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3.12.12

RECOMENDO

 Acabo de ler " UMA CONFRARIA DE TOLOS, ( "A Confederacy of dunces" no original  ) prêmio Pulitzer de 1980, do escritor norte americano John Kennedy Toole, que me foi recomendado pelo blog do Milton Ribeiro, que o considera um dos dez melhores livros que já leu. E olhem que o Milton já leu de tudo e do melhor que já se publicou. Iniciei com muita expectativa, e o personagem Ignatius J. Reilly, um completo paspalhão, gordo, com boné de orelhas verde, contestador dos hábitos e costumes, e crítico mordaz do regime norte americano nos anos 50, me decepcionou no princípio. Mas fui enfrente e o romance, e seus esdrúxulos personagens, a sra.Reilly, mãe super protetora do filho de trinta anos, que não saia do quarto e da cama, do policial medíocre, dos patrões incompetentes e decadentes, das vizinhas neuróticas, dos invertidos sexuais, para usar uma expressão que Ignatius usava,  vão nos cativando pela forma divertida e bem humorada numa trama bem construída. Impossível não misturar a ficção aos dados biográficos de Toole, um garoto que aos dezesseis anos escreveu seu primeiro romance "Bíblia de neon", que não publicou por achá-lo muito juvenil. Formado em inglês pela Columbia University lecionou no Hunter College e na University of Southwestern Lousiania escreveu  no início de 1960 " Uma confraria de tolos" que considerava sua obra prima, sem no entanto conseguir um editor. Passou a beber, e fugiu da casa da mãe para percorrer por longo tempo o interior dos Estados Unidos. Já a caminho de volta para casa cometeu suicídio, deixando uma carta, que a mãe destruiu. Colocou uma mangueira no cano de escapamento do carro, e a outra ponta fechou no interior do veiculo. Morre em 1969 e só em 1980 a mãe,  que sempre o considerou um gênio, consegue um editor. O livro ganha o Prêmio Pulitzer e vende  hum milhão de exemplares, tendo sido traduzido em mais de uma dezena de idiomas.
A edição brasileira é da BestBolso, Rio de Janeiro, 2012.

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