31.3.13
Que seja eterno enquanto vivo
A efemeridade da vida é uma das únicas certezas que temos. Ao nascermos, descobrimos que o nosso fim um dia, inevitavelmente chegará. Porém, antes que tal finitude se concretize, muitos aproveitam da melhor forma possível os instantes que a permanência na terra pode proporcionar. Outros, infelizmente, não compreendem o sentido real de estar vivo e acabam perdendo tempo com atitudes e sentimentos nocivos a si mesmos e aos outros que os circundam. Seja como for, nos dois casos há inconscientemente uma relação de lembrança, pois nós, seres humanos, pós-morte contamos com a saudade como instrumento para sermos lembrados por aqueles que deixamos para trás. No entanto, acredito que se lembrar do outro, dizer que ama, que admira, que gosta, não deveria ser proferido no túmulo daquele ente querido que se foi, mas enquanto ele ainda está vivo, pulsante e próximo de nós.
Nas grandes civilizações, talentos inquestionáveis deixaram como legado, dentre tantas coisas, a conquista de impérios e grandes reinos. Legaram também uma filosofia pautada na vida eterna. Ser eterno, nesse sentido, corresponde a ser lembrado e não cair no ostracismo sentenciado pelo tempo. Gregos, Romanos, Astecas, Incas, Maias, Egípcios, Mesopotâmios, dentre os inúmeros povos que existiram na terra, tinham como lema permanecerem vivos na história da humanidade. E esse instinto de sobrevivência pós-morte sedimentou nossa cultura de uma forma que hoje alimentamos lembranças revestidas de saudades daqueles que cumpriram seu ciclo terrestre para bem ou mal. Acontece que até nesse período, as grandes personalidades foram cultuados em vida, coisa que tem se perdido hoje pela efemeridade que a fama exerce naqueles ditos como “famosos”.
Isto porque, por mais que haja, para muitos, uma segunda vida, acredito que reverenciar quem já se foi é uma atitude louvável, porém sádica, pois ela poderia ser muito bem lembrada, querida e adorada enquanto estivesse viva. Explicando melhor, nossa cultura aprendeu a valorizar o outro depois da sua morte, pois enquanto vivo, muitos vivem à sombra do esquecimento, renegados ao relento numa sociedade que apregoa a vida depois que a morte chega. É, por exemplo, o que acontece com muitos artistas que viveram entre a fama e a lama, e só são cultuados por nós no seu túmulo. Grandes nomes dos palcos e das artes em geral, que por diversas razões foram esquecidos em vida, só retornam na memória do povo quando o “fim” chega. São tantos nomes das nossas artes, entre cantores, atores, apresentadores, etc., que são bem mais queridos hoje e homenageados depois da sua partida, do que quando estavam vivos.
“Chacrinha foi o maior apresentador de todos os tempos”, “Elis Regina foi a maior voz do país”, “Legião Urbana foi a maior banda de rock nacional”, “Paulo Autran foi o grande ator da tele dramaturgia nacional” foi, foi, foi... Talentos a parte, a discussão aqui não está pautada nos predicados destes e de outros que deixaram uma brilhante carreira, mas na importância destes e de muitos outros que se foram enquanto ainda estavam vivos. Infelizmente, não posso afirmar categoricamente se muitos dos nomes citados há pouco sofreram com a injúria do esquecimento, mas acredito que alguns sim, pois é mais fácil lembrar-se do outro quando o fim chega. Hoje críticos se debruçam sobre longos textos elogiosos, enaltecendo a carreira daqueles que a vida, ou a morte, acabou encurtando. Então, porque em vida não valorizamos as pessoas que são importantes, talentosas e que modificam esse mundo para melhor? Por que agimos sadicamente enaltecendo coisas supérfluas e não prestigiamos parentes, amigos e todos aqueles que deveriam merecer a nossa atenção?
Por causa disso, muitos artistas fazem de tudo para permanecerem eternos na lembrança de seu público. O estrelato é um caminho sonhado por muitos deles, mas é cruel na medida em que força aqueles que o buscam a viverem sempre sobre seus holofotes. É por isso que os escândalos na vida dessas pessoas se tornaram trampolim para o sucesso. Vale tudo, de posar nua a transar em lugares públicos. Quando, então, uma pausa é determinada, logo aparece à substituição por outra “celebridade” que assumirá o lugar daquele que se foi. Isso é muito comum hoje nos meios midiáticos. A tv, por exemplo, por ser o celeiro de novos artistas, emblema estes como produtos, com data de validade já previstas. Explicando melhor, para estar no retiro das celebridades do momento não é necessário ser eterno, mas viver aquela célebre frase: “que seja eterno enquanto dure”. E na verdade dura muito pouco, porque a efemeridade da memória social não armazena muito coisa por um longo período.
Se ser lembrado, enquanto artista, já é difícil, imagine então para os milhares de anônimos que perambulam pelas nossas vidas. A sociedade é educada a preparar João e Maria para destinos inquestionáveis e não preparam O João e A Maria para serem, de fato, alguém. Não somos preparados para sermos importantes, mas apenas peças de um quebra-cabeça já montado e com funções preestabelecidas. Nascemos com o estigma que nos obriga a trilhar caminhos determinados: faça isso! Faça aquilo! Não mexa aqui! Isso é perigoso! E não há uma educação ousada que nos permita fazer algo novo, transgressor. Por isso que quando algum gênio aparece, seja de qualquer área, logo é tachado de especial, de super dotado, ou que nasceu numa boa base. As pessoas não entendem, ou não estão acostumadas a isso, porém nós estamos aqui não para sermos mais um, mas um alguém que de fato pode edificar uma base diferenciada na própria vida e na do outrem.
É por isso que a morte é tão dolorosa, porque vemos nela um fim, uma desesperança de tudo o que víamos naquele que se foi. É nessa fúnebre ocasião que as pessoas se derramam em elogios e falsas demonstrações de afeto, pois aprendemos que é na morte que as coisas boas devem ser mencionadas, mesmo que em vida nada daquilo que foi proferido tenha sido verdade. Isto ocorre porque não nos vemos como seres importantes, mas como peças comuns de um jogo, do qual prega a filosofia do “Que seja eterno enquanto vivo”. Portanto, permanecer vivo na lembrança do outro é uma das sensações mais humanas que temos. Quando a morte chega não podemos contê-la nem proibir seu fúnebre trabalho. Só nos resta torcer para que aquele que foi arrebatado pelas suas mãos siga um caminho menos sofrível e, dependendo da fé individual, encontre um lugar, um espaço, um plano, (ou qualquer outra designação dada), melhor, sereno e eterno. E para quem fica, restam apenas às lembranças, logo, antes do fim é bom trilhar um bom caminho para na partida ser verdadeiramente lembrado e cultuado eternamente.
29.3.13
Minha Infância e os Filmes da Semana Santa.
Hoje acordei inspirada neste artigo. Pensei que quando era criança, guardávamos a Semana Santa, com mudanças nos hábitos da casa. Era período de reflexão e oração. As refeições eram a base de peixe, legumes e frutas. Tudo ficava um pouco mais cerimonioso e lendo. Era como se o tempo sofresse um puxão para andar mais devagar.
26.3.13
Você é Água ou Terra? Pense Nisso.
Diante das conquistas ganhas e dos desafios a vencer, penso que as mulheres de hoje ainda têm as mesmas interrogações que suas antepassadas. Ser Água ou Terra? Fluir, seguir ou fixar, manter?
O título do soneto abaixo, dado por sua autora, a poeta, escritora e dramaturga, Hilda Hilst, antecipa em suas, como disse Neruda ... quatorze tábuas, o conteúdo que desvenda o pensar mulher: um tratado de dúvidas e certezas solidamente presos ao sentimento e a razão.
Saiba mais sobre o que digo, ao ler Nelly Novaes de Coelho - ensaísta, crítica literária e professora, falar sobre o Sonetos Que Não São, no Portal Cultural Hilda Hilst. Porém se preferir, vá direto ao soneto.
25.3.13
Consegue Assistir TV Com Este Gato? Duvido!
Já tentou assistir aquele seu programa favorito na TV sem dar comida para o seu gato ou gata antes? Se já teve esta experiência, sabe do que estou falando. Os felinos não param um instante. Chamam atenção de qualquer jeito, da forma que sabem e poderem. É impossível se concentrar no que se esta assistindo.
Veja este vídeo e diga se não é bem assim o que estou falando.
Divirta-se com as caras e focinhos que o gato de Simon faz para ter a atenção de seu humano, e enfim ser alimentado. Simon's Cat é uma crianção de Simon Tofield, ilustrador e animador inglês que criou uma série de vídeos deste gato fofo, famoso nas redes sociais.
24.3.13
O fanatismo no futebol brasileiro: quem ganha e quem perde?
O futebol, enquanto esporte e, portanto, entretenimento, é tão saudável quanto qualquer outro que é praticado pelo país. Entretanto, guardadas as devidas proporções, ser um atleta futebolístico por aqui é tão importante, quiçá mais, do que passar no vestibular, conseguir uma casa própria, um carro, ou até mesmo angariar a independência financeira. Isto porque o futebol se instaurou na lista cultural da nação, da qual contabiliza os símbolos cruciais que cada cidadão deve possuir para ser “brasileiro”. Explicando melhor, para ser membro dessa “pátria mãe gentil”, o indivíduo, quase que obrigatoriamente, precisa acompanhar, gostar e torcer por times estatuais e o nacional, como forma de pertencimento, como se fosse uma identidade patrícia. Infelizmente, por causa dessa imposição, a devoção do povo tornou-o fanático, visto que ganhar ou perder não é uma dicotomia que se encerra dentro de campo, mas num confronto, um duelo final entre as torcidas ganhadoras e perdedoras, e sempre termina entre mortos e feridos.
A paixão nutrida por muitos brasileiros pelo futebol é algo inegável. Nosso país mantém uma íntima e doentia relação com este esporte, que se tornou referência nacional, tanto para quem é de fora quanto para os que aqui residem. Nos campos, percebe-se que a adoração do povo é tamanha, visto que, organizados em torcidas, a população se aglomera para torcer pelo time e seus respectivos jogadores. Nesse cenário, como é comum, a rivalidade paira, já que a ideia principal desse entretenimento é vencer o time adversário. Acontece que a disputa não se encerra muitas vezes no meio do campo e acaba se estendendo para fora dele. Tal fenômeno pode ter várias razões, mas, possivelmente, o fanatismo de uma sociedade hipnotizada pela cultura de enriquecimento desses atletas, bem como seu estilo de vida, contribui para fomentar nos torcedores os sentimentos mais controversos.
Dentre eles, pode ser citada, a priori, a questão do “status” que esse esporte exerce. Com jogadores ganhando verdadeiros rios de dinheiro, não é de se surpreender que a população, que vive predominantemente com salários abaixo da realidade desses atletas, vislumbre-se com este universo. A ostentação personificada em carros de luxo, viagens, mansões dignas dos abastados xeiques, mulheres deslumbrantes, muitas baladas e festas regadas a sofisticação e glamour, despertam os sentimentos mais díspares na população. Então, cria-se uma divisão: de um lado, a grande massa que deseja fazer parte de tudo isso, pois o futebol os faz acreditar que com pequenos lances de pernas, qualquer indivíduo pode conquistar essa “The Never Land” esportiva. Enquanto isso, do outro lado está à minúscula camada esclarecida que se entristece profundamente ao ver a valorização dada a esse esporte enquanto outros, bem como outras atividades humanas, não recebem o mesmo prestígio.
Esse mundo ilusório criado pelo futebol acaba de alguma forma aguçando algo que já faz parte da personalidade humana, o senso de competição. Competir, nesse sentido, não se limita apenas a visão maniqueísta de que se há ganhadores, há perdedores. Verifica-se isso na reconfiguração dos embates entre os torcedores pós-jogos. São multidões guiadas pela selvageria, agindo como verdadeiros justiceiros, como representantes de cada um dos times envolvidos, em busca de um acerto de contas. Isso quando não acontece dentro do próprio estádio, como no polêmico caso do torcedor do Corinthians que foi atingindo enquanto torcia pelo seu time. Tudo isso acontece porque o próprio futebol passa uma imagem controversa do que é competir. Na verdade, no campo não está em jogo o interesse do time X ou Y, mas a necessidade de fazer nomes e carreiras de jogadores, os quais são vendidos e trocados como meros objetos. Além do passe deles, está à venda a sua imagem perante a torcida, esta que sempre espera o melhor e não aceita a derrota como consolação.
O mais recente entre o mar de casos que ensanguenta as notícias em torno dos jogos futebolísticos envolveu uma criança de dois anos, Lucas Luiz. Segundo informação, ele foi atingido por uma pedrada no rosto dentro do ônibus, antes do início de um “clássico” entre dois grandes times pernambucanos. Depois de hospitalizado, a criança segue se recuperando, mas ficará com grandes cicatrizes no rosto, além de sequelas traumatizantes que poderão acompanhá-lo pelo resto da vida. Esse é, dentre muitos, apenas um aperitivo dos grandes pratos vivos que são servidos ainda quentes e acabam agonizando em coletivos, táxis, ruas e avenidas do país. São invasões em ônibus, com direito a depredação de tudo o que é público e privado. Os assaltos também são potencializados, já que os torcedores andam em infantaria, como se estivessem numa guerra, invadindo residências e destruindo tudo o que estiver ao alcance deles. Sem contar que em muitos lugares o policiamento é insuficiente para, no mínimo, conter a ação desses indivíduos que não sabem o significado da palavra perder.
Devido a essa postura paradoxal, fica nítido que não há no futebol uma filosofia pautada no respeito a todos os envolvidos. Se cada time e jogador semeassem na mídia uma conduta honrada, a qual perdedor não se equiparasse a derrotado, possivelmente teríamos outro perfil do torcedor em campo. No entanto, o que se vê é o inverso disso. A necessidade de ganhar, de eliminar, de derrotar o outro a tudo custo transformou lazer em guerra, alegria em tristeza e, o pior, vida em morte. Entre os adendos possíveis, vale acrescentar que numa sociedade onde a grande maioria da população está acostumada a perder, vivendo entre o esquecimento e a miséria, é de se compreender porque projetar no futebol o desejo de sempre vencer. Por essa razão, muitos fãs apaixonados pelo seu time não aceitam a derrota, não querem ser vistos como incapazes, fracos e incompetentes. Eles querem sentir, apenas por um momento, a duvidosa sensação de vitória, para confortar os tormentos que os esperam fora do campo.
Vida marginalizada que não se limita apenas aos torcedores. Muitos jogadores de futebol, que tiveram uma infância entre a miséria, pobreza e violência, parecem que não conseguem se desvencilhar fácil do seu penoso passado. Os estigmas disso são reacendidos nos escândalos envolvendo grandes nomes desse esporte, os quais financiam o tráfico de drogas, com porte de arma ilegal e com transações duvidosas entre grandes magnatas do crime. Além disso, a fama desperta nessas pessoas, ofuscadas e iludidas pelos fortes refletores do campo, as posturas mais controversas e, nesse sentido, inesperadas pela torcida. São atletas envolvidos em casos de pedofilia, tendo relações sexuais com prostitutas, homossexuais e a até travestis, desconstruindo a atmosfera hipócrita da heterossexualidade no futebol. Outros que não se respeitam, destratando os colegas de trabalho com ofensas racistas e homofóbicas. Sem contar naqueles que estão mergulhados nas drogas, lícitas ou não, e que sob efeito delas agridem família amigos e, inevitavelmente os torcedores.
E é esse o mundo de sonhos, onde o dinheiro, a fama e o sucesso são os atrativos que iludem aqueles que buscam uma vida de mordomia, luxo e sucesso. É por isso que os torcedores não conseguem se controlar em apenas torcer salutarmente pelo seu time e jogador. Eles querem mais, mas não conseguem dizer isso só em aplausos, vaias, gritos e xingamentos. Eles precisam bater no outro, destilar sua raiva no adversário, para se sentirem aliviados de algo que eles mesmos desconhecem. Na verdade, eles querem ser o atleta em jogo, viver a vida dele, com seus hábitos e estilo de vida. A sociedade que vai ao campo receber uma enxurrada de cartões vermelhos é a mesma que vive no amarelo e acredita que um dia receberá um verde, para sair das mazelas sociais e psicossociais que são obrigadas a viver. Enquanto os devidos cartões não são dados, os jogadores, reais e imaginários, digladiam-se dentro e fora de campo, num espetáculo alienado pela supervalorização de atletas e inferiorização do humano. Quem ganha com isso é difícil dizer, porém os perdedores não. Eles são muitos e estão no outro dia vestidos com o time do coração gritando que é gol. E que venha o próximo clássico...
A Companhia Errada Pode Avinagrar o Melhor dos Vinhos.
Aprecio vinhos, de todos os tipos, mas a preferência é pelo tinto. Gosto também de filmes, de todos os tipos, mas a preferência são as comédias românticas, os dramas e de aventura. Para combinar vinhos e filmes, trazemos este artigo da Revista Adega como sugestão de diversão e prazer. Quanto a frase de autoria anônima "A companhia errada pode avinagrar o melhor dos vinhos" que nomeia este artigo - nós podemos afirmar que: os filmes listados é diversão certa. Então garanta a melhor companhia para assisti-los.
18.3.13
Um Ano do Blog: É a Buymazon e os Valiosos Presentes.
"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para a frente." (Soren Kierkegaard)
Não temos mesmo noção do tempo. Sentimos que ele parou quando paramos, física ou mentalmente. Ou andou rápido demais quando corremos tentando ganhá-lo. E quando seguimos em frente, surpreendemo-nos por tê-lo ultrapassado, mas ainda assim dizemos: Nossa como o tempo passou. Vê como é difícil esta relação?! E não adianta discuti-lá. Pois todos saem perdendo, exceto ele, o tempo.
Flores, Férias e Os Admiradores de Pouca Beleza.
Nas minhas férias aproveitei para registrar as flores do jardim da casa da minha cunhada, na cidade de Alexânia, em Goiânia. Ótimas férias, família reunida. Festa e descanso. Com tempo livre, tornei-me "admirador de pouca beleza".
Você sabe o que é um admirador de pouca beleza? Não sabe? Vou contar uma pequena história para melhor explicar.
17.3.13
Animalização humana
Por mais que as bases do conhecimento insistam em dizer que há uma fronteira que divide a racionalidade da irracionalidade, entre homens e animais parece que tal limiar vem perdendo este embasamento científico. A esfera social denota esta desconstrução, visto que numa sociedade carente de várias coisas, a palavra viver foi acrescida de outra, sobreviver. Sobreviver à desigualdade, que leva a fome e a miséria, e que corrobora para a selvageria entre os membros da mesma espécie, é o obstáculo vivido por muitos brasileiros. Esse desejo de sobrevivência, muitas vezes desonesto, no qual muitas das vítimas desse abismo se utilizam para sanar as suas necessidades mais básicas, acaba embrutecendo o comportamento das pessoas, ao ponto delas mesmas não se reconhecerem como integrantes de uma coletividade. O resultado disso é a supressão da liberdade de ir r vir de outros cidadãos, que se esquivam da brutalidade de um povo que não escolheu viver entre a irracionalidade dos animais, mas sim foi abrigado a se torna e a agir como um deles.
Mais uma vez os fatores sociológicos contribuem para formação de indivíduos tão instintivos, quanto muitos animais que lutam para manter-se vivos nessa selva chamada de sociedade. Isto porque, por mais clichê, a discussão em torno da violência urbana merece uma acurada reflexão. Esse tema que desmascara os índices, os quais dizem que no Brasil a economia tem crescido e que o povo tem vivido tempos bem melhores do que em outrora. De fato, a economia cresceu, o país está mais próspero e rico, ao ponto de receber até o título de país desenvolvido, sobretudo nos discursos daqueles que são mais otimistas nesse sentido. Acontece que o enriquecimento ainda não atinge a todos, principalmente aqueles que vivem nas periferias da nação, sem acesso a serviços essenciais à vida. Nestes locais, há a formação de seres animalizados, pois a necessidade material e educacional fez deles animais que vivem com um único objetivo: matar a própria fome.
Essa fome é fruto de uma histórica divisão de bens que divide a sociedade entre os que comem bem, do bom e do melhor, enquanto outros sobrevivem com pouco ou quase nada. Por isso, numa sociedade segregada e apegada ao material, é de se esperar que os menos favorecidos busquem na ilegalidade os mecanismos para adquirir aquilo que, infelizmente o dinheiro que eles possuem não pode pagar. Nesse sentido, o número de assaltos não diminui, pois é nesse ato que muitos encontram a chance de possuir as riquezas que a sociedade endinheirada goza. É nesse momento que surgem os assaltos, furtos, dentre outras investidas brutalizadas desse povo sem lenço, nem documento. Então, para se proteger, os cidadãos fazem de tudo. Enquanto os mais ricos andam com segurança privada, enclausuram-se em prédios e casas ao estilo das fortalezas medievais, carros blindados e em bairros projetados para fugir de dessa realidade. Os mais pobres, por outro lado, servem de isca nessa caçada pela sobrevivência.
É o que se percebe na ousadia de muitos bandidos, que em plena luz do dia cometem assaltos dignos das grandes cenas que eletrizam os filmes de ação americanos. São casas sendo arrombadas a qualquer hora e lugar. Investidas em pessoas de faixas etárias diversas, que transitam pelas ruas seja na penumbra da noite ou na radiação emanada pelo sol. Isso não se limita apenas aos locais abertos. Lojas de Shoppings, bancos, escritórios, e tantos outros lugares fechados e “protegidos” servem de alvos fáceis para esses meliantes que agem por instinto. O único problema é que nesses locais a população em geral fica a mercê da violência, a qual fere e mata inocentes, cotidianamente pelo país. Tudo isso poderia ser resolvido se houvesse no Brasil uma política comprometida com as mazelas do povo, as quais só são lembradas superficialmente nas campanhas eleitorais.
Esse esquecimento resulta noutros criando uma bola de neve indissolvível. Faltam saúde e segurança de qualidade e, sobretudo um projeto educacional pautado no respeito às diferenças, principalmente aquelas pautadas na renda. Sem uma educação humanitária, esses indivíduos não são capazes de enxergar no outro uma semelhança, mas sim uma caça, uma presa fácil que deverá ser devorada para que a sua cadeia alimentar sobreviva. E, por isso, o nicho sociológico acaba animalizando seres humanos, revelando verdadeiros feras, que lutam a todo custo para se manterem vivos nessa selva, onde ferir, furtar, matar e morrer se tornaram lema de vida. Então, muitos poderiam questionar quem são os verdadeiros responsáveis por isso e por que eles ainda não fizeram nada?
Imóveis, os governantes do povo não traçam uma real meta para retirar esses “animais” do zoológico onde estão enjaulados. Pelo contrário, eles preferem alimentar esses indivíduos com esmolas, para que não sejam capazes de reivindicar o que é deles por direito. Com essa atitude, os políticos esquecem que os mesmos animais que se estranham entre si, não respeitam fronteiras sociais e, com isso, adentram em outras esferas da sociedade e reivindicam seus direitos abruptamente em sequestros, na potencialização do tráfico de drogas e na execução dos seus possíveis predadores. Ou seja, a marginalidade, a qual tem replicado pessoas animalizadas, não se limita a atmosfera da periferia, com suas favelas e morros. Ela chega até a elite da pior forma possível, invadindo o seu espaço e mostrando que desigualdade é capaz de personificar a humanidade, transformando-os em seres mais animalescos que se possa pensar.
Por causa dessa lacuna, os atos violentos continuam a afrontar a realidade daqueles que, muitas vezes, não têm nenhuma relação com tal disparidade. Esse grupo é composto por boa parte da população, a qual paga caro pelo descaso de uma parcela da sociedade que tem o poder para reverter à realidade marginalizada de muitos indivíduos, mas não demonstram o menor interesse nisso. Nesse diminuto grupo estão os políticos, os grandes empresários, os artistas famosos, e toda uma cultura de luxo e riqueza que é empregada na nação, impregnando valores pautados apenas no dinheiro e esquecendo-se que existem outros que não podem usufruir das mesmas regalias. Abandonados e esquecidos, a enorme massa marginalizada encontra na violência a sua rota de fuga e nela uma vida alimentada pelas armas, drogas, e, consequentemente pela morte. Nesse ciclo de caça e caçador, infelizmente não há vencedores nem perdedores, apenas um empate desumano entre competidores que se enfrentam em prol de nada.
O que fica evidenciado nisso tudo é que muitos animais, considerados irracionais e selvagens, são menos instintivos do que muitos humanos, estes dotados de uma “inteligência”, a qual deveria ser capaz de conduzir sua própria vida, bem como a do outrem, para caminhos mais racionais, ou, no mínimo aceitáveis. Na realidade, a ausência de uma educação pautada no humano poderia ser a causa primária para este dilema, porém, equalizar as riquezas do país poderia, no mínimo, fazer emergir a esperança submersa de um povo que vive e age como verdadeiros animais para sobreviver. Nesse mar de desesperança, onde a sociedade boia a deriva, não faltam apenas alimentos. Ela carece de um ambiente salubre, com bom tratamento sanitário que os livre das epidemias. Falta segurança de qualidade e comprometida com a proteção de todos. Falta educação qualitativa e não essa que é difundida pelo governo pautada apenas em quantidade. E, por fim, falta investimento em tudo o que é, de fato, do povo por direito. Assegurar esses e outros benefícios ajudaria a retirar muitos indivíduos da marginalidade, a qual é impiedosa e não mede esforços quando o assunto é sobrevivência.
A Verdade foi enterrada antes de Hugo Chávez
Artigo no
Alerta Total – www.alertatotal.net
Talvez por esquizofrenia, deficiência
mental ou falta de caráter, aqueles que pensam e agem de maneira burra, radicalóide
e sem ética, se dizendo socialistas, comunistas, fascistas, nazistas, etc,
costumam atentar contra a Verdade – definida como realidade universal
permanente. Mas os bolivarianos exageraram na dose da mistificação na gestão da
morte do mito Hugo Chávez Frias.
Nos
meios diplomáticos e na área de inteligência militar argentina circula uma
informação 1-A-1 acerca dos procedimentos ante e pós fúnebres do Presidente e
revolucionário inventor da República Bolivariana da Venezuela. A revelação
bombástica é que o corpo exibido, cheio de sigilo e segurança, em um
super-caixão lacrado, não é de um ser humano normal, deformado por um terrível
câncer. O cadáver seria um boneco de cera. O simulacro de um Chávez “embalsamado”.
A
surpreendente descoberta de que o corpo no faraônico féretro bolivariano não
correspondia ao Hugo Chávez original foi da “Presidenta” da Argentina Cristina
Kirchner. A grande amiga de Chávez estava escalada para fazer o mais emocionado
discurso politico do velório. No entanto, Cristina se sentiu enganada no
momento em que chegou perto do defunto. Ficou tão revoltada e contrariada que
arranjou uma desculpa esfarrapada para voltar urgentemente a seu país –
deixando até sem carona o presidente uruguaio José Mujica, que com ela veio até
Caracas.
A
explicação bombástica para o retorno súbito de Cristina é relatada pela
inteligência militar argentina. Cristina teve um choque emocional quando se viu
envolvida na farsa bolivariana montada para o velório de Chávez. Não
acreditando no que seus olhos lhe mostravam, Cristina escalou uma oficial
ajudante-de-ordens para investigar, de imediato, se não estaria diante de uma “brincadeira
de mau gosto com a morte de alguém que lhe era muito querido”.
A
oficial argentina interpelou um alto-membro do Exército pessoal de Chávez – que
praticamente confessou a armação: ali não estava o corpo original do amado
comandante. A militar transmitiu a informação imediatamente para Cristina – que
surtou. Saiu esbravejando do Velório para o hotel, avisando que não mais faria
o discurso para um boneco. O presidente imposto da Venezuela, Nicolas Maduro,
tentou convencê-la do contrário, sem sucesso. Cristina voltou voando para casa.
Cana-de-açúcar e Jaca, Muito Além da Condição Planta.
Quando pensamos o que há em comum entre cana-de-açúcar e jaca, nos vem a mente: são plantas e são doces. O que mais? Sim, são plantas, uma é fruta e outra é gramínea. Também são doces. Mas o que vai além desta condição? O que vai além, são pesquisas recentes sobre o uso de substâncias contidas nestas plantas que podem ser transformadas em borracha e fibra de carbono. A jaca através da bioprospecção, e a cana-de-açúcar através da biomassa.
No link abaixo você vai saber mais sobre estas plantas. Vai conhecer mais sobre as pesquisas e os resultados atingidos, além de saber o que é bioprospecção e sua importância na busca de novas soluções que vão torna melhor a vida das pessoas. .
O leite da jaca pode ser transformado em borracha e derivados? Tudo se aproveita do resíduo da cana-de-açúcar?
Quem explica as potencialidades da biomassa de cana-de-açúcar é o professor Rubens Maciel Filho, da Faculdade de Engenharia Química, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No link abaixo você lê na íntegra a entrevista sobre o aproveitamento do resíduo da cana-de-açúcar.
Fonte:
16.3.13
Paula Eduarda, a Mais Jovem Soprano do Brasil.
Revelação no programa Qual Seu Talento? do SBT em 2010, onde deixou a todos encantados com sua voz e interpretação, Paula Eduarda vem mostrando seu talento desde tenra idade. Com incentivo dos pais, estuda canto lirico, linguás e interpretação, e se aprimora a cada ano no que faz de melhor: cantar. Natural de Florianópolis/SC, reside em São Paulo/SP, e hoje é a mais jovem soprano do Brasil segundo o Livro dos Recordes.
15.3.13
Travesseiro Avestruz - Design e Inovação.

Projetado por Kawamura-Ganjavian o Travesseiro Avestruz (Ostrich Pillow, em inglês) oferece um micro ambiente ideal para tirar um cochilo confortável à vontade. Não é nem uma almofada, nem cama ou peça de vestuário, mas um pouco de cada um ao mesmo tempo. É um tipo de capacete, em que seu interior abriga e isola de ruido externos, deixando abertura para respirar e outras duas para as mãos, perfeito para uma soneca. Você pode usar o descanso de avestruz em sua mesa, em um banco, na biblioteca, no trem ou enquanto você espera um voo, ou na viagem de ônibus. Feito em materiais de tecido flexível, leve e lavável, nas cores cinza externo e azul interno. Já há o rosa também.
14.3.13
Manoel de Barros, Poeta Lavrador que Colhe do Chão as Palavras.
Vamos hoje ter um pouco mais de Manoel de Barros, já tínhamos tido sua presença antes em Frases do Autor de "Não Preciso de Fim Para Chegar", agora o "poeta lavrador que colhe do chão as palavras", retorna para nos alegrar com sua poesia. Poeta contemporâneo morando ali no Mato Grosso, escreve e participa ativamente do mundo literário. Ganhador de vários prêmios, mas pessoa simples e forte, como a terra.
13.3.13
Storm, Uni Virtuose e Talento, Uni Vivaldi e Vanessa
Há algum tempo penso em trazer para os amigos, uma de minhas grandes paixões: Vivaldi, música barroca e violino. A oportunidade surgiu e pesquisei algumas coisas que vão deixar você por dentro de um dos maiores compositores que pisaram nesta terra. Desligue o celular e vamos viajar.
Começamos pela peça mais famosa, passamos por seu autor, Vivaldi e terminamos nas mãos de Vanessa Mae, conduzindo Storm, em performance magistral.
12.3.13
Drops VI - Amigo da Onça, + Ácido e Engraçado.
O Amigo da Onça marca presença mais uma vez neste espaço, e vem para se mostrar em algumas situações que se tornam divertidas, somente porque é o Amigo da Onça quem o faz - com seu humor sério e ácido -, nestes quadros, alguns em arte original, digitalizadas e soltas ao vento da internet. Saboreie sem moderação e divirta-se com este personagem, inspirado no típico brasileiro brincalhão, muitas vezes exagerado, mais bem humorado brasileiro.
Criação de Péricles Maranhão, grande cartunista brasileiro, pernambucano, que após fixar residência no Rio de Janeiro, criou Amigo da Onça, ser de raízes totalmente cariocas, elegante com sua gravata borboleta e cabelo impecável em rigoroso penteado.
11.3.13
O caminho da morte
Na antiguidade, o uso de ervas alucinógenas era comum como ferramenta de transcendência, para que o indivíduo encontra-se nos efeitos inebriados das plantas algo sobrenatural que pudesse confortar a sua alma e seu espírito. Hoje, porém, usar drogas não está mais fincado nessa relação espiritual. Com o advento da globalização, não foram só as máquinas que se industrializaram, mas também as pessoas. Elas que foram obrigadas a se industrializarem, numa sociedade onde o capital dita as regras e impõe poder, criando as históricas diferenças que marginalizam uns e atormentam outros. Dessa relação, era de se esperar que o escapismo fosse à válvula usada por muitas pessoas para fugir de tal realidade, porém este escape tem encurtado a vida de anônimos e notáveis, levando-os a caminhos sem volta.
Há diversas rotas que podem levar a morte. Em alguns casos, porém, uma vida autodestrutiva é capaz de agilizar tal processo, levando vários indivíduos a acelerar o contato com o outro lado da vida. Na atualidade, um dos caminhos mais perigosos nesse sentido é o que está fincado no uso de drogas, sobretudo as ilícitas. Transgressoras, elas são comumente utilizadas nas grandes periferias nacionais, bem como nos luxuosos bairros habitados pela nata social, comprovando que o uso de entorpecentes não está inteiramente ligado ao abismo financeiro que segregam pobres e ricos, mas sim na marginalização da alma, na qual pessoas desamparadas recorrem ao proibido para se sentirem vivas nesse mundo onde a vida, infelizmente, tem perdido o seu real sentido.
Enquanto aqueles que não têm dinheiro encontram nas drogas os subsídios para a marginalização, os que possuem um maior poder aquisitivo usam-nas porque estão à margem de si mesmos. Em ambos os casos a palavra escapismo controla as mentes daqueles que por alguma fragilidade aceitam o contrato de autoaniquilação formulado pelas drogas. Foi o que aconteceu com o cantor e compositor Chorão, integrante da Banda Charlie Brown Jr. Famoso, ele apareceu morto no seu apartamento e, segundo informações midiáticas, a causa da morte foi overdose. Este caso reacende a discussão da periculosidade das drogas na atmosfera artística, tanto nacional como internacional.
Ele é mais uma vítima vencida pelas drogas. Mais um entre tantas outras celebridades que sucumbiram a uma vida de glória, todavia deslocada, vazia, sem direcionamento, repleta de carências, as quais não podem ser preenchidas com dinheiro, fama e sucesso. A morte de Chorão é o reflexo de uma sociedade doente que encontra na entorpecência uma fórmula mágica que seja capaz de curar as feridas causadas pela falta de foco, pela depressão e por todos os sentimentos nefastos que escurecem a mente daqueles mais fragilizados, fazendo-os entender que há uma solução ao ingerir substâncias que “aliviam” suas dores. Ledo engano, pois o que de fato pode aliviar as mazelas humanas não está contido em comprimidos, pós, baseados e outros utensílios do gênero, mas na capacidade de encarar os problemas de frente e tentar resolvê-los sobriamente.
Em contrapartida, nem todos têm a força necessária para enfrentar a guerra contra as drogas. Nas regiões mais periféricas do país, elas angariam vidas de pessoas desde cedo. Crianças e adolescentes são corrompidos pelos efeitos da maconha, do craque, da cocaína e de tantas outras, mas o que de fato atrai o contato da juventude com tais substâncias é a facilidade de compra e venda que elas oferecem. Muito consumidas, elas se tornaram mecanismos rápidos para o enriquecimento de traficantes cada vez mais jovens, que arriscam suas vidas ingerindo e comercializando tais entorpecentes. Tudo isso porque, infelizmente, no caso deles, não houve uma segunda chance de mudarem de vidas.
Numa sociedade marcada pela desigualdade social, já era de se esperar que a marginalização tomasse conta de uma parte significativa da população. Pessoas que são impelidas a entrar nesse mundo escuso, muitas vezes para sobreviver da pobreza e miséria, as quais insistem a em por à margem aqueles que são esquecidos pelo poder público. Disso resulta na formação de um problema cíclico: descaso, que leva a marginalização, que leva à violência, que amplia o contato da sociedade com as drogas e que leva inevitavelmente a morte. Fim que desemboca no mar de brutalidade das balas nos guerrilheiros encontros entre policiais e traficantes. Ou nos suicídios dominados pelas overdoses, como o que acometeu o cantor Chorão, bem como muitos outros que encontraram na mistura perigosa de entorpecentes a receita para abandonar seus tormentos.
Além das ilícitas, deve-se pontuar que há outras drogas consideradas “menos” perigosas que circulam livremente pela sociedade e passam despercebidas por ela. O álcool é uma delas. Vendida e comercializada abertamente, cervejas, vodcas, whiskies, são mercantilizados pela mídia, a qual se utiliza de um discurso contraditório para vender tais produtos. Nos comerciais aparecem lindas mulheres, sensualizando com caras e bocas e mostrando ao telespectador de várias idades que consumir essas bebidas é algo natural e, possivelmente saudável, já que em numa das publicidades aparecem homens com cirrose, cometendo acidentes de trânsito, ou agredindo parentes e amigos depois de estarem sob o efeito excessivo dessas drogas.
Seja como for, todas as vezes que o uso de drogas, lícitas ou não, é feito de maneira inconsciente e irresponsável, o resultado é, lamentavelmente a morte. Ela que vive a espreita, oportunizando os cadáveres a cada baseado ou comprimido ingerido. Ela que se alimenta da miséria humana, seja aquela fomentada pela desigualdade social que distanciam pobres e ricos; ou a que é criada dentro de indivíduos fracos emocionalmente, encontrando nas suas fraquezas as brechas necessárias para embalsamar mais um corpo. Nos dois casos, porém, há uma relação de estatística, a qual diz que no duelo entre o homem e a droga, esta última continua a ganhar a luta. Para fugir dessa realidade é preciso entender que existem outras formas de encontrar a paz interior, sem necessariamente recorrer de forma abrupta ao uso dessas substâncias. No entanto, o homem precisa primeiro buscar meios para se encontrar nessa sociedade onde muitos são obrigatoriamente perdidos e outros escolhem se perder por conta própria.
Planejamento: Ano Novo, Saúde Nova em 5 Passos.
Recém chegado do réveillon de ontem, entre as férias, o trabalho ou o desejo de estar empregado, começamos a pensar no ano que começa e em todas as possibilidades que estão reservadas para nós. Pensamos: "este ano vai ser diferente, vai dar tudo certo". E vai mesmo. No final dá tudo certo. Certo para quem? Tomara seja para nós.
Quando um novo ano começa sempre ouvimos que é bom planejar, listas coisas para fazer, realizar sonhos, e por ai vai. Entretanto a realidade é que mergulhamos no dia a dia, e entre trabalhar e pagar as contas, preocupações e responsabilidades, entre outras atribuições, está lá em algum lugar, o nosso desejo de dias melhores. O ano passa e de novo nos deparamos na mesma situação do início deste paragrafo.
10.3.13
Esta Vaga Não é Sua Nem Por Um Minuto!
Problemas de estacionamento é muito comum em todas as capitais e cidades metropolitanas do Brasil. Não gostamos, mas é aceitável. O que não é aceitável é pegar a vaga de um cadeirante que por sua limitação física tem muito mais dificuldade de locomoção. O que é dar uma voltinha no shopping para alguns pode ser um maratona sofrida para o cadeirante, pois os "espetinhos" estacionam nos espaços dedicados e sinalizados àqueles, sob a alegação de que só vai demorar UM MINUTINHO.9.3.13
É Obrigatório: Chip Rastreador nos Carros Novos/Usados.
O ano de 2013 vai começar diferente para uma parte dos motoristas brasileiros. Pelo menos inicialmente para quem vai pegar um carro novo. O SINIAV – um tipo de SIVAM para carros – vai entrar em operação em todo o país, começando obrigatoriamente pelos carros novos. Todos – sem exceção – terão que sair de fábrica com o chip de rastreamento. Não se trata daquele rastreador que o proprietário pode ou não ativar no momento da compra.
O chip do SINIAV estará sempre ativo e identificando o veículo em qualquer ponto do território nacional, seja em estradas ou vias urbanas. O dispositivo vai custar R$ 5,00 e será cobrado do proprietário na hora de licenciar. Ele vai permitir que os órgãos de trânsito fiscalizem a frota nacional, a fim de evitar roubo/furto de veículos/cargas, controlar tráfego, restringir acesso em zonas urbanas, fiscalizar velocidade média, aplicar multas, localizar veículos roubados, enfim, uma série de funções agregadas.
8.3.13
Pablo Neruda ...pequenas casas de quatorze tábuas - Ode a Mulher.
O ano começou, janeiro foi-se num suspiro. Uma chuva de confete levou fevereiro. Março começa, e começa bem. Antes do décimo dia é a mulher o centro das atenções. Nada mais justo, afinal são elas que na maioria das vezes, tomam conta da gente do início ao fim de nossas vidas, em casa, na escola, no trabalho, na família. Nos papeis de babás, professoras, colegas, amigas, mães, tias, irmãs, esposas, amantes, confidentes. Isso sem deixar de falar das médicas, advogadas, motoristas, e tantos outras mulheres transvestidas em profissionais, para fazer e acontecer.
São os rostos delas que nos vem a mente quando lembramos alguma enrascada que nos envolvemos ou nos envolveram, ou quando precisou de conselho, segurança, cumplicidade, calor, ou um simples sorriso de aprovação. As mulheres, não tem como negar, elas têm esse dom, de nos receber, acolher, acalmar o coração e a mente, quando nos abraça e afaga em seus braços.
Envolvida por esta áurea, a Buymazon homenageia o Dia da Mulher com trechos extraídos dos Cem Sonetos de Amor, do escritor chileno, Pablo Neruda.
O primeiro trecho é a dedicatória que o autor faz a companheira logo na entrada do livro. Depois o soneto LXIX, da Tarde. O livro esta dividido em três partes: Manhã, Meio-Dia e Noite.
Vamos a dedicatória.
"A Matilde UrrutiaDos cem sonetos que Neruda fez para sua amada, Matilda, compartilho com os amigos, este de número 69.
Senhora minha muito amada, grande padecimento tive ao escrever-te estes malchamados sonetos e bastante me doeram a custaram mas a alegria de oferecê-loa a ti é maior que uma campina. Ao propô-lo bem sabia que ao costado de cada um, por aflição eletiva e elegância, os poetas de todo tempo alinharam rimas que soram como prataria cristal ou canhonaço. Eu, com muita humildade, fiz estes sonetos de madeira, dei-lhes o som desta opaca e pura substância e assim devem alcançar teus ouvidos. Tu e eu caminhando por bosques e areais, por lagos perdidos, por cinzentas latitudes recolhemos fragmentos de pau puro, de lenhos submetidos ao vaivém da água e da intempérie. De tais suavíssimos vestígios construí com machado, faca, canivete estes madeirames de amor e edifiquei pequenas casas de quatorze tábuas para que nelas vivam teus olhos que adoro e canto. Assim estabelecidas minhas razões de amor te entrego esta centúria: sonetos de madeira que só se levantaram porque lhes deste a vida.Outubro de 1959"
Soneto LXIX (Parte: Tarde)
![]() |
| Chile, Região dos Lagos, ao fundo Vulcão Osorno |
sem que vás cortando o meio-dia
como um flor azul, sem que caminhes
mais tarde pela névoa e os ladrilhos,
sem essa luz que levas na mão
que talvez outros não verão dourada,
que talvez ninguém soube que crescia
como a origem rubra da rosa,
sem que sejas, enfim, sem que viesses
brusca, incitante, conhecer minha vida,
aragem de roseira, trigo do vento,
e desde então sou porque tu és,
e desde então és, sou e somos
e por amor serei, serás, seremos.
Matilde Urrutia (5 de maio de 1912 - 5 de janeiro de 1985) foi a terceira esposa do poeta chileno Pablo Neruda, de 1966 até a morte dele em 1973. Urrutia foi a inspiração por trás do trabalho de Neruda, 100 sonetos de amor que inclui a linda dedicatória a ela, que reproduzo acima.
Fonte:
Wikipédia
Cem Sonetos de Amor - Pablo Neruda, EditoraL&PM Pocket
Viaje Aqui
Sistema MPA
PIADINHA ATUAL
O casal estava numa boite e em dado momento da dança, de rostos colados, ela perguntou sensualmente:
" Não quer ir para minha casa?" E ele, que havia conhecido a boazuda duas horas antes, não teve dúvida:
" Vamos!"
Chegando no apartamento da moça, foram direto para o quarto, e tudo a
meia luz, ele notou numa cadeira, ao lado da cama, dois sapatos
masculinos, um terno azul, com divisas de brigadeiro no ombro, e um
quepe. Perguntou apontando para a cadeira: " Quem é esse aí?" E ela
respondeu com as mãos na cintura:
" Esse cara sou eu."
Pesquisa Revela: Lipoaspiração Ultrapassa Implantes Mamários.
A pesquisa revela que a lipoaspiração ultrapassa os implantes mamários de silicone em 2011. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP, acaba de pontuar os últimos números da cirurgia plástica junto aos seus afiliados em todo o Brasil (atualmente 5.200 credenciados pela SBCP).
A pesquisa ranqueia os procedimentos realizados junto com as quantidades e o quanto estas quantidades representam no total em porcentagem. No geral houve aumento em torno de 70% no total de cirurgias realizadas.
Penso que o acesso ao crédito junto a entidades financeiras e bancos, além da facilidade de parcelamentos em cartões de crédito, a ascensão financeira da classe C, e a maximização da estética nas mídias levarão este números para cima em 2012. Não acredita? Então espere a próxima pesquisa.
7.3.13
Receita: Sequilhos de Coco.
Você sabe aquela fome que dá a tarde, depois do almoço? Sim você pode dá uma jeito nela, de forma saborosa, sem comer muito e sem remorso. Hoje trago sequilhos de coco. Petisco excelente para acompanhar café, chá e chocolate, por isso vai bem em lanches, merendas e café da manhã. Eu gosto mais no lanche da tarde, acompanhado de café com leite quente. Aprecio lentamente cada porção e vou sorvendo o café com leite a cada mordida nos crocantes sequilhos.
Vamos a receita então.
6.3.13
Em Que Ano Estamos? 1435, 5773 ou 4711?
Desde que o homem resolveu fixar residência, a necessidade de marcar o tempo, surgiu: é o tempo para o plantio e colheita; o tempo da caça; as datas festivas e religiosas, seu próprio tempo - nascimento, vida e morte. Enfim, estava inventado o calendário. Do mais famoso - Maia, aos menos conhecidos - Persa e Indu, até os místicos como o Maçônico, passando pelo Indígena, Juliano, e outros.
O Calendário Cristão ou Gregoriano, o mais popular, adotado até na China desde 1912, é a referência global para negócios e para as datas festivas mais comum entre os diferentes povos do planeta. Vou falar aqui de três deles. Dois deles pouco conhecidos do grande público, mas bastante utilizado pelo caráter religioso - Judaico e Islâmico. O outro tenho gosto pela cultura e história - o Chinês. Espero que gostem e apreciem sem moderação o passar do tempo.
5.3.13
Geyzislaine, Meu Amor.
Com o recente Amazonas Film Festival estabelecidos no estado, o público tem podido ver e se emocionar com produções locais e nacionais. A produção de filmes de curta-metragem e pequenos documentários, que antes eram totalmente desconhecidas, tem neste espaço a visibilidade das grandes produções.
O Festival que é anual e acontece em novembro, pode-se dizer que é itinerante pois embora com sede na capital, Manaus, se estende por bairros da periferia em estações de ônibus e até cidades do interior, com projeções em praça pública.
Um dos destaques que fez bastante sucesso e ainda hoje causa o mesmo impacto de humor em quem assisti é o Geizislaine, Meu Amor, que só vendo para entender o sucesso deste filme que já se apresentou em vários festivais, como em São Paulo e Florianópolis.
4.3.13
Pororoca, Surf na Selva
A palavra Pororoca vem do termo poroc poroc que significa “destruidor, grande estrondo”, no dialeto indígena do baixo Amazonas. Ocorre na mudança das fases da lua, principalmente nos equinócios; luas Cheia e Nova.
3.3.13
O basta do Papa
A Igreja Católica é conhecida historicamente pela sua importância enquanto maior império religioso do mundo, bem como pela forma como ela adquiriu tamanho poder. Historicamente a influência de tal instituição consolidou-se através de inúmeras conquistas, muitas delas de cunho controverso, mas suficientes para que ele transforma-se de vez a religiosidade de grande parte da humanidade. A sua frente, a figura Papal representa o símbolo máximo de tal religião. Entretanto, mesmo com tamanha influência, a Igreja não foi capaz de manter viva a imagem quase etérea dos pontífices que lideram a fé cristã. A saída do Papa Bento XVI comprova isso e diz ainda que o tempo não foi o principal culpado pela desistência dele, mas sim inúmeras fissuras que ferem a por dentro a postura do Cristianismo.
O mundo ficou e ainda está estarrecido com a saída abrupta do Papa Bento XVI do cargo mais alto da Igreja Católica. Pela primeira vez na história, alguém tomou tamanha atitude, que assusta e ao menos tempo inquietam fiéis e estudiosos de todo o planeta. De fato, o pontífice, conhecido pelo conservadorismo e por uma postura antagônica sobre determinados temas, travou uma batalha feroz entre os seus princípios e os escândalos da instituição a qual estava à frente. Dentre os inúmeros casos, temas envolvendo práticas homossexuais, pedófilas, as quais eram praticadas por alguns religiosos, mancharam a já enegrecida imagem da Igreja Católica na atualidade. É engraçado perceber que nessa situação as questões ligadas a sexo e sexualidade, temas perseguidos pelo Cristianismo, acabaram se tornando os principais entraves para a saída do Papa.
Por mais que ele tenha dito que a velhice tenha sido o principal motivo da sua renúncia, é importante destacar que esse argumento foi potencializado pelos escândalos envolvendo o nome da santa igreja. Conhecida pelo seu rigor sobre determinados temas, ela hoje tenta se reerguer e voltar a ser aquela que imperou nos tempos áureos do Cristianismo. No entanto, a Igreja Católica não acompanhou os avanços modernos e acabou retrocedendo, sobretudo quanto ao entendimento de inúmeros assuntos, como aborto, homossexualidade e sexualidade em geral. Além disso, o avanço do protestantismo, e de diversos outros segmentos religiosos no mundo, corroborou bastante para a diminuição no número de fiéis católicos.
Esses temas, porém, por mais crucificados que fossem sempre se fizeram presentes, desde os variados templos católicos espalhados por toda a terra, até nos silenciosos corredores do Vaticano. Isto porque a prática do celibato não foi suficiente para conter os desejos mais humanos de bispos e cardeais. Relacionamentos homossexuais entre clérigos se tornou, nesse sentido, um dos temas mais polêmicos envolvendo o nome da Igreja. O Papa, que igual à instituição que comandava, era totalmente contra a tal prática, se viu muitas vezes sem argumentos para defender seus companheiros de religião que a todo o momento escandalizavam o Cristianismo com casos do tipo. Somado a isso, ainda tinha os mais chocantes casos envolvendo práticas pedófilas, as quais vêm sendo frequentemente noticiadas pela mídia.
Diante disso, Bento XVI resolveu dar um basta e manter a sua integridade física e mental preservadas. Desde o início ele enfrentou grandes desafios, como ganhar a confiança de um povo, que era apaixonado pelo seu antecessor, o Papa João Paulo II, e ainda reavivar a fé católica num mundo em constantes transformações. Acontece que em ambos os obstáculos o Papa não conseguiu ultrapassar. Por mais que a mídia faça essa divulgação astronômica sobre a sua saída, a verdade é que ele não era tão querido como estão dizendo por ai. Seu nome, bem como a sua relação com o Nazismo, criaram um perfil controverso na figura Papal. A sombra bondosa de João Paulo ainda permanecia viva na memória do povo, que estava acostumado com a imagem quase celestial do antigo pontífice.
Aliado a isso, a Igreja católica, um dos maiores impérios que a humanidade já conhecera, vive/sobrevive hoje por causa de uma tradição histórica que está arraigada na sociedade do mundo e, principalmente no Brasil, onde, segundo dizem, é o maior país católico do planeta. Por causa de alguns dogmas que foram perpetrados por ela, como a idealização da família, a abominação ao aborto e a homossexualidade e a preservação da vida, mesmo que em outrora ela tenha sido uma das maiores genocidas, são elementos suficientes para manter vivas as ruinas dessa instituição. No entanto, a cada nova polêmica lançada na mídia, a Igreja Católica se enfraquece e por essa razão o Papa Bento XVI resolveu por um fim no seu trabalho. Ele acabou envelhecendo ao lado de uma doutrina que insiste em não ser jovem, no sentido de atual, moderno.
Então, sabiamente ele encerrou seus trabalhos e conseguiu, com isso, chamar a atenção do mundo para a Igreja. É evidente que o peso da sua idade contribuiu significativamente para a sua renúncia. Até porque não é uma tarefa fácil representar uma igreja desse porte, viajar pelo mundo todo evangelizando e ainda por cima enfrentar as falhas da própria instituição. É um trabalho pesado e que requer constantes mudanças. Porém, dizer que isso foi suficiente para a desistência dele é esquivar-se da realidade “pecaminosa” que o catolicismo vem passando. Na verdade, Bento XVI resolveu desistir de lutar na obra de reconstrução da imagem Católica, deixando isso para o próximo pontífice, alguém mais jovem e, possivelmente mais moderno, capaz de conduzir a Igreja e seus fiéis e, quem sabe, contornar, as nebulosas que insistem em escurecer os corredores católicos de todo o mundo.
Assinar:
Postagens (Atom)



.jpg)







.jpg)


.jpg)











