31.10.11
29.10.11
27.10.11
26.10.11
Madrugada
Quando não há escarro na garganta.
Fome no estomago e o vermelho do impróprio.
A calma das palavras são para os fracos, os pedintes dos telhados.
Como começar um poema.
Livros de poetas, mediocridades, um tênis novo e uma pausa para alguém.
As canções de minha vida e casas que evidenciam a cumplicidade com o presente.
Falei algumas verdades e todos a ouviram e onde estou agora, como estou agora.
Preso e repleto de coisas que não compreendo, junto a uma imagem sem ausência.
Respiro minhas preferências, respiro meu hálito, respiro todos que me amaram.
Como começar um poema.
Meu filho foi embora, eu não disse o porquê ele foi embora.
Tenho dívidas e há muito quero me entregar a elas, poeira lúcida que não me advoga.
Tenho ouvido o que falo, é estranho o som que traz minha voz, algo altruísta e aprovado.
Aprovado para os rostos, para o salário, para beleza presumida em candeias de dogmas.
Olho o que tenho, tenho a trégua do poeta de ter a dor caligrafada na matéria fria, anedota que me visita.
Talvez a madrugada acorde ou talvez ela nunca acorde.
Distante dos meus braços peço algo que não é letra, mas é letra que vivo.
Letra e distância, letra e juízo, letra e desejo, letra e enigma.
Como começar um poema.
Quando as coisas corretas jamais serão tão sedutoras quanto as dúvidas que tenho.
www.rodrigo7passos.blogspot.com
25.10.11
CONTRA O ALCOOL
"LÁBIOS QUE TOCAM BEBIDA, NÃO TOCARÃO OS NOSSOS"
CÊ ACHA QUE ALGUÉM PAROU DE BEBER???Enviada por Guilherme Lunardelli
23.10.11
22.10.11
DITADOS GAÚCHOS
-Mais curto que coice de porco
-Firme que nem prego em polenta
-Saracoteando mais que bolacha em boca de véia
-Mais curto que estribo de anão
-Mais curto que coice de porco
-Calmo que nem água de poço
-Mais amontoado que uva em cacho
-Mais perdido que cego em tiroteio
-Mais perdido que cachorro em dia de mudança
-Mais perdido do que cusco em procissão
-Mais faceiro que guri de bombacha nova
-Mais angustiado que barata de ponta-cabeça
-Mais por fora que surdo em bingo
-Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
-Feliz que nem lambari de sanga
-Mais ansioso que anão em comício
-Mais apressado que cavalo de carteiro
-Mais atirado que alpargata em cancha de bocha
-Mais baixo que vôo de marreca choca
-Mais bonita que laranja de amostra
-De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
-Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
-Mais conhecido que parteira de campanha
-Mais coxuda que leitoa em engorde
-Devagarzito como enterro de viúva rica
-Mais difícil que nadar de poncho
-Mais duro que salame de colônia
-Extraviado que nem chinelo de bêbado
-Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
-Mais faceiro que pica-pau em tronqueira
-Mais feio que briga de foice no escuro
-Mais feio que sapato de padre
-Mais feio que indigestão de torresmo
-Mais firme que palanque em banhado
-Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
-Mais gasto que fundilho de tropeiro
-Mais grosso que dedo destroncado
-Mais grosso que rolha de poço
-Mais grosso que parafuso de patrola
-Mais informado que gerente de funerária
-Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
-Quente que nem frigideira sem cabo
-Mais sério que defunto
-Mais sujo que pau de galinheiro
-Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
-Tranqüilo que nem água de poço
-Mais gorduroso que telefone de açougueiro
-Mais perdido que cebola em salada de frutas
-Mais feliz que gordo de camiseta nova
-Mais chato que chinelo de gordo
GUASCA VÉIO
21.10.11
18.10.11
O mundo conforme Casciari
O mundo conforme Casciari Hernán Casciari Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7. No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores. A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne. Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco. A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande. O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes. No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana. Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos. A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adotar o bebê da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda. A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai acabar virando puto ou bailarino ... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa. A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gêmeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar espaguete). A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira. Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta. A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família. A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com Coréia. A Coréia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas. Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negócio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos. Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo, descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passar por ignorantes. Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam? NOTA SOBRE O AUTOR: Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de março de 1971. Escritor e jornalista argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más - respeto, que soy tu madre'. |
17.10.11
16.10.11
SERIA CÔMICO NÃO FOSSE VERDADEIRO
profundo sentido de verdade e coerência.
(A) O número de Médicos nos EUA é de 700.000.
(B) As mortes acidentais anualmente causadas por "erros médicos" são de 120.000.
(C) Resulta que a proporção de mortes por Médico é de 0,171
(aritmética elementar)
Estatística: cortesia do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos USA
Agora pense:
(A) O número de proprietários de armas legais dos EUA é 80 milhões.
(Sim senhor, 80 milhões).
(B) O número de mortes acidentais por armas de fogo, por ano,
considerados todos os grupos etários, é de 1.500.
(C) Portanto, o número de mortes acidentais, por proprietário de arma
é, proporcionalmente de 0.0000188 (aritmética elementar também).
ADVOGADO TERMINANDO NAMORO
15.10.11
14.10.11
12.10.11
IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO CORRETA
O vigário de um vilarejo tinha um pinto como mascote, o Valente.
Certo dia, o pinto Valente desapareceu, e ele achou que alguém o havia
roubado.
No dia seguinte, na missa, o vigário perguntou à congregação:
-Algum de vocês aqui tem um pinto?
Todos os homens se levantaram.
-Não, não, disse o vigário, não foi isso que eu quis dizer.
-O que eu quero saber é se algum de vocês viu um pinto?
Todas as mulheres se levantaram..
-Não, não, repetiu o vigário... o que eu quero dizer é se algum de vocês
viu um pinto que não lhes pertence. Metade das mulheres se levantou.
- Não, não, disse o vigário novamente muito atrapalhado.
-Talvez eu possa formular melhor a pergunta:
-O que eu quero saber é se algum de vocês viu o meu pinto?
Todas as freiras se levantaram.
-Deixa pra lá...!!! VAMOS REZAR...
9.10.11
Sustentabilidade: A ordem agora é preservar!

As interferências do homem sobre a natureza, muitas vezes impensadas, fizeram com que o planeta terra entrasse em estado de emergência. Isto porque, devido ao avanço do capitalismo, um novo modelo de sociedade surgiu baseado no consumo e na expansão econômica. Diante disso, na atualidade, a ideia de reverter os danos causados pela humanidade contra o planeta aparece representada na figura vocabular de três verbos: reduzir, reutilizar e reciclar. Juntos, eles são capazes de romper esse ciclo insalubre do qual o consumismo, o desequilíbrio e a poluição fincaram suas raízes.
Na realidade, a aplicação desses três segmentos tem encontrado certa resistência em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, visto que a sociedade daqui não foi devidamente educada a preservar o local onde vive. Com essa inexistência na educação ambiental preventiva, o meio ambiente sofre com as alterações cada vez mais irreparáveis dos seres humanos, afetando não só a flora, mas também a fauna e, consequentemente o próprio homem.
Tal deficiência faz com que reduzir seja um dos principais desafios encontrados pela política da sustentabilidade, já que as pessoas não tomam o cuidado de adquirir o que é estritamente necessário para o seu consumo. Ou seja, há nos padrões de vida atuais a necessidade de se ter cada vez mais, de comprar compulsivamente roupas, carros, objetos em geral e depois, com pouco tempo de uso, renová-los. Tudo isso para atender a um modelo social, um rótulo que o imperialismo do capital impõe nas pessoas. O resultado disso são mais florestas desmatadas e derrubadas, rios contaminados e a proliferação de inúmeros problemas ambientais, sociais e, principalmente de saúde.
O segundo obstáculo é reutilizar a matéria-prima que foi usada, de forma coerente, reaproveitando o máximo certos produtos antes de eliminá-los. Nessa etapa a principal barreira é o preconceito que existe em algumas pessoas, quando o assunto é usar novamente uma embalagem plástica, ou uma caixa de papel que parece sem utilidade. Para muitos, usar da criatividade nessa fase parece impossível, uma vez que o comodismo que a lei do consumo exerce no nosso cotidiano faz com que não enxerguemos as vantagens das quais a reutilização de certos materiais podem trazer para as nossas vidas.
Nessa linha de raciocínio, outro importante passo seria a reciclagem de tudo o que pode ser aproveitado para a elaboração de novos produtos. Essa prática reduziria a problemática do desmatamento a qual gera inúmeros prejuízos para todo o ecossistema. Além disso, em muitas cidades brasileiras a coleta seletiva e o reaproveitamento de papel, plástico, vidro e qualquer outro resíduo que pode ser reciclado, tem ajudado várias famílias a aumentar a renda. No entanto, a o ato de reciclar atinge uma pequena parcela da população, a qual recebe compartimento para lixo com divisões especificas para cada dejeto, enquanto a grande maioria guarda os seus entulhos de forma inapropriada.
O ato de reciclar, unido com a redução e a reutilização do lixo, é uma excelente alternativa para a preservação da natureza. Só esses três elementos juntos podem solucionar os danos causados pela humanidade contra a natureza. Economia e simplicidade também são, portanto, os sinônimos dos três R’s. Na sua prática, eles são eficazes, porque, sistematicamente mudam hábitos nocivos à natureza, reeducando a população sobre a necessidade de reavaliar o grau de devastação causado por ela no ecossistema em que vivem. Dessa forma, a sociedade deve repensar, o quanto antes, as suas atitudes contra o meio ambiente, para que esse patrimônio seja desfrutado não só na atualidade, mas também por toda a humanidade no curso evolutivo da sua história.
vagas nítidas lembranças.
No tempo de criança tinha muita coisa que não era "val"
- Não é val olhar enquanto esta contando,
- Não é val bater carregada, porque não temos rede,
- Não é val ir pra dentro de casa ou sair da quadra,
...
No tempo de gente grande tem muita coisa que não é "val"
Mas no tempo de criança,
Respeitava-se, mesmo sem querer, o que não era "val"
No tempo de gente grande, esquece-se o significa "não é val"
E ai, trapaceia-se enquanto conta,
Bate-se carregada mesmo sem rede,
Corre-se pra dentro de casa e sai-se da quadra.
...
Tudo isso sem o menor medo de sair da brincadeira.
A Extraterrestre (M.Vargas)
8.10.11
7.10.11
Adrian Rogers
Apenas 3:
1. Grécia 2. Portugal 3. Espanha.
Os 3 estão endividados até o pescoço.
Por que será, hein?
A esquerda não diz que o socialismo é a solução para o mundo?
Como bem disse Margaret Thatcher, quando. 1ª Ministra da Grã-Bretanha:
"O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros."
A afirmação abaixo foi dita no ano de 1931, por Adrian Rogers:
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
- Adrian Rogers, 1931
Enviado por Cristina Rolim
ISSO É QUE É ATENDIMENTO PERSONALIZADO!!!
Eu comprava tanta flor, chocolate, cartão, vinho, jóia; eu estava gastando tanto, que um dia o MasterCard me ligou perguntando: "E aí, comeu?"
TIRANDO O LEITE
6.10.11
Brasil: um país de todos?
O Brasil é conhecido por sua grandiosidade territorial, suas belas praias e exuberante flora, sua musicalidade e suas sinuosas mulheres. Também é conhecido pela diversidade cultural, responsável pela formação de uma sociedade miscigenada, sejam em aspectos étnicos, sociais ou religiosos. De fato, a variedade de formas, cores, sons e credos fazem desse país um oásis no meio da América Latina, criando um rótulo de paraíso nos estrangeiros e um sentimento ufanista nos que aqui residem. No entanto, nesse conto de fadas à brasileira, nem todos têm a oportunidade de terem um final feliz, pois enquanto a economia nacional se multiplica a divisão dela continua restrita nas mãos de poucos.
Como se sabe, o Brasil está crescendo muito rapidamente se comparado aos seus vizinhos latinos. Mesmo com tal constatação, o aquecimento econômico não tem solucionado certos problemas que insistem em desmascarar o “progresso” pelo qual o país está passando. As possibilidades de mudanças sociais ampliaram, mas, a resolução de temas que afligem as pessoas mais carentes como educação, segurança e saúde pública de qualidade, moradia e saneamento básico são assuntos que continuam sem uma solução concisa. Na verdade, o que acontece por aqui é uma sucessão de paliativos que tentam encobrir uma sequência de erros que, infelizmente só atingem as camadas mais pobres da população.
Nessa vida de descaso e esquecimento, não é de se surpreender que a nação sofra com a brutal fúria da desigualdade social. Esta moléstia moderna acabou contribuindo para o surgimento e disseminação de outro problema muito maior e, ao mesmo tempo, muito longe de ser resolvido, à violência. Ela, na verdade, configura-se como o espelho de tudo o que ocorre com as pessoas esquecidas pelo poder público. É também o fenômeno social que se volta, inevitavelmente contra aqueles que contribuíram de alguma forma para a ampliação existente entre os grupos dos mais ricos e dos mais pobres. Ou seja, é um anarquismo transgênico, elaborado não em laboratórios, mas sim na raiva ensanguentada de um povo que não quer viver a revelia da vida. Em outras palavras, as pessoas não querem ser condicionadas a meros serviçais, matéria bruta da burguesia, mas ter as mesmas chances de transformar a sua própria condição de sujeito.
E, enquanto a nação cresce economicamente na visão internacional, com a moeda local valorizada, mais exportações de produtos e com a procura de novas empresas multinacionais interessadas em se instalarem por aqui, a diferença entre ricos e pobres também cresce proporcionalmente. Tudo isso porque quem detêm as rédeas do poder, ou as pessoas que guiam o leme das finanças nacionais, não consegue, ou não tem o menor interesse, de equilibrar a divisão do dinheiro que é introduzido no país com o esforço da coletividade. Disso resulta o desnivelamento que acomete apenas as camadas historicamente desfavorecidas de saúde, de segurança e, sobretudo educação.
Como um cidadão conseguirá entrar nesse rumo de transformação social, pelo qual a nossa economia está passando, se ele não tem as mínimas condições de concorrer a uma simples vaga de emprego, visto que os governantes não lhe deram a oportunidade de se preparar para tal? A resposta é simples, não conseguirá. Ele, como muitos outros, ficará estagnado na sociedade, exercendo alguma função maquinizada, ou seja, que não exija muita reflexão para ser executada. Isso, é claro, se ele não for fisgado antes pelo bicho da marginalidade, o qual dia após dia captura para o seu cativeiro pessoas com o sonho de mudar de vida e, depois de esquecidas pelos nossos governantes, acabaram frustradas, servindo de lenha para criminalidade.
Falar em um país de todos só seria devidamente coerente se a segurança pública estivesse quase que totalmente comprometida na proteção do povo e não fosse desviada para a cratera da corrupção, muitas vezes atraída pela cobiça de dinheiro fácil. Dizer que um país é de todos seria convincente se a saúde pública daqui fosse referência internacional, mas o que se vê são hospitais lotados, pessoas amontoadas em filas mendigando uma ficha para atendimento e profissionais mal remunerados, desestimulados, e quando não mal preparados para atender a desumana demanda dessas instituições.
Afirmar que um país é de todos seria verdadeiro se os serviços de saneamento básico e de água encanada chegassem a todas as residências desse Brasil, garantindo uma vida digna a cada pessoa que constitui essa nação. E proferir a falácia de que vivemos num país de todos é ignorar que a educação pública, tão importante para a construção, reflexão e transformação individual e coletiva da sociedade, está sendo posta de lado, paulatinamente falseada com dados mentirosos que tentam mascarar a verdadeira realidade do quadro de esquecimento e desrespeito da educação pública e, muitas vezes privada, nacional.
Por isso, é preciso que os governantes vistam a camisa, não com o título “Um país de todos”, mas sim “Um país para todos”. Para pobres e ricos, homens e mulheres, brancos e negros, jovens e idosos, héteros e gays, religiosos, deficientes, absolutamente para todos os que formam a pluralidade de vida existente nessa nação. Estamos cansados de sermos enganados com falsas promessas de mudanças que são lindas em discursos, mas na prática não são realizadas. O povo quer ação concreta, imediata. Quer ver a transformação acontecer por baixo, com aquele menino da favela sem perspectiva de futuro, com aquele homem que vive isolado pela seca do nordeste brasileiro, pelas mulheres que lavam suas roupas sujas no curso do rio São Francisco, pelos povos que vivem isolados nas longínquas terras amazônicas desse país. Ou seja, o povo quer, precisa, e tem o direito que ver as reais mudanças acontecerem agora.
ARTRITE
O BÊBADO, O PADRE E A ARTRITE
Num ônibus, um padre sentou-se ao lado de um bêbado que, com dificuldade, lia o jornal.
De repente, com a voz 'empastada', o bêbado perguntou ao padre:
- O senhor sabe o que é artrite?
O pároco logo pensou em aproveitar a oportunidade para passar um sermão no bêbado e respondeu:
- É uma doença provocada pela vida pecaminosa e sem regras: excesso de consumo de álcool, certamente mulheres perdidas, promiscuidade, sexo, farras e outras coisas que nem ouso dizer.
O bêbado arregalou os olhos, calou-se e continuou lendo o jornal.
Pouco depois, o padre, achando que tinha sido muito duro com o bêbado, tentou amenizar:
- Há quanto tempo o senhor está com artrite?
- Eu?... Eu não tenho artrite!... Diz o jornal que quem tem é o Papa !
5.10.11
RECEITA CU,,,LINÁRIA
ser HOMEM
Microscópio
Os salões do desembargador Marcelino Pedreira, à rua São Clemente, achavam-se repletos, como poucas vezes acontecia, naquela noite memorável. Políticos, magistrados, médicos, bacharéis, homens de letras e homens de negócios enchiam os grandes compartimentos do palacete magnífico, de mistura com o que há de mais fino, de mais chic, de mais distinto, nas rodas femininas do Rio. Lauro Müller, Miguel Couto, Pires do Rio, Antônio Azeredo, são silhuetas em evidência. O encanto da reunião está, entretanto, na revoada de moças e senhoras que volteiam pelas salas, e entre as quais se destaca, pela formosura, pela mocidade, pela inocência do olhar e dos modos, Mlle. Júlia Petersen, noiva do Dr. Abelardo Moura e filha única do desembargador Feliciano Mendonça.
De repente, como se um punhado de folhas e flores obedecesse a um redemoinho invisível, faz-se uma roda em torno a uma das mesas da sala de chá. Homens de ciência e damas inteligentes formam o grupo. Elevada, culta, a palestra versa os assuntos mais variados, encantando as senhoras.
Na sala contígua, dança-se. E, entre os pares, o Dr. Abelardo e a noiva. Súbito, parando, põem-se os dois a conversar:
— Que mãos tens tu, Julita! — elogia o noivo, maravilhado, apertando os dedos miúdos, finos, quase infantis, da sua prometida.
— Acha-a pequena? — indaga a moça.
— Microscópica!
— Como?
— Microscópica! — insiste o rapaz.
Intrigada com o vocábulo, que ouvia pela primeira vez, a moça pede licença por um instante, penetra no salão de chá e, com a sua ingenuidade, indaga do Dr. Álvaro Osório:
— Doutor, que significa “microscópico?”
— É um derivado de “microscópio”, Mademoiselle! — explica o ilustre fisiologista.
— E que é “microscópio”? — torna a menina, franzindo a testa morena, que os olhos iluminam.
O Dr. Álvaro medita um momento, e, para não perder tempo, explica:
— É um aparelho que faz as coisas crescerem. Compreende?
A menina sorri, agradecida. De repente, porém, pisca os olhos, franze mais a testa, e enrubescendo:
— Ahn!...
Morde o dedinho róseo, meio brejeira, meio encabulada:
— Sem vergonha! Agora é que eu compreendo porque é que ele diz que eu tenho a mão microscópica ...
E sai correndo, vermelha, a abraçar-se com o noivo.
4.10.11
3.10.11
2.10.11
Desamor, Desrespeito e Desumanidade:

Ciência, magia, sobrenatural ou tudo junto. Não se sabe bem ao certo como definir o surgimento da vida, mas o que ninguém discuti é que ela é a dádiva máxima que Deus ofertou aos seres humanos aqui na terra. No entanto, infelizmente tal constatação não é valorizada por todos, pois o que se vê são pessoas tirando a vida de outras, sustentados em razões apequenadas de ideologias que tentam padronizar um modelo de comportamento social, baseado na moral e em costumes conservadorísticos obsoletos. Daí, as camadas estigmatizadas pela sociedade sofrem com os abusos, o descaso e a violência desenfreada de uma parcela de pessoas que não sabem o significado da importância de respeitar a vida alheia, não interferindo assim no curso natural dela. Entretanto, no Brasil, isso não acontece, sobretudo com os homossexuais, já que atacá-los, caçá-los e até mata-los se tornou hobby, esporte ou necessidade, como se estes fossem peças de marfim, ou pior, pragas que devem ser extintas da face da terra.
A brutalidade contra os gays merece uma apurada reflexão, pois nunca foram cometidos tantos crimes contra essa classe como nos últimos anos. De fato, se comparado com a perseguição religiosa de momentos tortuosos da história, perceberemos que hoje eles são mais assassinados do que antes, mas pelas mesmas razões e com o mesmo requinte de crueldade. Hoje, não são apenas as travestis, os afeminados ou os homossexuais que se prostituem as únicas vítimas da violência. Idosos, homens distintos, jovens, e até crianças que estão descobrindo a própria sexualidade são vítimas da intolerância sexual de pessoas que sentem aversão à homossexualidade. Essa fúria contra o comportamento dos gays ultrapassou todos os limites, visto que os ataques não se restringem as ruas, ou locais ermos. Na escola, dentro de casa e em plena luz do dia, os agressores manifestam uma indiferença tamanha contra os LGBTTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), sem nenhum pudor, nem tão pouco respeito pela vida deles.
As razões para tanta selvageria são inúmeras e fáceis de serem pontuadas. A primeira é a imposição biológica com a visão procriativa pela qual a humanidade está fundamentada. Sobre essa perspectiva, os homossexuais representariam o extermínio da raça humana, então, por isso deveriam ser contidos antes que tais previsões fossem concretizadas. Segundo vem a questão dos valores morais, estes tão intimamente ligados a Religião que delimitou um modelo de relacionamento do qual só poderá haver afeto, atração e contato sexual entre homens e mulheres. Com isso, todo comportamento que desviasse desse padrão deve ser condenado, sob a ótica divina, não restando chances para salvação. E o terceiro, mas não menos importante, é a falta de educação. A não sedimentação desse quesito tem resultado na propagação da ignorância, esta que é determinante para o surgimento de atos de violência, geralmente respaldados pela falta de conhecimentos básicos como civilidade, igualdade, respeito e amor ao próximo.
Na realidade, o que ocorre é uma inversão de valores por parte da sociedade. Enquanto uma parte dela ecoa discursos hipócritas contra o fim da discriminação e do preconceito, outra parte age completamente diferente quando são impelidos a combater esses problemas na prática. Ou seja, dizer que o problema existe e exigir que o outro faça a sua parte contra a violência e a segregação pela qual os gays do Brasil são obrigados a viverem, não é o suficiente. É preciso ação conjunta, empenho e comprometimento com as causas desse grupo. Não se pode fingir que eles não estão sendo exterminados. Não se pode ignorar a existência de uma educação heteronormativa dentro de vários lares e transplantada para muitas escolas. E não se pode esconder a triste realidade deles que estão vivendo na obscuridade, com medo de serem atacados por pessoas que não conseguem respeitar a individualidade alheia, e ainda por cima não são devidamente punidos por agredir um homossexual.
Padronização, esta é a palavra de ordem, portanto, quando temas polêmicos estão em jogo. De fato, ela é utilizada para justificar que o que é diferente não pode pertencer ao quadro imposto pela sociedade, porque de alguma forma foge do perfil esperado, da normalidade exigida e de tudo o que já está sacramentado. No entanto, o “diferente” não pode ser condenado por pessoas que acham que determinado grupo difere do outro apenas porque tem uma sexualidade diferenciada da considerada padrão. Falar em sexualidade, numa acepção abrangente, é como navegar num mar sem vela, logo, é um risco criar nomenclaturas e classificações estanques para enquadrar aquela “perfeita” da imperfeita. O que há são variações, experimentações. Um espectro de vida que deve ser entendido, não como perversão, bizarrice ou antinaturalismo, mas sim como vertentes humanas, possibilidades de contato com o outro na busca constante por um prazer individualizado que nem por isso é inferior ou superior, apenas diferente.
A lingerie de Gisele Bündchen
Certo ou errado? Gisele Bündchen, de lingerie e salto alto, seduz seu homem (e os nossos também) no comercial de TV. A modelo dá más notícias para o marido. “Amor, mamãe vem morar com a gente.” “Estourei seu cartão de crédito.” “Bati com seu carro.” Gisele séria, de vestido comportado. E sensual, de calcinha e sutiã. “Você é brasileira, use seu charme”, diz a publicidade. A Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) do governo Dilma achou a mensagem “preconceituosa e discriminatória” e quer tirar Gisele do ar.
Desconfio que a Hope, marca da lingerie, tenha contratado as mulheres de Dilma para bombar a campanha. O anúncio com a modelo mais bem paga do planeta virou uma sensação. Em inglês, francês, italiano, espanhol. A ameaça de censura do governo rodou o mundo. Vídeos legendados em diversos idiomas mostram Gisele no duplo papel. A esposa recatada. E a gata provocante. Tudo para vender lingerie... para as mulheres.
Acho o anúncio divertido, leve, maroto. Não me senti ofendida. E olha que sou chefe de família, como 30% das brasileiras. Fico boba com a falta de humor e rebolado da tal secretaria do governo. A nota de repúdio ao Conar, conselho que regulamenta a publicidade, usa uma linguagem pesada como a burca. Inspire. “O anúncio reforça o estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual e ignora os grandes avanços alcançados para desconstruir práticas e pensamentos sexistas.” Expire. Conseguiu ler até o fim? Ah, falta explicar que o governo recebeu 15 – quinze! – queixas de telespectadores indignados com a publicidade. Uma multidão. Por isso, a ministra Iriny Lopes foi à luta contra a lingerie incorreta.
Que tal uma teoria inversa? O anúncio na verdade mostraria o homem como objeto de manipulação das mulheres e não o contrário. O homem é um tolo que cai de quatro para o poder da sedução feminina. Em vez de macho fulo de raiva com o cartão de crédito estourado, o carro batido e a vinda da sogra, o marido invisível se submete, dócil, ao charme de sua mulher.
Quem achou Gisele apelativa? Luana Piovani! A atriz, que vive semipelada no cinema, na televisão e no teatro, disse: “Sei lá, sou meio feminista”. “Não curto mulher de fio dental vendendo cerveja.” Depois de processar Dado Bolabella (ops, Dolabella) por ter levado uns tapas dele na boate, Luana vai ser mãe e acha que “representa as mulheres brasileiras”. Diz que só usa lingerie em festinhas para o marido e que “faz mulher-objeto, mas só na dramaturgia”. Senti uma pontinha de inveja da mulher invisível pela diva brejeira e simpática.
Fui saber a opinião do publicitário Armando Strozenberg, presidente da 3ª Câmara do Conar, do Rio de Janeiro. “Quando vi o comercial, fiz o seguinte exercício: eu colocaria um homem no lugar da Gisele? Nas mesmas duas situações? Claro que colocaria”, diz ele. “A sedução, no Brasil, é mútua. É coisa nossa. E o comercial é uma brincadeira que lida com esse universo. Não desmerece a mulher.”
Não somos Giseles. Estamos longe disso. Mas cada uma de nós tem algo especial para seu homem – nem que seja o sorriso aberto, o olhar sugestivo, um colo ou... E vice-versa. Há 16 anos, eu fazia mestrado em Londres, não havia internet e, em vez de gastar palavreado em cartas para o namorado artista plástico no Brasil, eu mesma fiz uma série de fotos minhas de lingerie e salto alto. Enviava a ele pelo correio uma vez por semana, toda segunda-feira. Eram cartões-postais personalizados. Um “teaser”, na linguagem publicitária. Ele se dizia ansioso a cada novidade semanal do correio.
Quando contei isso a algumas amigas, me olharam incrédulas. E como ficava a imagem de jornalista séria e “meio feminista”? Por que fez isso, Ruth ? Para brincar, seduzir, surpreender e agradar ao namorado. Estamos juntos até hoje.































