28.12.11
27.12.11
Solidão cibernética: qual é o impacto do atual nível de desenvolvimento tecnológico nas relações interpessoais?
A onda agora é está “conectado”. Quem não ouviu essa frase é porque, realmente está desconectado da realidade. Isto porque, com o “boom” da tecnologia, a qual através da internet tem encurtado distâncias, muitas pessoas têm a oportunidade de interagir com diversas outras em qualquer lugar do mundo de forma simultânea. O fenômeno das redes sociais é, nesse sentido, o auge de todo esse avanço que as redes trouxeram para a sociedade. O leque de opções é tão grande que o individuo pode escolher entre o Orkut, Twitter ou a mais nova febre do momento, o Facebook.
23.12.11
DO QUE É FEITO O NATAL?
19.12.11
18.12.11
17.12.11
14.12.11
EDITORIAL
TESTE SEUS CONHECIMENTOS MUSICAIS :
José Luiz Fernandes nos desafia:
SOLUCION: "THE MAMAS AND THE PAPAS."
13.12.11
ALCOOLISMO: UM PROBLEMA FAMILIAR OU SOCIAL?

Considerada como a droga mais vendida do mundo, o grupo das bebidas alcóolicas são hoje sinônimos de problemas sociais e, sobretudo de saúde pública. Geralmente consumidas sem moderação, elas são responsáveis pelo crescimento da mortalidade em diversos âmbitos: dentro de casa, com a fermentação da violência entre seus membros; no surgimento de doenças decorrentes do consumo excessivo de bebidas, como cirroses, canceres, úlceras e problemas gastrointestinais; e, principalmente no trânsito, este considerado como o principal vilão entre aqueles condutores imprudentes que resolvem dirigir com altos teores de álcool no sangue. No entanto, no Brasil, tal cenário de destruição levanta certos questionamentos sobre quem seria o culpado pelo crescimento do consumo de álcool de forma deliberada entre pessoas de faixas etárias diversas. Ou seja, a culpa não reside apenas numa figura especifica, mas sim em várias entidades que direta ou indiretamente, contribuem para esse perigoso fenômeno social.
O consumo cada vez maior de bebidas alcoólicas retrata uma dura realidade vivenciada pela sociedade por aqui: o brasileiro está bebendo mais e muito mais cedo do que o permitido. Isto tem acontecido por diversas razões, porém, a permissividade familiar e a imposição social podem ser pontuadas como as principais delas. A primeira ocorre geralmente com a exposição das figuras paternas ainda no ambiente do lar. Jovens, então, apoiam-se no modelo de comportamento dos pais para iniciar precocemente uma vida entre as bebidas. E, a segunda, é o apelo controverso da mídia em expor corpos esculturais de homens e mulheres consumindo cervejas, vodcas, vinhos e energéticos como uma forma impositiva de inclusão, um padrão falso de felicidade que tem atraído muitas pessoas para um caminho, muitas vezes sem volta.
Tal realidade tem contribuído para a destruição de lares de diversas pessoas em situações socioeconômicas também variadas. Isto porque, o consumo exagerado de bebidas é um dos maiores propagadores da violência no país. E não são necessárias estatísticas concretas para evidenciar isso. Cotidianamente crimes domésticos, nos quais homens agridem e matam suas esposas e filhos, tornam-se comuns. Além disso, outro bom exemplo está nas estradas, uma vez que o trânsito brasileiro luta para diminuir os índices de imprudência que resultam em inúmeras mortes por aqui. São tantos acidentes motivados por motoristas embriagados que foi preciso à criação de uma lei para coibir os excessos de motoristas irresponsáveis, a tão temida “Lei Seca”.
O governo também tem a sua parcela de culpa nesse quadro, uma vez que falta uma postura mais enérgica por parte dele no que se refere à coerção midiática, sobretudo em comerciais e novelas, onde pessoas farram, embriagam-se, com tanta naturalidade e em horários diversos, expondo um padrão de vida nocivo e alienatório, sobretudo para os jovens que estão em processo de maturação. Os representantes do povo não podem se limitar a Lei Seca, como única fórmula de proibição, mas sim criar uma ampla conscientização, sobretudo entre os adolescentes, para semear entre eles a importância de não se envolver tão precocemente entre as bebidas alcóolicas.
O tempo em que o consumo social de um “drink” numa mesa de bar, após um longo dia de trabalho, já não existe mais. Hoje, as pessoas não se contentam apenas com alguns goles, mas sim com litros e litros de garrafas das mais variadas possíveis. Essa ingestão exacerbada tem contribuído para a proliferação de grandes problemas sociais, como a iniciação cada vez mais precoce de jovens a essas drogas lícitas, o aumento da violência doméstica e o crescimento da mortalidade no trânsito. Tal realidade é fruto da problemática do alcoolismo, a qual não é de responsabilidade particular, mas sim da coletividade social. Desde o lar, onde os adultos servem de referência negativa para as futuras gerações; do governo, em não criar campanhas educativas mais eficazes entre os brasileiros; até a sociedade que por sua vez constroi uma aura pseudobenefíca em torno do consumo de bebidas alcóolicas. Todos são culpados, mas todos podem se unir para reverter essa realidade e tirar a população da embriaguez que estão.
12.12.11
11.12.11
Eike Batista e o projeto para a Marina do Rio
De Lota@edu para Eike.Batista@com
Elio Gaspari, O GloboDoutor Eike,
Eu sou aquela figura estourada, com óculos de fundo de garrafa e fama de maluca que convenceu o Carlos (Lacerda, para sua geração) a transformar aquilo que seria um carrascal no que é hoje o parque do Aterro do Flamengo.
Dizem que o senhor é o homem mais rico do Brasil e aspira ao título mundial da categoria. Outro dia, jogando bridge com o Deng Xiaoping, ele disse que esse tipo de láurea não traz sorte. O Deng gosta de mim porque somos do mesmo tamanho. Ele contou que um sujeito chamado Huang Guangyu fez esse número em Pequim. Tinha sete bilhões de dólares e acabou na cadeia.
O mesmo sucedeu a um tal de Khodorkovsky, o homem mais rico da Rússia, e ao indiano Sahid Balwa, que entrou consigo na lista da Forbes dos dez bilionários mais jovens do mundo.
O senhor diz que gosta do Rio. Desde 2009, é sua a concessão da Marina do Aterro. Ela fica em frente ao Hotel Glória, que também é seu. A ideia de aproximar essas duas belezas é boa, mas daqui vejo que estão fazendo coisas horríveis. Não estrague o parque, não se meta em encrencas, como o Huang, o Khodorkovsky e o Sahid.
Seu pessoal da EBX diz que, depois de um concurso internacional de arquitetos, foi escolhido um projeto do doutor Indio da Costa para vitalizar a Marina. Ele prevê uma construção de 15 metros de altura, equivalente a um prédio de cinco andares, e teria sido aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Puras patranhas.
O negócio da EBX não é vitalizar a Marina. O que o senhor quer é construir um centro de eventos. Esse golpe vem desde 1979, quando o presidente, general João Figueiredo, presenteou maganos com um pedaço do Aterro, cancelando parcial e ilegalmente o tombamento de 1965.
Doutor Eike, sua Marina teria uma garagem subterrânea com 1.500 vagas. O senhor foi campeão mundial de off-shore e conhece o mundo do mar. Já viu marina com estacionamento para 1.500 carros?
Seu pessoal diz que o projeto do Indio da Costa venceu um concurso ao qual concorreram 33 arquitetos. Quem concorreu? Cadê os outros projetos?
A EBX diz que o Iphan aprovou um “projeto conceitual”. Isso não existe. O Conselho Consultivo do Iphan teria aprovado o tal “projeto” na sua 67ª reunião, em maio passado.
O Ministério Público do Rio pediu cópia da ata e dos estudos. Não conseguiu sequer resposta. Não existe no Iphan processo administrativo tratando exclusivamente do projeto de Indio da Costa.
A turma que lhe vendeu a concessão perdeu uma ação no Tribunal Federal Regional, que julgou a área “não edificável”. O processo foi mandado para Brasília e o caminhão que o transportava sumiu. Não sobraram sequer os pneus.
Na área da Marina, há hoje um mafuá e até um restaurante, naquela paisagem, sem janelas. O Aterro arriscava virar um lixão. Um dia, acharam por lá o braço de uma vítima de um deslizamento ocorrido em Botafogo. Durante as obras eu peguei tifo. Tentaram atravessar um projeto de outra casa de comidas, com dois andares e uma “área de exposições”.
Agora o Oscar Niemeyer desenhou um calombo para uma casa de espetáculos, associada à churrascaria Porcão. Pena. Um doidivanas quis presentear o Aterro com uma réplica da Fontana di Trevi. Chegaram a convencer o Carlos de que o parque deveria ser coberto por saibro, eu lhe disse para deixar de ser idiota, grama custa menos.
Queriam espetar 1.800 postes no pedaço. Chamei um designer americano e ele inventou os postes que estão lá até hoje. São 112. Enfrentei toda essa gente, não tenho medo de homem. Sou lésbica e, nos anos 50, usava mocassins do Moreira e camisa social com mangas arregaçadas.
Respeite o tombamento do Aterro e a memória do Iphan. O senhor pode vitalizar aquela área com um grande projeto para uma marina. O lazer no parque é grátis, não tente ganhar o dinheiro dos frequentadores com feiras e eventos.
O desmonte do Morro de Santo Antonio produziu uma glória do urbanismo brasileiro (o Aterro) e uma de suas maiores desgraças (a Avenida Chile). O senhor está no lugar certo, com a ideia errada e um método deplorável.
Meus respeitos.
Maria Carlota Costallat de Macedo Soares, sua Lota.
7.12.11
www.rodrigo7passos.blogspot.com
Um homem que discorda de si mesmo poderá, acaso, concordar com outro? Será capaz de
inspirar alegria aos outros quem tem em si mesmo a aflição e o tédio? Só um louco, mais
louco ainda do que a própria Loucura, admitireis que possa sustentar a afirmativa de tal
opinião. Ora, se me excluirdes da sociedade, não só o homem se tornará intolerável ao
homem, como também, toda vez que olhar para dentro de si, não poderá deixar de
experimentar o desgosto de ser o que é, de se achar aos próprios olhos imundo e disforme, e,
por conseguinte, de odiar a si mesmo. A natureza, que em muitas coisas é mais madrasta do
que mãe, imprimiu nos homens, sobretudo nos mais sensatos, uma fatal inclinação no
sentido de cada qual não se contentar com o que tem, admirando e almejando o que não
possui: daí o fato de todos os bens, todos os prazeres, todas as belezas da vida se
corromperem e reduzirem a nada. Que adianta um rosto bonito, que é o melhor presente que
podem fazer os deuses imortais, quando contaminado pelo mau cheiro? De que serve a
juventude, quando corrompida pelo veneno de uma hipocondria senil? Como, finalmente,
podereis agir em todos os deveres da vida, quer no que diz respeito aos outros, quer a vós
mesmos, como, — repito — podereis agir com decoro (pois que agir com decoro constitui o
artifício e a base principal de toda ação), se não fordes auxiliados por esse amor próprio que
vedes à minha direita e que merecidamente me faz as vezes de irmã, não hesitando em tomar
sempre o meu partido em qualquer desavença? Vivendo sob a sua proteção, ficais
encantados pela excelência do vosso mérito e vos apaixonais por vossas exímias qualidades,
o que vos proporciona a vantagem de alcançardes o supremo grau de loucura. Mais uma vez
repito: se vos desgostais de vós mesmos, persuadi-vos de que nada podereis fazer de belo,
de gracioso, de decente. Roubada à vida essa alma, languesce o orador em sua declamação,
inspira piedade o músico com suas notas e seu compasso, ver-se-á o cômico vaiado em seu
papel, provocarão o riso o poeta e as suas musas, o melhor pintor não conquistará senão
críticas e desprezo, morrerá de fome o médico com todas as suas receitas, em suma Nereu
(34) aparecerá como Tersites, Faão como Nestor, Minerva como uma porca, o eloqüente
como um menino, o civilizado como um bronco. Portanto, é necessário que cada qual
lisonjeie e adule a si mesmo, fazendo a si mesmo uma boa coleção de elogios, em lugar de
ambicionar os de outrem. Finalmente, a felicidade consiste, sobretudo, em se querer ser o
que se é. Ora, só o divino amor próprio pode conceder tamanho bem. Em virtude do amor
próprio, cada qual está contente com seu aspecto, com seu talento, com sua família, com seu
emprego, com sua profissão, com seu país, de forma que nem os irlandeses desejariam ser
italianos, nem os trácios atenienses, nem os citas habitantes das ilhas Fortunadas. Oh
surpreendente providência da natureza! Em meio a uma infinita variedade de coisas, ela
soube pôr tudo no mesmo nível. E, se não se mostrou avara na concessão de dons aos seus
filhos, mais pródiga se revelou ainda ao conceder-lhes o amor próprio. Que direi dos seus
dons? É uma pergunta tola. Com efeito, não será o amor próprio o maior de todos os bens?
Erasmo de Rotterdam
5.12.11
4.12.11
3.12.11
Duvidando...
![]() |
| Míiase ocular. |
que nascem pequeninos e crescem
de um dia para o outro
e a morte,
ah, a morte
ela nunca será bonita!
do mesmo jeito que a morte
se aproxima sorrateira, lenta (para alguns)
as dúvidas brotam não sei do que
vindo não sei de onde
e começam a subir pra garganta
sufocando quem quer que seja
do mesmo jeito que os vermes fazem
que seja podre,
que seja finito,
que seja destruido
e não seja nada bonito.
1.12.11
O Putz e agora? completou 10.000 visitantes!!
Continuem passando por aqui.. são sempre muito bem-vindos!
Abraços da Extraterrestre!!



















