele pode pular em você! 


A vontade era pegar o bicho e colocar na mão, mas cadê coragem? Então coloquei um isqueiro daqueles pequenos, do lado dele. Apenas para ilustrar o tamanho do bichinho. Tentei colocar a mão o mais perto possível, mas fiquei por ali uns cinco centímetro de distância. Muito mais pelo fato de não assusta-lo, ele ir embora e eu não conseguir as imagens, do que pelo o que ele poderia fazer comigo ao pular em mim. Nada. Claro. Mas quem vai duvidar.



Consegui estas imagens, e como ele se mexia muito pouco, e nós na maioria mulheres preferíamos que ele não se mexesse mesmo. Deixamos ele lá e continuamos o conversar. Pela manhã ele mudou para uma das colunas a poucos metros, e depois sumiu. 

Foi uma experiência que considerei fantástica. Fiquei pensando: que um animal desses para chegar a este tamanho, um pouco mais de 10 cm do rabo a cabeça, deve ter vivido muito, e com certeza é merecedor de respeito e carinho de nossa parte. Pois teve que sobreviver a todas a cadeia de predadores, pelo menos umas cem vezes. Foi um forte, e sortudo também. Por não ter encontrado, nenhum espirito de porco, que o machucasse, ou matasse mesmo.

Não sou bióloga  nem estudiosa de insetos ou coisa do gênero, mas como faço parte dos Admiradores de Pouca Beleza, fico feliz de ver a natureza se manisfestar nas cores e formas mais complexas e belas possíveis. Tudo com uma finalidade, propósito, risco e benefício. Sábia a mãe natureza. Muito sábia.

O que levou a majestosa figura deste gafanhoto até àquela varanda naquela noite estrelada de ventos frescos? Sei lá. Deve ter sido a luz, o apetitoso bonsai na mesa, o cantar dos grilos da vizinhança, a conversa animada da turma, a grama verdinha do pomar, o sossego do lugar, o ambiente limpo e seco, ideal para pouso em viagem. Acho mesmo que foi a algazarra que a turma fazia. Risos, vozes e conversas, que se desviaram com a chegada do gafanhoto, mas que voltaram ao seu curso, logo em seguida.

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