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16.9.12

O Homem Que Calculava - A Origem.

As aventuras de Beremiz Samir, contada por seu amigo e companheiro de viagem Hank Tade-Maiá, em O Homem Que Calculava, começa de maneira curiosa e se fortalece ao longo dos capítulos deste delicioso livro escrito por Malba Taham, que serve aos leitores pequenas porções de um prato por muitos, apreciado, e por outros, por pura falta de conhecimento, desprezado. Estamos falando da matemática, ou mais que isso. Do amor do homem por esta milenar ciência. O livro começa com Malba Taham dedicando sua obra à memória de ilustres estudiosos que individualmente doaram os ingredientes necessários para montar o banquete servido com graça, elegância, e precisão. Vamos a ele.

À memória dos sete grandes geômetras cristãos ouagnósticos: Descartes, Pascal, Newton, Leibnitz, Euler,Lagrange, Comte, (Allah se compadeça desses infiéis), e àmemória do inesquecível matemático, astrônomo e filósofomuçulmano, Buchafar Mohamed Abenmusa Al Kharismi,(Allah o tenha em sua glória!), e também a todos os queestudam, ensinam ou admiram a prodigiosa ciência dasgrandezas, das formas, dos números, das medidas, dasfunções, dos movimentos e das forças, eu, el-hadj xerife AliIezid Izz-Edim ibn Salim Hank Malba Tahan (crente deAllah e de seu santo profeta Maomé), dedico estadesvaliosa página de lenda e fantasia.De Bagdá, 19 da Lua de Ramadã de 1321.
Logo no primeiro capítulo, Maiá viajante de Samarra à Bagdá, tem sua atenção chamada pelo estranho comportamento de um viajante, sentado em uma pedra.
Em nome de Alá, Clemente e Misericordioso! (1) Voltava eu, certa vez, ao passo lento do meu camelo, pela estrada de Bagdá, de uma excursão à famosa cidade de Samarra, nas margens do Tigre, quando avistei, sentado numa pedra, um viajante, modestamente vestido, que parecia repousar das fadigas de alguma viajem. Dispunha-me a dirigir ao desconhecido o salã (2) trivial dos caminhantes quando, com grande surpresa, o vi levantar-se e pronunciar vagarosamente: - Um milhão, quatrocentos e vinte e três mil, setecentos e quarenta e cinco! Sentou-se em seguida e quedou em silêncio, a cabeça apoiada nas mãos, como se estivesse absorto em profunda meditação. Parei a pequena distância e pus-me a observá-lo, como faria diante de um monumento histórico dos tempos lendários. Momentos depois o homem levantou-se novamente e, com voz clara e pausada, enunciou outro número igualmente fabuloso: - Dois milhões, trezentos e vinte e um mil, oitocentos e sessenta e seis! E assim, várias vezes, o esquisito viajante pôs-se de pé, disse em voz alta um número de vários milhões, sentando-se em seguida, na pedra tosca do caminho. Sem poder refrear a curiosidade que me espicaçava, aproximei-me do desconhecido e, depois de saudá-lo em nome de Allah (com Ele a oração e a glória) (3), perguntei-lhe a significação daqueles números que só poderiam figurar em gigantescas proporções. - Forasteiro – respondeu o Homem que Calculava -, não censuro a curiosidade que te levou a perturbar a marcha de meus cálculos e a serenidade de meus pensamentos. E já que soubesse ser delicado no falar e no pedir, vou atender ao teu desejo. Para tanto preciso, porém, contar-te a história de minha vida! E narrou o seguinte: Ficou curioso? Assim termina o capítulo I, mas não fique vexado. Vamos trazer o capítulo II, logo logo. Aguarde. Enquanto isso você pode ir degustando as aventuras de Beremiz e Maiá, aqui mesmo no blog, nas história sobre Os Quatro Quatros e sobre  A Divisão dos Camelos. Bem vindo a este banquete, farte-se e divirta-se. Notas: (1) O árabe muçulmano não inicia uma obra literária, ou uma simples narrativa, sem fazer essa evocação respeitosa ao nome de Deus. Vale por uma prece. (2) Saudação. Salã - Quer dizer paz. Expressão de que se servem os árabes em suas saudações. Quando um maometano encontra outro, saúda-o nos seguintes termos: “Salã aleikum” (A paz de Deus esteja contigo). (3) “Alá” ou “Allah” – Deus. Os árabes designam o Criador por quatrocentos e noventa e nove nomes diferentes. Os muçulmanos, sempre que pronunciam o nome de Deus, acrescentam-lhe uma expressão de alto respeito e adoração. O Deus dos muçulmanos é o mesmo Deus dos cristãos. Os muçulmanos são rigorosamente monoteístas. Fontes:  Wikipedia TSE - Biblioteca  Google Imagens

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