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28.5.12

A indecência de Lula, Gilmar e Jobim, por Ricardo Noblat

A indecência de Lula, Gilmar e Jobim, por Ricardo Noblat

De duas, uma. Ou Lula ainda está sob o efeito de remédios contra o câncer na laringe, o que compromete seu apurado tino político, ou então se rendeu à certeza de que é mesmo infalível.
Para chegar bem ao seu final, a CPI de Cachoeira terá que dar em nada. E o encontro de Lula com o ministro Gilmar Mendes precisará ser esquecido rapidinho.
 É improvável que nada produza de relevante a CPI inventada por Lula para atazanar a vida de seus desafetos ligados a Cachoeira, e retardar o julgamento do mensalão. O que ela produzir poderá significar problema para Dilma. Esta semana, a CPI quebrará o sigilo das contas da Delta, a empreiteira favorita dos políticos que apoiam o governo.
Quanto à memória coletiva, até que comece o julgamento dos mensaleiros em agosto não haverá tempo para que esqueça o encontro de Lula com Gilmar. Ele é simplesmente inesquecível.
O celular de Gilmar tocou na última semana de abril último e ele ouviu o convite: “Lula virá aqui no dia 26. Quer conversar com você”.
Era Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o mensalão será julgado. O escritório de Jobim funciona no apartamento onde ele mora, em Brasília.
“É inconveniente julgar esse processo agora”, disse Lula a Gilmar depois dos cumprimentos de praxe. São 36 réus. Lula contou que José Dirceu "está desesperado".
Mensaleiros como José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério e Duda Mendonça também estão. Foram advertidos por seus advogados sobre a forte possibilidade de serem condenados e presos.
“Não tem como adiar o julgamento?”, perguntou Lula. “Se for adiado, o Supremo sofrerá um desgaste profundo”, argumentou Gilmar.
Foi aí que Lula comentou que tem o controle político da CPI do Cachoeira. E ofereceu proteção a Gilmar. “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”, revelou Gilmar ao Procurador Geral da República, ao Advogado Geral da União, ao colega Ayres Britto, presidente do STF, e à VEJA.
O constrangimento de Gilmar não inibiu Lula. “E a viagem a Berlim?”, ele perguntou. Corre em Brasília a história de que os casais Gilmar Mendes e Demóstenes Torres teriam viajado para Berlim com as despesas pagas por Cachoeira. Gilmar confirmou a viagem. Mas respondeu que pagara as próprias despesas.
“Viajei com o Demóstenes que eu e o senhor conhecíamos antes”, justificou-se. Em seguida, bateu na perna de Lula e aconselhou: ”Vá fundo na CPI”.
Gilmar ainda ouviu Lula dizer que encarregaria Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF, de convencer a ministra Carmem Lúcia a atrasar o julgamento. Pertence indicou Carmem para o STF.
“Vou falar com Pertence para cuidar dela”, antecipou Lula, preocupado com a situação de Ricardo Lewandowski, lembrado por dona Marisa para a vaga que hoje ocupa no STF. Amigo da família da ex-primeira-dama, Lewandowski é o ministro encarregado de revisar o processo do mensalão relatado por seu colega Joaquim Barbosa.
“Ele (Lewandowski) só iria apresentar o relatório no semestre que vem, mas está sofrendo muita pressão [para antecipar]”, queixou-se Lula.
Joaquim Barbosa foi chamado por Lula de "complexado". Lula ainda se referiu a outro ministro - José Dias Toffoli, ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil.
“Eu disse a Toffoli que ele tem que participar do julgamento”, avançou Lula - para quem o julgamento do mensalão só em 2013 evitaria que ele fosse contaminado por “disputas políticas”.
O que Lula não disse: nesse caso, os ministros Ayres Britto e Cezar Peluso estariam aposentados. Os dois devem votar pela condenação de alguns réus.
Gilmar errou ao ir ao encontro de Lula. Ministro pode receber advogados, ouvir seus argumentos, mas é só.
Lula acha que o julgamento do mensalão equivale ao julgamento do seu governo – por isso errou gravemente ao pressionar um juiz.
Foi indecente e escandaloso o episódio que ele e Gilmar e Jobim protagonizaram.

27.5.12

Ayn Rand - Filósofa russa-americana

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negoceia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".

João Menéres no seu Grifo Planante

23.5.12

Aloísio de Almeida Prado nos enviou:

CONTRA A INJUSTA SEGREGAÇÃO ALEMÃ NO BRASIL

À presidenta Dilma Roussef,
Como minoria segregada no Brasil, nós, descendentes de alemães,  solicitamos providências do governo federal para sermos igualados aos negros, perdão, afrodescendentes, no que tange aos direitos dos cidadãos. Para tanto, pacificamente reivindicamos seja aprovada Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que contemple os seguintes pontos: 01 - Fica estabelecida a cota de 5% para alemães e seus descendentes nas universidades públicas brasileiras;
 02 - Fica proibido chamar descendentes de alemães, ucranianos, holandeses e outros europeus de polaco;
 03 - Fica proibido chamar um indivíduo de "alemão", pois o termo é pejorativo e denigre a imagem deste como ser humano.
 04 - Fica estabelecido que os descendentes de alemães devem sem chamados de "germanodescendentes"; chama-los de alemão passa a ser considerado crime de racismo inafiançável  - a despeito do fato de a raça humana ser uma só;
 06 - Igualmente deve ser considerado crime de racismo o uso das expressões "alemaozão", "alemãozinho", "alemoa", "alemoazinha", "bicho de goiaba", etc, para se referir aos germanodescendentes;
 07 - Fica proibido o uso de expressões de cunho pejorativo associadas aos descendentes de alemães. Ex: "Coisa de alemão!", "Alemão porco....", "Só podia ser alemão", " alemão batata" , " comedor de chucrute", "português que sabe matemática", etc;
 08 - Fica estabelecido o dia 25 de julho o "dia nacional da consciência germânica" com feriado nacional;
 09 - Fica estabelecido o dia 25 de novembro o "dia nacional do orgulho alemão”, com feriado nacional , mesmo que não se possa chamar alemão de alemão;
 10 - Fica criada a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã, subordinada à Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial;
 11 - Fica estabelecido o prazo de 2 anos para a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã virar Ministério dos Alemães, juntando-se aos outros 38 ministérios brasileiros, mesmo que não possa chamar alemão de alemão.
 12 - Fica proibida qualquer atitude de segregação aos descendentes de alemães, as quais os caracterizem com inferiores a outros seres humanos;
 13 - Fica restrita ao governo brasileiro a pressuposição de que os alemães são inferiores, estabelecendo de cotas, restrições associativas, nominativas e sanções para as mesmas;
 14 - Passa a ser crime de "germanofobia" qualquer agressão deliberada contra um descendente de alemães, mesmo que não possa chamar alemão de alemão.
 15 - Toda criança que usar a expressão "alemão batata come queijo com barata" estará cometendo Bullying e deve ser encaminhada para tratamento psicológico.
 16 - Em caso de um negão chamar um alemão de alemão, este adquire o direito de chamar o negão de negão sem aplicação das sanções já previstas em lei.
 17 - Ficam estabelecidos como Centros Nacionais da Cultura Alemã o bairro Buraco do Raio em Ivoti/RS, a zona central de Blumenau/SC e o pairro Drei Parrulho em Santa Cruz do Sul.


Brasília, 10 de maio de 2012.
 PS: Caso italianos, portugueses, espanhois, sirio-libaneses, japoneses, bolivianos, paraguaios, poloneses e tantos outros também se unificarem em projetos similares, haverá dificuldades para aqueles que fazem questão de ser apenas brasileiros ... em conseguir vagas em universidades e direitos especiais.
Enviado por ALOÍSIO DE ALMEIDA PRADO

Cascatas e pouca água

O linchamento da Delta, por Elio Gaspari

Elio Gaspari, O Globo
O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) recomendou ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) que “não se preocupe, você é nosso e nós somos teu (sic)”. O governador Marconi Perillo também não deve se preocupar, pois é do PSDB que também é seu. O mesmo pode valer para Agnelo Queiroz, o governador petista do Distrito Federal. E assim a CPI do Cachoeira assa uma bela pizza.
Mais preocupada em definir o que não quer investigar do que em buscar as conexões da quadrilha de Cachoeira com o poder público, a CPI filtrou as malfeitorias da empreiteira Delta e, aos poucos, transformou-a em centro de suas preocupações cenográficas.
A “Tia do PAC”, com R$ 3,6 bilhões de contratos federais, tem também negócios públicos e ligações privadas com governos e governantes de Rio, Goiás, Tocantins e Distrito Federal. As investigações policiais mostraram a intimidade de seus diretores com Carlinhos Cachoeira.
Os vídeos monegascos de um jantar do governador Sérgio Cabral documentaram sua notável relação com o presidente da empresa, Fernando Cavendish.
Os mecanismos de proteção mútua dos parlamentares são condenáveis, mas pouco se pode fazer contra eles, salvo puni-los na próxima eleição negando-lhes os votos.
Quando tiram-se de cena os administradores do dinheiro público, deixando-se na ribalta apenas a empresa com a qual transacionavam, arma-se uma encenação. Ao contrário do que sucede com governadores, deputados e senadores, cujo desempenho é julgado nas urnas, uma empresa é obrigada a batalhar diariamente pelos seus negócios.
Exposta sem julgamento a Delta, confirmou-se o receio do doutor Cavendish: “Vou quebrar.” Dias depois, sua companhia, que emprega 30 mil pessoas, estava no mercado. Arrisca virar boi de piranha, aquele bicho que é mandado ao rio para que seja comido, enquanto a manada atravessa em paz. O cardume quer a manada toda.
Durante o mandarinato petista a Delta faturou R$ 4 bilhões no governo federal e ao longo dos governos do casal Garotinho e de Sérgio Cabral foi a queridinha dos cofres fluminenses. Cavendish adicionou a esse desempenho um pendor exibicionista que o levou a desafiar a sabedoria chinesa: “Porco esperto não engorda.”
Se a CPI começasse pela Delta, passasse pelos governos e chegasse a Cachoeira, teria muito a revelar. Poderia até redimir o Congresso do deplorável desempenho da CPI do Banestado, concluída em 2004. Ela começou investigando remessas ilegais de dinheiro para o exterior, quebrou 1.700 sigilos bancários e fiscais, para nada. (Ou para muito, para poucos.)
A Delta está sendo linchada porque vem recebendo uma pena de descrédito sem que se cumpra o devido processo legal. Há uma investigação da Polícia Federal e seu caso está com o Ministério Público. Tomara que esse serviço acabe botando gente na cadeia.
A sabedoria convencional ensina que empreiteiros compram políticos e que muitos políticos gostam do dinheiro de empreiteiros. Isso pode fazer com que uma pessoa não goste de uns nem dos outros. Quebrar uma empresa a partir de grampos de delinquentes e fortes indícios de malfeitorias na obtenção de contratos não faz bem. Quem seria o próximo?
O que a CPI precisa fazer é desmentir a lei de Vaccarezza: “Não se preocupe, você é nosso e nós somos teu (sic).”
Blog do Noblat

20.5.12

O Pensamento Altruísta ainda Existe?





A capacidade de sentir emoções é algo inerentemente humano. Nossa espécie carrega essa dádiva sensorial, a qual se configura nas múltiplas representações dos nossos sentimentos, sejam eles bons ou ruins. De fato, esse diferencial fez com que a humanidade evoluísse e conseguisse se distinguir dos outros animais, já que possuímos o dom da racionalidade, do pensar, e com este mecanismo foi possível transformamos o mundo num local habitável. No entanto, parece que o homem esqueceu sua essência e não consegue mais olhar para sua própria espécie com igualdade. Atos de caridade, compaixão, fraternidade, hombridade, são escassos das nossas práticas sociais, uma vez que estamos muito ocupados pensando nos bens que queremos armazenar, ou nos sonhos, geralmente matérias, que desejamos concretizar.

Esse comportamento animalesco é notável em várias ocasiões, principalmente quando a realidade salta aos nossos olhos, cobrando uma posição, exigindo que algo seja feito com rapidez. Quando ouvimos os alertas dos cientistas dizendo que o planeta está morrendo, devido ao aquecimento global, logo ficamos apreensivos e muitas vezes até duvidamos se isso é realmente verdade. Entretanto, continuamos com a cultura do consumismo, a qual vem paulatinamente destruindo o ecossistema e talvez afetando o habitat das próximas gerações. Também manifestamos sentimentos repulsivos contra a fome, à miséria, causadas pelo leviatã da desigualdade social.  No entanto, quanto mais ricos ficamos, mais ampla fica a distância entre nós desses problemas, já que é mais fácil culpar os políticos por isso também.

Enquanto a nação se prepara para receber a copa do mundo e depois as olimpíadas, com grandes investimentos na construção de estádios, estradas, reestruturação dos meios de transporte, hotéis, ampliação e reforma de aeroportos, e tantas outras mudanças – todas inegavelmente positivas para o país. Nossas crianças, por outro lado, ainda passam fome, moram em habitações subumanas e não tem acesso a uma educação que prime pela qualidade do ensino. Além disso, muitas famílias não tem acesso à saúde de qualidade, nem tão pouco a saneamento básico, garantindo a higiene necessária a cada indivíduo. Ao invés disso, muitos possuem apenas as migalhas oferecidas pelo governo através de projetos sociais que não resolvem o problema da desigualdade, mas apenas servem de paliativos, que não conseguem cicatrizar as profundas feridas desses e de outros problemas.

Dignidade, franqueza, generosidade, honradez, humildade, simplicidade, respeito, estes, e muitos outros sentimentos, parecem ser raros, tão como algumas espécies de animais que fatalmente sucumbiram ao tempo ou foram aniquiladas pela cobiça, crueldade, egoísmo, ganância, irresponsabilidade, maledicência, prepotência, entre tantos outros predicados negativos que possam caber ao homem moderno. Ele que, lamentavelmente vive num intenso paradoxo: viver na modernidade, vislumbrando um futuro promissor, mas destruindo o presente com ações desumanas, que inevitavelmente afetarão o seu próprio futuro. Essa dualidade é fruto do modelo de vida que foi impelido pelo capitalismo, uma vida de aquisições matérias despreocupada com a formação interior, a qual é responsável por humanizar as nossas ações.

Em contrapartida, parece que mesmo no obscurantismo do nosso comportamento atual, ainda há pessoas que emanam uma luz de salvação e conseguem sobressair-se das trevas das quais nós mesmos criamos. Exemplos não faltam, pois ao longo da história, muitos foram os que se renderam a benevolência, no intuito de mudar a vida do próximo, muitas vezes sem querer nada em troca; Jesus Cristo é o principal deles. Entre Seus ensinamentos estão amar o próximo como a ti mesmo, coisas que muitos, como Ele, fizeram até o fim da vida com total esmero. Dedicação exercida, por exemplo, por figuras como Zilda Arns, que entregou a sua vida a ajudar pessoas desconhecidas, dando-as uma chance de terem uma existência mais digna e humana.

Também quem não se lembra do nosso saudoso médium Chico Xavier. Ele que causou polêmica no país com suas cartas psicografadas, das quais serviam de elo entre os mortos e os vivos e que ajudavam a confortar a dor de muitas pessoas que perderam seus entes queridos. O que poucos sabem é que, mais do que fazer contato com o além, Chico, junto com a filosofia Espírita, praticava a caridade, ajudando as pessoas não só espiritualmente, mas emocional e também materialmente. Doações eram feitas para os mais necessitados que, como ele mesmo dizia, eram pessoas que estavam em transição e precisavam de um apoio nessa vida. Outra figura religiosa que dedicou sua vida a ajudar o próximo foi Madre Tereza de Calcutá. Sua generosidade ajudou muitos necessitados e serviu de expoente para muitos outros religiosos se questionarem sobre seu real papel na terra, como difusores do amor divino; e não apenas meros reprodutores.

Essas e muitas outras personalidades, anônimas ou notáveis, religiosas ou não, fizeram algo em prol do próximo, deixando de lado um pouco da sua vida para enxergar a do outro. Tarefa essa que não é fácil de ser exercida, visto que vivemos sobre a pressão do consumo e muitas vezes esquecemos que a vida não é apenas angariar fortunas, mas também conquistar amigos, fazer bem ao próximo e ajudar os que realmente precisam, sem distinção e, principalmente preconceitos. Não precisamos de religião para ser solidários. Basta apenas ter determinação e boa vontade para mudar as coisas. Sair da nossa zona de defesa e partir para o ataque, não só contra os governantes, os que já possuem a sua parcela de culta, mas, sobretudo contra nós mesmo. Contra o nosso egoísmo cego e a nossa individualidade desumana. Só assim poderemos lentamente consertar as falhas criadas por nós mesmos.

João Menéres ensina:

DIREITA X ESQUERDA

Finalmente alguém exprime com clareza as diferenças entre esquerda e direita.
Pelo sim pelo não, não mando aos meus amigos de esquerda, safa, mas lá que tem muitas verdades, tem.


Direita versus Esquerda

- Quando uma pessoa de direita não gosta de armas, não as compra.
- Quando uma pessoa de esquerda não gosta das armas, proíbe que você as possua.

- Quando uma pessoa de direita é vegetariana, não come carne.
- Quando uma pessoa de esquerda é vegetariana, faz campanha contra os produtos à base de proteínas animais.

- Quando uma pessoa de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.
- Quando uma pessoa de esquerda é homossexual, faz um movimento com alarde para que todos  também se tornem
homossexuais e os respeitem.

- Quando uma pessoa de direita é prejudicada no trabalho, reflete sobre a forma  de sair dessa situação e age em conformidade.
- Quando uma pessoa de esquerda é prejudicada no trabalho, apresenta uma queixa contra a discriminação de que foi alvo e
vai à Justiça do Trabalho pedir uma indemnização por dano moral (e ganha!).

- Quando uma pessoa de direita não gosta de um debate transmitido pela televisão, desliga a televisão ou muda de canal.
- Quando uma pessoa de esquerda não gosta  de um debate transmitido pela televisão, quer entrar na justiça contra os sacanas
que dizem essas sandices. Se for o caso disso, uma pequena queixa por difamação será bem-vinda.

- Quando uma pessoa de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga e nem à mesquita.
- Quando uma pessoa de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão a Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública,
excepto para o Islão (com medo de retaliações provavelmente).

- Quando uma pessoa de direita, mesmo sem dinheiro disponível, tem necessidade de cuidados médicos, vai ver o seu médico e,
a seguir, compra os medicamentos receitados.
- Quando uma pessoa de esquerda tem necessidade de cuidados médicos, recorre à solidariedade nacional ou ao
Sírio Libanês para tratar.

- Quando a economia vai mal, a pessoa de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.
- Quando a economia vai mal, a pessoa de esquerda diz que os sacanas dos empresários, proprietários, etc... 
são os responsáveis e punem o país.


Teste final:

Quando uma pessoa de direita lê este texto, reencaminha-o.
Quando uma pessoa de esquerda lê este texto, fica lixado e não o reenvia (além de querer processar e mandar prender quem escreveu)

Segundo Margaret Tatcher, o socialismo dura enquanto durar o dinheiro dos outros!

14.5.12

Grande notícia! Há sempre uma esperança!!!!



"E como não amar a única cidade no mundo onde um McDonald’s faliu?"
Referindo -se a Olinda, Pernambuco, Brasil ( Téta Barbosa )

12.5.12

Collor endoidou....

* “O que me chamou a atenção é que o Collor endoidou. Ele quer pegar a Veja e o Gurgel [Procurador Geral da República] de todo jeito. Ele demonstra ter raiva de todos os poderes constituídos. Ele está muito nervoso. O povo de Alagoas deu a ele uma segunda chance e ele não fez nenhuma autocrítica”.
Blog do Noblat

11.5.12

TENTATIVA MENSALEIRA DE MANIPULAR A CPI

 (Editorial)

O Globo
Continuam as manobras de facções radicais do PT, ligadas aos mensaleiros, para usar a CPI do Cachoeira com objetivos sem qualquer relação com o escândalo da montagem pelo contraventor goiano de uma rede de influência em todos os poderes da República.
Uma das intenções é constranger o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ser ele o responsável pelo encaminhamento da denúncia do Ministério Público Federal contra os envolvidos no esquema de troca de dinheiro sujo — inclusive público — por apoio parlamentar ao governo, na primeira gestão de Lula.
Estes grupos começaram a pressionar Gurgel quando, no estouro do escândalo, com a descoberta da proximidade entre Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (GO), foi noticiado que o procurador-geral recebera em 2009 o inquérito da Operação Las Vegas, da PF, e nada fizera. Nele já havia registros da afinidade da dupla.
Instalada a CPI, as facções partiram para tentar uma convocação de Gurgel ou convite. Não importava, contanto que o procurador-geral da República comparecesse perante os holofotes da comissão, para certamente ouvir toda sorte de provocações de representantes dos mensaleiros.
O procurador já explicara ter mantido o primeiro inquérito no gabinete para que seu conhecimento público não prejudicasse as novas investigações da PF, na sequência da Operação Las Vegas.
Além disso, afirmou, não havia bases sólidas para o indiciamento de Demóstenes. Não há por que rejeitar a explicação lógica de Gurgel, pois, de fato, a operação seguinte, a Monte Carlo, foi um sucesso. A CPI e o início do processo de cassação do senador são a prova.
No primeiro depoimento tomado pela comissão, o delegado da PF Raul Alexandre Marques Souza confirmou o envio do inquérito ao procurador e a decisão dele de nada fazer naquele momento. E, com isso, as pressões sobre Gurgel voltaram.
Na quarta-feira, o procurador-geral foi claro: “Há protetores de réus (do mensalão) como mentores disso.” Ou seja, da campanha para levá-lo à CPI.
Como o objetivo é político e de constrangimento pessoal, não adiantou, também, Gurgel explicar, antes do depoimento do delegado, que, por lei, ele não pode falar acerca de inquéritos sobre os quais se pronunciará como procurador da República.
Também é de fundo político-ideológico a definição por esta facção radical, minoritária no PT, de um segundo alvo na CPI: a imprensa independente.
O fato de Cachoeira ter sido fonte de denúncias publicadas pela revista “Veja” contrárias a interesses do grupo leva à tentativa de conversão da comissão num exótico tribunal de julgamento do jornalismo profissional.
Parece uma forma de buscar alguma vantagem no “tapetão” político depois que as tentativas institucionais de manietar a imprensa se frustraram.
Dilma, como Lula, se mantém distante dessas aventuras, numa demonstração de maturidade.
Acima de tudo, o Brasil já demonstrou que tem instituições em pleno funcionamento capazes de defender a Constituição, na qual é estabelecido como cláusula pétrea o direito à liberdade de imprensa e expressão, entendimento reafirmado não faz muito tempo pelo Supremo.
Fariam melhor os radicais se gastassem tempo e energia fazendo a CPI funcionar para de fato mapear as conexões do crime organizado dentro do Estado brasileiro.
Blog do Noblat

10.5.12

PT e Collor fazendo "fita" para esconder FATOS!

Chiadeira e retaliação do PT e do Collor, farinhas do mesmo saco!

Eliane Cantanhêde, 10/5/2012
Fatos e fitas
Se alguém está entendendo a aliança entre Fernando Collor e o PT para transformar a CPI do Cachoeira em CPI da imprensa, por favor, explique. "Se a mídia quer guerra, vai ter guerra", ameaça um senador petista, segundo o Painel. Afinal, quem quer guerra?
O impeachment de Collor foi por causa da imprensa, do PT ou dos dois? Será que ele não tinha culpa no cartório nem ficou isolado no Congresso e na sociedade?
O mensalão foi fruto da imaginação coletiva da imprensa? Ninguém estava comprando e vendendo votos no Congresso e nos partidos? E nunca houve "aloprados"?
Waldomiro Diniz, então braço direito do braço direito de Lula, José Dirceu, foi ou não foi filmado pedindo propina justamente para o agora famoso Carlinhos Cachoeira?
Antonio Palocci dividia ou não uma casa esquisitona com uma gente mais esquisitona ainda no bairro mais nobre de Brasília? Usou ou não o seu poder de governo para violentar o sigilo bancário de um caseiro?
Palocci multiplicou ou não o seu patrimônio muitas vezes no ano em que era coordenador da candidatura de Dilma? E comprou ou não um apartamento de quase R$ 7 milhões em São Paulo?
E a Erenice? E os ministros todos que ruíram como num castelo de cartas? Foi culpa da imprensa? Eles não fizeram nada de errado? Então por que Dilma acatou a demissão e ainda capitalizou a imagem da "faxina"?
Afinal, Collor e o PT estão guerreando contra que mídia, e por quê? A não ser que tentem descontar nos outros as próprias culpas. Vá saber.
Se jornalistas ganharam dinheiro, vantagens e favores de Cachoeira, que sejam investigados e punidos. Mas, se usaram fitas verdadeiras do esquema, por exemplo, mostrando Waldomiro com a boca na botija, apenas fizeram jornalismo.
Contra fatos -e fitas- não há argumentos. O resto é chiadeira, retaliação e guerra, com mensalão e morte de Celso Daniel em julgamento... 
Do blog do Noblat

9.5.12

PT e mensaleiros querem CENSURA NA IMPRENSA

PT quer pegar a imprensa de todo jeito

Vera Magalhães, Folha de São Paulo
O PT decidiu investir todas as fichas em transformar a CPI criada para apurar as relações de Carlinhos Cachoeira com autoridades de várias instâncias numa investigação sobre a imprensa. A estratégia, antes discreta, se intensificou após reunião de petistas ontem.
No depoimento secreto do delegado Raul Alexandre Sousa, que conduziu a Operação Vegas, as perguntas de petistas e aliados se concentraram nas ligações de Cachoeira com jornalistas. Sousa disse que, após longa investigação, a Polícia Federal não verificou nada de impróprio nessas relações nem viu razões de indiciar jornalistas ou investigar órgãos de imprensa.
A reunião em que petistas e aliados decidiram concentrar o foco na imprensa foi feita na liderança do PT no Senado. Um senador petista saiu externando o espírito reinante: "Se a mídia quer guerra, vai ter guerra".
A tropa de choque anti-imprensa na sessão secreta de ontem foi composta pelos senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Humberto Costa (PT-PE) e pelos deputados Luiz Sérgio (PT-RJ), Doutor Rosinha (PT-PR) e Protógenes Queiroz (PC do B-SP).
Blog do Noblat

8.5.12

PT e mensaleiros, contra a Revista VEJA

Roberto Civita não é Rupert Murdoch (Editorial)

O Globo
Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista "Veja", na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.
 A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo.
É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão.
A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta.
As gravações registraram vários contatos entre o diretor da Sucursal de "Veja" em Brasília, Policarpo Jr, e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.
A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria "desmascarar o mensalão".
Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de "Veja" com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas brancas, devidamente replicados na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal "News of the World", fechado pelo próprio Murdoch.
Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia.
Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento — sem o qual não existe notícia — têm destaque, pela sua importância.
Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato.
Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.
Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: "(...) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia".
E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.
O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros.
O "Washington Post" só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o "Garganta Profunda", repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas.
Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.
A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de "Veja" que irritaram alas do PT.
Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Roussef, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.
Blog do Noblat

3.5.12

Cotas: discriminação ou inclusão social?




A educação, no Brasil, infelizmente nunca foi vista como prioridade por aqueles que regem o leme da política nacional. Isto porque, nossos governantes, muitas vezes, navegam por águas turbulentas, onde a bussola que os orientam está direcionada para os caminhos da corrupção, do enriquecimento ilícito e, sobretudo do descaso com os problemas vividos pelo povo. Este último é perceptível com a vergonhosa condição educacional que o país ocupa se comparado a outros países de porte semelhante ao nosso. Não se trata de estatísticas infladas que tentam camuflar a real condição dos estudantes brasileiros, mas de uma análise aprofundada do caótico sistema mecanizado que não prepara, nem tão pouco forma seres pensantes, mas sim porcentagens falseadas das melhorias do ensino no país. Diante disso, o governo tenta a todo custo criar mecanismos que possam “atenuar” as gigantescas lacunas, formadas por eles, nesse setor tão importante para a construção, desenvolvimento e, sobretudo evolução intelectual da sociedade. Prova disso é a controvérsia legalização das cotas nas universidades públicas, tema que, para muitos, divide opiniões e retoma tabus ancestrais sobre o papel das políticas públicas em torno da educação e da desconstrução da discriminação no país.

Há poucos dias, o Supremo Tribunal Federal-STF legalizou o sistema de cotas raciais dentro das universidades públicas brasileiras. A proposta viabilizava a inclusão de estudantes negros que, por diversas razões, não ocupavam estes espaços. Depois de muita discussão, opiniões contrárias e protestos – em especial de um índio que se posicionou furiosamente contra a postura dos ministros e teve sua opinião repercutida em rede nacional, através da mídia – o STF, na figura dos ministros, finalmente aprovou o projeto que garante a inclusão de afrodescendentes em tais instituições de ensino. Na verdade, um dos argumentos utilizados por eles tem como base a dívida antagônica que a nação tem com os negros desde o período, em que eles foram forçosamente trazidos de sua terra natal para serem escravizadas em terras além mar. Os ministros entenderam que já era o momento do país reparar as falhas históricas cometidas contra esse grupo, as quais têm se perpetuado durante gerações, dificultando a ascensão intelectual e, consequentemente econômica desses indivíduos. No entanto, este argumento não foi suficiente para que a sociedade aprovasse a legalização dos negros nesses espaços, pois muitos acreditam que tal medida só ampliou as oceânicas discriminações contra esse grupo.

De um lado estão aqueles que são favoráveis às cotas baseados, não só na histórica exclusão vivida pelos negros, mas também por todo contexto social que este grupo participa hoje no cenário nacional. Mesmo que para alguns essa abertura legal seja uma estratégia de racismo controverso, não serve de pressuposto para reducionalizar a questão. Na realidade, não se trata de considerar os negros inferiores ou superiores aos brancos, mas sim uma singular tentativa de reparar um dano histórico e social que ainda se faz presente em nossa cultura e é constantemente nutrido pela mídia e por diversos outros setores da sociedade. Outra posição a favor contraria a ideia paliativa que se tem sobre as cotas. Por mais que ela seja irrefutável para ambos os lados, a parte que é a favor delas afirma que já é um grande passo na inclusão dos afrodescendentes na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Tais perspectivas vão de encontro ao posicionamento de que, se há negros pobres, também há brancos e pardos em situações semelhantes. Porém, socialmente está comprovado que esta comparação é infundada, pois pesquisas a todo o momento, sobretudo aquelas relacionadas ao censo, ratificam que as pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza moram em projetis habitacionais em condições desumanas; sem contato algum com saneamento básico, água tratada e alimentação sadia, e que na maioria das vezes são negros.

É impossível não reconhecer as marcas deixadas pela escravidão na sociedade atual. Mesmo com tantas campanhas de inclusão, frases de efeito contra qualquer forma de discriminação e até mesmo leis que punem severamente quem, por alguma razão, tente inferiorizar o outro por causa da sua cor de pele, nada parece exterminar o preconceito que vigora no comportamento humano. Pelo contrário, mesmo que a escravidão nos moldes antigos tenha sido extinta, hoje vivenciamos outro modelo escravista, mascarado com discursos hipócritas que tentam passar uma duvidosa intenção de que a igualdade existe e de que o preconceito racial é algo do passado, quando na verdade, dentro de muitos ainda germina a semente da intolerância, similar àquela que Hitler semeou nas mentes de toda uma nação, para justificar suas teorias alucinógenas. Assim, se as cotas raciais não são a solução para alguns, para outros – em especial para os negros e todos aqueles que se identificam com a trajetória desse grupo, elas são a porta de entrada para um país mais justo, onde as minorias que são desfavorecidas de determinados direitos, alguns até legais, poderão ter a chance de conquistar seu espaço e quem sabe no futuro mudar a realidade preconceituosa que paira sobre o Brasil.

No entanto, há aqueles que se colocam contrários às cotas raciais, sustentados em vários argumentos para embasar as suas teorias, as quais tentam justificar que a criação dessa divisão entre brancos e negros nada mais é do que um Neo-Apartheid, ou seja, uma criação moderna de segregação baseada na cor, dando privilégios a um grupo em detrimento do outro. Nessa linha de pensamento, eles também repudiam a ideia de que só existem negros pobres e que por essa razão eles não conseguem competir de forma igualitária com indivíduos brancos, merecendo então em auxílio para galgar um espaço na carreira acadêmica. Porém, os opositores alertam que da mesma forma que há negros pobres, há também brancos, índios, pardos e judeus na mesma situação. As pessoas que se posicionam contrárias às cotas contra argumentam também a tese dos ministros do STF, a qual diz que o Brasil está tentando quitar uma dívida histórica com os negros. Ora, dívida semelhante a dos negros, ou até maior, tem a sociedade mundial com os Judeus que, desde a época do Império Romano, são perseguidos, sofreram com o holocausto na 2° Guerra Mundial e ainda hoje são alvo de grupos neonazistas.

Sem desviar o foco, os que discordam da criação das cotas dizem que tal abertura só enrijece a barreira da qual os negros lutaram, e ainda lutam para destruir, a da discriminação. Ao ofertar privilégios à negritude, simplesmente baseado na cor de pele deles, muitos acreditam que isso acaba ampliando o preconceito racial tão estereotipado pela sociedade. Em outras palavras, é como se todo o esforço para igualar as “raças” tivesse sido em vão. Cotizar o ser humano, numa sociedade rica em preconceitos e cerceada pela ignorância é uma postura paradoxal que resulta no favorecimento de determinados grupos e na não inclusão de outros, o que poderia corroborar em mais atos discriminatórios e na latente difusão de preconceitos. Além disso, dar privilégios há alguns, baseados em argumentos piedosos, não salvará o país dos baixos índices educacionais. Na verdade, é só mais uma receita paliativa do governo que tenta a todo custo cicatrizar a vulcânica ferida da qualidade da educação brasileira. Dessa forma, as cotas se configuram como a real confissão de que o país não consegue encontrar maneiras plausíveis para solucionar as mazelas do ensino público, preferindo ancorar-se em medidas superficiais para tratar de um problema de raízes bem mais profundas.

Enquanto, nesse incansável dilema, o embate entre os que são contra e os que são a favor não admite um possível vencedor, nos esquecemos de focalizar no ponto chave de toda essa discussão. Este que não se limita apenas a cor de pele, nem a inferiorizar quem foi favorecido ou não pelo sistema de cotas, mas sim no evidente desinteresse governamental em criar medidas concretas para viabilizar um ensino público – da base até as universidades – comprometido com a qualificação intelectual dos alunos, formando indivíduos capazes de transformar a própria realidade e, ao mesmo tempo, capazes de elaborar estratégias decisivas para melhorar a vida dos seus condescendentes. Portanto, os negros não são culpados e nem podem ser tratados como mendigos que dependem de uma esmola para sobreviver e conseguir seu lugar ao sol. Nem tão pouco os brancos, os índios, os pardos, ou qualquer outra manifestação étnica do Brasil pode ser tratada de forma semelhante, só por discordar da postura do país em dividir a sociedade em grupos baseados na cor da pele; mesmo depois de um longo processo de tentativas de excluir de vez qualquer forma de discriminação. Na verdade, todos devem ser reunir para cobrar uma posição mais enérgica dos nossos representantes legais, no que tange a educação, pois só com um modelo educacional voltado para a construção do conhecimento é que certos "favoritismos" deixarão de ser necessários.

Assim nasceram os Bancos

Enviada por José Luiz Fernandes