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29.3.13

Minha Infância e os Filmes da Semana Santa.


Hoje acordei inspirada neste artigo. Pensei que quando era criança, guardávamos a Semana Santa, com mudanças nos hábitos da casa. Era período de reflexão e oração. As refeições eram a base de peixe, legumes e frutas. Tudo ficava um pouco mais cerimonioso e lendo. Era como se o tempo sofresse um puxão para andar mais devagar. 

O culminante era a Sexta-feira Santa. Aqui era um pouco complicado para nós, a criançada. Pois não podíamos fazer barulho. Então falar alto, correr na casa que fazia um bom barulho pois o assoalho era de madeira, nem pensar. Gargalhar então era reprimido por um sonoro psiuuuuu, ou aquele olhar de: sossega menina! 

O que mais gostava além da refeição bem diferente do tradicional, era a áurea que envolvia a todos. Parecia que todos se gostavam, se entendiam e se toleravam. Ouvia-se pouca discussão seja na escola seja na rua. Mas o que eu mais gostava e muitas dos meus colegas também, eram os filmes. Seja na praça da pequena cidade, seja na casa de alguém que tinha TV, nos cinemas, e mais tarde em casa mesmo. 
Depois do almoço ou do jantar, sentávamos a sala para assistir os filmes da Semana Santa. 

Nossa !!!! Era fechar com chave de ouro o dia. Muitas vezes negociava com mamãe e papai, para assistir, pois passava tarde da noite. Imagina: nove ou onze horas. Na Sexta-feira era nossa redenção, pois era quando podíamos nos divertir de fato. Mesmo que as produções hoje, coloridas por tecnologia e sejam consideradas de qualidade discutível. Que tecnologia que nada! Queríamos era ver a vida de Jesus, mesmo que fosse pela décima vez. 

Era muito lindo ver a histórias daquelas pessoas que se dedicavam a cuidar de doentes, dos menos favorecidos. Que se dedicavam a uma causa cristã. Que enfrentavam tudo e todos para viver a sua fé. Meninos, meninas, mulheres e homens tocado pelo amor incondicional. 

Víamos tudo aquilo como exemplo de bom cristão, de amor a Deus. E de muita coragem e força para vencer as injustiças, violências sofridas e todo tipo de subjugação que só o ser humano consegue fazer com maestria, a outro semelhante.
Pensando nisso tudo fiz este artigo destacando os filmes que povoaram minhas Semanas Santas na infância. 

E sem ser saudosista penso que apesar de toda a gama de filmes que poderiam ser programados, tanto para as crianças, quanto para adultos, religiosos, agnósticos, xiitas cristãos, e tantos outros tipos de espectadores, as TV pagas ou não, têm dado pouco valor a esta programação. 

Uma pena! Pois se passamos um pouco menos que 360 dias lutando, algumas vezes de forma feroz, por dinheiro, amor e atenção, porque não dedicar sete dias de nossas vidas a refletir e meditar a presença do divino em nossas vidas. Porque não ser através dos filmes?!



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