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7.8.12

Direito e Poesia, deu Juiz-Poeta.

O Direito esta em todo lugar. Acompanha o homem antes da antiguidade e vai estar com ele nos próximos milênios. Nasceu dos costumes e tradições dos primeiros povos. Desenvolveu-se sob a influência da religião e da filosofia. Cresceu com a inter-relação do homem com as coisas e com outros homens. Mudou e adaptou-se com as revoluções e com as necessidades de proteger, cuidar e punir.

A Poesia é a linguagem da alma dos amantes, heróis, revolucionários e sonhadores. Também vem com o homem desde os primórdios e vai estar com ele no derradeiro suspiro. Nasceu em terras e épocas distantes. Cresceu e desenvolve-se nas lutas, nos enlaces, no choro escondido e nas alegrias infantis, nas dores da alma e de cotovelo. Vive ainda. Escondido em estantes e porões. Surge de tempos em tempos em filmes franceses. Há quem a tenha visto alí ou acolá. 
Enfim, surpreende mesmo é a Poesia de amizade com o Direito. É o Direito Poético. É a Poesia do Direito. Se não afeta o fundamento porque a rima embeleza a lei. E se facilita o entendimento porque suaviza o rigor da lei na métrica. Porque não?! Há embora o conjunto pareça inusitada, dá ótimos textos em prosa e poesia. Vamos conferir neste artigo, uma famosa sentença do agora ex-juiz Ronaldo Tovani, que em 1987, livrou da cadeia um ladrão de galinhas, em Carmo da Cachoeira, Varginha, Minas Gerais. Confira e se delicie com a beleza da língua portuguesa.
O magistrado lavrou então sua sentença em versos:  No dia cinco de outubro Do ano ainda fluente Em Carmo da Cachoeira Terra de boa gente Ocorreu um fato inédito Que me deixou descontente. O jovem Alceu da Costa Conhecido por "Rolinha" Aproveitando a madrugada Resolveu sair da linha Subtraindo de outrem Duas saborosas galinhas. Apanhando um saco plástico Que ali mesmo encontrou O agente muito esperto Escondeu o que furtou Deixando o local do crime Da maneira como entrou. O senhor Gabriel Osório Homem de muito tato Notando que havia sido A vítima do grave ato Procurou a autoridade Para relatar-lhe o fato. Ante a notícia do crime A polícia diligente Tomou as dores de Osório E formou seu contingente Um cabo e dois soldados E quem sabe até um tenente. Assim é que o aparato Da Polícia Militar Atendendo a ordem expressa Do Delegado titular Não pensou em outra coisa Senão em capturar. E depois de algum trabalho O larápio foi encontrado Num bar foi capturado Não esboçou reação Sendo conduzido então À frente do Delegado. Perguntado pelo furto Que havia cometido Respondeu Alceu da Costa Bastante extrovertido Desde quando furto é crime Neste Brasil de bandidos? Ante tão forte argumento Calou-se o delegado Mas por dever do seu cargo O flagrante foi lavrado Recolhendo à cadeia Aquele pobre coitado. E hoje passado um mês De ocorrida a prisão Chega-me às mãos o inquérito Que me parte o coração Solto ou deixo preso Esse mísero ladrão? Soltá-lo é decisão Que a nossa lei refuta Pois todos sabem que a lei É prá pobre, preto e puta... Por isso peço a Deus Que norteie minha conduta. É muito justa a lição Do pai destas Alterosas. Não deve ficar na prisão Quem furtou duas penosas, Se lá também não estão presos Pessoas bem mais charmosas. Afinal não é tão grave Aquilo que Alceu fez Pois nunca foi do governo Nem seqüestrou o Martinez E muito menos do gás Participou alguma vez. Desta forma é que concedo A esse homem da simplória Com base no CPP Liberdade provisória Para que volte para casa E passe a viver na glória. Se virar homem honesto E sair dessa sua trilha Permaneça em Cachoeira Ao lado de sua família Devendo, se ao contrário, Mudar-se para Brasília!!!
 E aí gostou?! Dê sua opinião a respeito. Próximos artigos vão trazer outras preciosidades do gênero. Aguarde.

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