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Este blog foi criado num Domingo chuvoso daí www.domingoamigo.blogspot.com/!

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28.9.11

Abraço

Calada sombria, triste, que isso importa aos outros?Se só tu sentes a falta?  Sentes vazia, só tu sabes com que letras se escreve solidão.
No meio de muita gente,mas...estas sozinha e triste.Nada importa, tudo porque se partiu o cordão umbilical que me unia á vida. Tudo porque a ilusão, criada e alimentada por mim morreu.
Sempre soube a verdade, sempre acalentei a esperança, que não fosse, que algo muda-se .ou fizesse mudar.
Sinto me vazia perdida, esgotada. Precisava de um abraço, do teu abraço carinhoso. Ninguém me entende. Precisava de me sentir perto de alguém, e tenho as mãos cheias de nada, só precisava das tuas de sentir o teu calor.
É verdade sou mãe, mas ser mãe é mais dar que receber, não me preenche, não me completa, cada um tem seu par, sua vida, mãe serve para tudo menos para perguntar.- Que tens? estas bem, ou nem por isso?Mãe é o baluarte que a todos acolhe em seu regaço, e ninguém lembra, nem sabe se choro ou  porque choro.
Não importa, nem iriam compreender que mãe também é gente, e sente a necessidade de um abraço de um carinho. Que saudade, de sentir um abraço andar de mão dado pelo parque, sorrir das coisas mais simples, um abraço é a linguagem mais terna que conheço, e faz milagres, um quero e preciso do teu abraço.

27.9.11

Ronaldinho Gaúcho e Machado de Assis

Ronaldinho Gaúcho e Machado de Assis

                Sei que parece título de tela de Salvador Dali, mas infelizmente (só soube agora) há uma ligação indelével entre esses dois. E que ligação!
               
                O jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, atualmente no Flamengo (time de futebol do Rio de Janeiro), recebeu, por ocasião do 110º aniversário de nascimento do escritor (e flamenguista histórico) José Lins do Rego, a mais importante comenda da Academia Brasileira de Letras – a Medalha Machado de Assis, uma espécie de Prêmio Nobel da Literatura Brasileira.

                Nada contra a pessoa Ronaldinho (a quem sequer conheço) ou mesmo ao atleta rubro-negro, pois nem minha condição de vascaíno me cega diante das óbvias habilidades do referido craque que, quando resolve jogar, inferniza as defesas adversárias. Mas, minhas versões escritor e editor estão uma arara!

                A ABL não tinha o direito de esculhambar com a Cultura, nem com a Literatura Brasileira de forma tão vil, tão irresponsável, tão ultrajante. Não num país com tão pouco espaço para escritores, poetas, dramaturgos, roteiristas e afins. Um país onde a simples necessidade de se publicar um livro se transforma, diuturnamente, numa aventura quixotesca, numa insana peregrinação (de pires na mão) atrás de patrocinadores, aonde tantas boas ideias se vão, e de autores que se perdem no ostracismo ou são reduzidos a figuras boêmias, maltrapilhas, verdadeiros personagens dos becos escuros da vida.

                Não! Definitivamente, não! O homenageado nem livro preferido tem. Se é que já leu algum.

                O Luiz Carlos Prates está perfeito em sua crônica. Pode ter lá seu jeito ácido de dizer as coisas, mas nem de longe perdeu o foco do absurdo cometido.

                Não discuto a preferência futebolística de José Lins do Rego, nem tão pouco a homenagem ao atleta, mas o abismo existente entre homenagem e homenageado. Afinal, que contribuição deu Ronaldinho Gaúcho à Cultura Brasileira? Saber jogar bola? Então Pelé, Garrincha, Zico e tantos outros já deveriam ter recebido a importante comenda. E com muito mais razões para tal.

Futebol é cultura? Bem, nesse caso, a ABL deveria transferir sua sede para as várzeas, para os campinhos poeirentos dos rincões, para as ruas sem saídas dos subúrbios brasileiros. Pois é lá, então, que vão encontrar os futuros acadêmicos.

                O pobre coitado do Machado deve estar dando cambalhotas no túmulo. E nem sei se o refinado escritor sabia jogar bola.

                Quer saber? Fico por aqui antes que meu lado de menino peladeiro resolva liberar todos os palavrões que se usam durante uma partida de futebol. Cultura? Nem sei mais. O que sei é que já que a ABL resolveu achar que futebol é cultura vou usar uma linguagem que os acadêmicos, pelo visto, entendem bem: Bola fora!

Anderson Fabiano 

Um Trovador Solitário

Um trovador precisa apenas de uma inspiração. Ele é um tipo raro e precisa de apenas um amor. E com tal inspiração, todos os sentimentos ganham vida e forma em linhas corridas de um papel qualquer. O trovador é um romântico adormecido e quando acorda não precisa de elogios ou criticas para continuar. Ele precisa - necessaria e invariavelmente - apenas perceber aquele suspiro e ver no olhar do seu amor o brilho sincero. Perceber que o seu objetivo de demonstrar o que sente foi alcançado com a sua escrita. E quando resolve, o trovador, fazer os sentimentos aflorarem com a própria boca, ele precisa de atenção e cuidado. Pois quando decide demonstrar com seu corpo, ele precisa de calor recíproco e igualmente intenso. Nada mais além da simples e verdadeira resposta do amor.
Quando ele percebe isso os seus olhos marejam e toda a inspiração se renova... Quando recebe a atenção, toda a inspiração ganha sentido. E quando tudo faz sentido para um trovador, Ah! o corpo dele se entrega de uma forma que nunca antes poderia se quer ser imaginado.
O trovador é solitário e padece quando não percebe a reação positiva do seu amor. E quando não se tem a atenção necessária é precciso cuidar, pois qualquer resquício de inspiração pode se perder numa bola de papel ou no seu coração. E é assim  que se  enterra aos poucos toda a inspiração por seu amor, até que ela seja cultivada novamente no peito daquele solitário trovador!

http://atoabstrato.blogspot.com/

23.9.11

Nunca tinha pensado sobre este aspecto...

Vocês Sabiam?

13º Salário NUNCA Existiu...

Nunca tinha pensando sobre este aspecto. Brilhante, de fato!
Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente!
Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso!
Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.
Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.
Porquê? Porque o 13º salário não existe.
O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700,00 X 12 = R$ 8.400,00
Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.
R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00
R$ 8.400,00 (Salário anual)
+ R$ 700,00 (13º salário)
= R$ 9.100,00 (Salário anual mais o 13º salário)
... e o trabalhador vai para casa todo feliz com o governo que mandou o patrão pagar o 13º.
Façamos agora um rápido cálculo aritmético:
Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem 4 semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.
R$ 700,00 (Salário mensal)
dividido por 4 (semanas do mês)
= R$ 175,00 (Salário semanal)
O ano tem 52 semanas (confira no calendário se tens dúvida!). Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.
R$ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (número de semanas anuais)
= R$ 9.100,00
O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário
Surpresa!!
Onde está, portanto, o 13º Salário?
A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.
No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.
Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.
Daí que não existe nenhum 13º salário. O governo apenas manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.
Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.
13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO.
É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!

Tá sentindo ????

Tutty Vasques

Aloizio Mercadante deu agora pra dizer que está promovendo a inclusão digital no Brasil.
Tá sentindo?

Enviado por José Luiz Fernandes

Possibilidades...: Amigo.

Possibilidades...: Amigo.: Como é bom a passagem do tempo, como é bom viver esse momento. O tempo que solidifica a amizade na saudade. Na distância sem importância. ...

19.9.11

É isso aí!!!


LIÇÕES DE VÔO





LIÇÕES DE VÔO
( Anne Lieri)

Voar vai muito além de voar no céu. É uma mensagem de esperança ás pessoas, porque todos nós podemos voar em nossa imaginação
Dentro. de cada um de nós existe uma criança que quer voar, que acredita que os sonhos podem se tornar realidade, e essa criança só está adormecida e precisamos acordá-la.
Quando lemos,percebemos a importância da leitura em nossa vida!
Não apenas saber ler, mas interpretar aquilo que se lê.
Quando falo em “voar”, me refiro também ao prazer da leitura.
É muito bom pegar um livro para ler e viajar nas suas páginas, entrar na sua história e imaginar.
Esse é um vôo que todos nós podemos fazer.
Com a leitura podemos ir a lugares que nunca fomos, ser pessoas que nunca fomos, fazer coisas que nunca fizemos...enfim, podemos IMAGINAR!
Quem sabe imaginar, sabe sonhar e quem sonha tem esperança.É de esperança que o nosso mundo precisa, porque muitas pessoas já não acreditam em mais nada.
Quando acreditamos em nossos sonhos eles se tornam realidade porque nós trabalhamos para que eles aconteçam!
Sem a ação não existe sonho que dê certo e a magia das fadas está nesse fazer!
A mágica que faz as coisas darem certo é a mágica da nossa , do nosso movimento em direção ao nosso objetivo
Eu convido vocês a colocar os óculos cor de rosa e voltar a ser criança nesse momento!
Que seja uma semana abençoada e muito feliz para todos!
Beijos da Anne!


18.9.11

Nesta altura, que importância tem????

Um filho de Kadafi é bissexual. E o New York Times se autocensura

Saadi Kadhafi

Do site da revista francesa "Rue 89 "
Nas complicadas relações entre o Ocidente e Kadafi, eis um estranho episódio: o governo americano pediu, em novembro passado, ao The New York Times, para expurgar do material revelado pelo Wikileaks toda referência à bissexualidade de Saadi, filho do ditador líbio. E o grande jornal de Nova York acatou o pedido.
A sexualidade do filho do líder líbio - hoje refugiado no Niger - pode parecer um detalhe e pertencer tão somente à sua vida privada, já que de há muito se conhecia o gosto de Saadi pelo uso do álcool e drogas.
Segundo o site americano Gawker.com, o telegrama diplomático revelado pelo Wikileaks criou um enorme problema, já que a bissexualidade de Saadi era tabu na tradicional e arcaica sociedade líbia.
A notícia criou um grave conflito entre pai e filho e Kadafi obrigou Saadi a se casar imediatamente com a filha de um dignitário do regime.
De pronto os telegramas enviados ao governo americano sobre o casamento e os conflitos na família Kadafi somente diriam respeito à vida privada de Saadi; mas acontece que essas revelações expunham o verdadeiro caráter do regime líbio que fazia propaganda dos filhos de Kadafi, difundindo a noção que eles teriam um "papel importante no futuro do país".
Por que proteger Saadi Kadafi?
Naturalmente, o NYT pediu ao Departamento de Estado americano orientação sobre o que poderia ser publicado do material do Wikileaks que não colocasse em risco as fontes citadas nos documentos.
O que se pergunta é porque o jornal preservou, além das fontes, o nome do filho de Kadafi, sabedores que ao fazê-lo protegiam um regime ditatorial?
Gawker.com informa que o NYT não quis responder as indagações. Mas aparentemente houve um acordo entre o governo americano e o jornal.
Bill Keller, na ocasião diretor de redação do NYT, contou que os chefes de departamento do jornal tinham reuniões diárias com funcionários do governo americano para decidir o que poderia, ou não, ser publicado. O que pode revelar uma relação ambígua entre o regime de Kadafi e o governo americano.

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17.9.11

Poema para a mulher que dorme

São tantas coisas.
Toque, apelo, um pouco de medo ao levantar.
São tantas coisas.
A mudança, o dia que toca a pele que me abraça.
Cheiros de rumos, pisadas avisadas, suspiros no abdômen.
Deitada, tão infinita em minha descrença.
Calor ufano em curvas heterogêneas.
Ela e o silêncio que me ajunta a versos que me estupram.
Onde termina sua parte...
Idiossincrasia alegórica, quantas gotas pingaram sobre minha escura luz.
Antes do poeta tentei ser minha mãe, meu pai, meu irmão.
Tentei de várias formas esperar que o ritmo da morte me entorpeça.
Não fui.
Não sou.
Não serei feliz. Sou poema.
Sendo assim NUNCA serei puro e é este NUNCA que me liberta



www.rodrigo7passos.blogspot.com

14.9.11

Qual será o próximo. Leia na grande imprensa!!!

Pedro Novais do PMDB, Ministro do Turismo, ou EX ???


Esse Governo da presidente DILMA se pauta pela imprensa. Só demite Ministros depois de publicações na Folha, Estadão ou Veja. Deve ser por essa razão que o PT e caterva querem REGULAR a imprensa, isto é, CENSURA-LA,  para poder governar! Vamos mau, com o PT e PMDB, que são gente do mesmo padrão e nível, e vai ser difícil chegar ao quarto ano de governo, por absoluta falta de nomes e quadros para integrarem (temporariamente) os Ministérios!

11.9.11

Ressaca de pânico


Sempre entendi a reflexão como a melhor parceira para o silêncio.

Nesses meus tempos de neue blumenauense, aprendi a lidar com os ruídos germânicos dessa gente que me recebeu tão bem aqui, há dois anos. E, como tudo é Brasil, pude constatar que os sons urbanos são mais ou menos os mesmos, em todo lugar: as sextas têm som de happy-hour; sábados de baladas para os jovens e de talheres e copos para os mais crescidinhos; domingos têm som de gols para todo lado e as segundas não escapam: têm som de preguiça. Os outros dias apenas completam a semana. Menos a quinta-feira, 08 de setembro. Essa trouxe um som que tememos diuturnamente por aqui: o som de pânico.

Boletim nº 177/11 – Quinta-feira, 08 de setembro - 23:59h
Nível do Rio Itajaí-Açú: 11,60m
Previsão do nível: 13,00m às 6 da manhã, do dia 09/09.

A cidade mergulha no caos. Rostos expressam a dor e o medo. Gestos de solidariedade espocam aqui e ali. Notícias desencontradas. As principais vias são interditadas. Famílias fogem. Um cãozinho é deixado para trás: era a netinha indefesa ou ele.

Blumenau mergulha, a contra gosto, num gigantesco silêncio... Um silêncio que me lembra um 2008 que não vivi, mas que meu amigos me ensinaram a respeitar.

O dia escorrega por entre as lembranças. Quero fazer alguma coisa, mas não sei o que fazer. Os telefonemas do Rio de Janeiro começam a chegar. Tenho que acalmar parentes e amigos distantes com uma calma que já não tenho.

O rio atinge 12,70m e as autoridades alertam que deve chegar a 14,00m. Nossos olhos falam tudo que nossas bocas se negam a pronunciar. A noite é de vigília.

Boletim nº 178/11 – Sexta-feira, 09 de setembro - 23:59h
Nível do Rio Itajaí-Açú: 11,70m
Previsão do nível: 11,49m às 7 da manhã, do dia 10/09.

A fúria dos céus parece domada pelos Deuses e a chuva nos dá uma trégua. O “velho” Itajaí-Açú desiste das janelas de nossas casas e contenta-se com nossos pátios e ruas. Dá-se por satisfeito com os lugares invadidos, o susto pregado e espalha o lixo e a lama que não costumamos deixar soltos por ai.

Agora é noite. Da minha privilegiada varanda agradeço pelas poucas goteiras domésticas que dão ritmo ao meu silêncio, à inevitável reflexão e me assumo um pouco mais blumenauense.

Hoje, os carros não passaram tocando músicas sertanejas ou funks, as pessoas deixaram as calçadas livres, os bares não tiveram happy hour, as baladas de amanhã estão canceladas, as luzes das casas estão apagadas. Hoje é dia de ressaca de pânico.

Blumenau, 09 de setembro de 2011

Anderson Fabiano

Imagem: Helena Chiarello


10.9.11

Legitimar, respeitar e tolerar: A constante busca do homem pela igualdade.

O homem vem lutando de forma particular para garantir o seu espaço na sociedade. Isto porque, ser “diferente” dos padrões impostos pela atual cultura “fotochopada” da qual vivemos, que tenta enformar seus indivíduos como réplicas de um molde perfeito, é motivo suficiente para aprisionar qualquer um dentro de uma masmorra ou banir definitivamente aquele que ousasse sair dos modelos pré-definidos e historicamente estratificados. Hoje, a falsa moral ainda vive entre nós, como um grande calabouço sem paredes. Entretanto, as pessoas não estão dispostas a viverem presas a ele, apenas por que alguém acha que tem o direito de julgar e condenar uma determinada diferença. De fato, cada vez mais elas, as pessoas, buscam uma saída racional para garantir a legitimidade respeitável das suas filosofias de vida.

Ocidentais e orientais, religiosos e ateus, brancos e negros, homens e mulheres, héteros e gays, pobres e ricos, todos, como se sabe, constituem a árvore da diversidade humana. Devido a essa pluralidade de ideologias, pensamentos, crenças e, sobretudo comportamentos desiguais, os conflitos interacionais são inevitáveis. Isso acontece porque há uma necessidade inerente do ser humano de se sobrepor ao outro, de propagar uma filosofia particular de forma unívoca, como se ela fosse detentora das verdades absolutas. Exemplos disso não faltam na história da humanidade. Desde a catequese impelida pelo Catolicismo por várias culturas do mundo; da escravidão dos negros nos tombadilhos até as terras brasileiras; das teorias ensandecidas de raças puras defendidas por Hitler; dos conflitos religiosos da atualidade no Oriente Médio; das discriminações sofridas por negros, mulheres e homossexuais, passando pelo desolador quadro da desigualdade econômica presente em alguns países como o Brasil.

Nesse espectro, onde a antítese fincou morada, os grupos estigmatizados estão lutando em defesa da afirmação do seu espaço. E como toda luta, as discordâncias servem como pano de fundo para justificar práticas violentas que dividem a sociedade entre os menos e os mais aceitos. Nesse momento, é criada uma pirâmide entre aqueles que devem permanecer desfrutando do convívio social, geralmente posicionados no topo dela, e, por outro lado, aqueles que ficam à margem dessa estrutura, lhes restando o lugar mais rasteiro e esquecido. E nesse instante uma onda de intolerância banha a sociedade, pois cada grupo quer ter o direito expor as suas “verdades” e disseminá-las com intuito de ratificar determinados comportamentos e/ou filosofias.

Tal cenário, no entanto, vem sendo desconstruído, pelo menos aqui no Brasil, onde as pessoas estão derrubando certos preconceitos, a fim de viverem harmoniosamente entre si. Na realidade, já não são tão acentuadas as diferenças entre homens e mulheres, sobretudo no ambiente de trabalho ou nas questões relativas ao lar. Hoje, elas estão em pé de igualdade com eles, mostrando igual ou superior competência. Também houve uma significativa mudança entre as práticas discriminatórias contra os negros, visto que as leis que protegem esse grupo serviram para reeducar a sociedade para a importância de respeitá-los tal qual qualquer outro cidadão que compõe esse país. Na mesma linha impositiva, os gays também estão conseguindo legitimar o seu espaço na sociedade. Mesmo sem uma lei que criminalize os crimes contra essa classe, são inegáveis as melhorias alcançadas por eles nos últimos anos e, principalmente a ampla aceitação da população para a temática LGBTT.

Toda essa trilha revolucionária tem como bússola a palavra união. Ela é o guia que pode levar a sociedade para longe da selvageria criada por ela mesma. Desse modo, por trás de cada discurso social há uma crescente necessidade de buscar a unificação dos grupos, o que não quer dizer que isso vá “ilegitimar” as suas diferenças. Pelo contrário, a intenção primária é pacificar a sociedade, fazendo com que pessoas de tribos distintas possam conviver democraticamente entre si, numa relação de civilidade. Tudo isso porque a falta dessa união já causou, e ainda causa muito sofrimento e dor. Estes elementos resultantes de atos violentos, impensados por alguns que preferem agredir verbal ou fisicamente o outro, a ter que entender o cerne das diferenças que os constituem.

Assim, é pretencioso, e até hipócrita, querer que a sociedade caminhe de mãos dadas de uma hora para outra. Isso seria utópico, quase que irrealizável, pois as distinções entre as pessoas impossibilitariam tal feito. No entanto, é possível sim que todos vivam em harmonia, basta somente que haja a propagação da palavra tolerância. Ela é determinante na sedimentação do respeito, na autoafirmação da identidade e, consequentemente na construção da igualdade. Ninguém precisa gostar ou aceitar uma pessoa no seu convívio que tenha um pensamento religioso diferente do seu, um comportamento social incomum, uma cor de pele não padronizada, uma prática sexual diferenciada ou até mesmo uma maneira de agir desconforme com tudo o que se conhece como “correto”. Porém, todas as pessoas tem o dever moral e, principalmente humano de respeitar essas diferenças, pois é nessa máxima que a paz vai sendo construída e os preconceitos vão sendo vencidos. Portanto, só a união desprendida de moralismos e conservadorismos será capaz de reverter às atrocidades cometidas pela insensatez do homem.

SER FELIZ É SER LIVRE!

Céu na Boca...

9.9.11

Rui Silvares, e suas crônicas

Conversa

Não resta a mais pequena dúvida, o grande problema com que um ser humano se debate é o da comunicação. Encostado ao balcão da tasca, bebendo uma imperial enquanto passo os olhos pelas letras gordas do Record, ouço distraidamente uma troca de palavras entre a senhora que está do lado de lá e uma outra, cliente, como eu, que quase se deita sobre o dito balcão.

É uma conversa indolente, num nível de linguagem bastante pobre. Não percebo bem o assunto nem isso me interessa particularmente. Falam sobre questões do quotidiano, coisas vagamente dolorosas que parecem ocupar-lhes o espírito com alguma urgência. Não me parece que procurem respostas ou que, sequer, reflictam sobre nada em especial. Limitam-se a falar, preenchendo uma necessidade urgente.

A conversa terminou sem aparente conclusão. Suspendeu-se de súbito. Olhei de soslaio as duas senhoras. Pareciam aliviadas. Despediram-se: até amanhã se Deus quiser; e pronto. As coisas ficaram assim mesmo, resolvidas ou por resolver, isso não pareceu ter importância.

Há quem pague a um psicólogo, há quem escreva em blogues, há quem escreva livros com centenas de páginas, há quem se dedique à política, todos querem comunicar e ter alguém que os ouça. Pelo menos isso. Sobretudo isso.

8.9.11

7 de Setembro e as Marchas em protestos variados

MARCHAS DE 7 de Setembro

Foto do vão do MASP, 7 de Setembro de 2011 - Foto E.P.L. ( 14:30 h )
Avenida Paulista, SP
As MARCHAS previstas para 7 de Setembro só tiveram sucesso em Brasília, com cerca de 20.000 pessoas. Nas outras cidades, como São Paulo, o número de participantes foi decepcionante. Na Paulista, por exemplo, não passou de mais de 500 pessoas segundo vários orgãos de imprensa. Os motivos foram vários, mas principalmente a multiplicidade de demandas. Uns MARCHARAM por saudosismo dos "cara pintadas", outros mais jovens para participar de movimentos de rua, como estão acontecendo no Chile, na Espanha, e em muitos países europeus. Foram as redes sociais, Facebook e outros que chegaram a mobilizar mais de 21000 pessoas, mas poucas saíram às ruas como era esperado. Outra causa desse fracasso é a variedade de demandas: corrupção, Belo Monte, Saúde, Moradia, e tantas outras reivindicações, demandas ou denúncias. Essa multiplicidade de temas esvaziou o conteúdo das marchas. Diluiu seus objetivos. Foram palco para partidos políticos, principalmente o PT para defender suas bandeiras. Tirou o foco: Marcha contra a corrupção, que era na verdade a razão de tudo. Que fique a lição: para mobilizar pessoas é preciso ter objetivos claros e certos, caso contrário, quem participa subtrai ao invés de somar!

Para continuar a semana, com mais esperança e alegria


Enviado por José Luiz Fernandes
Para melhorar o humor de quem anda reclamando da vida!

7.9.11




Independência é o caralho!!
Meu povo ainda é escravo. E meus políticos corruptos.
- Acordei sem ter o que comemorar...

CAMINHANDO E CANTANDO




CAMINHANDO E CANTANDO
( Anne Lieri)


Neste sete de setembro quero dar apenas duas palavrinhas só para não passar em branco.
Nos tempos da ditadura, não se podia falar nada nesse país, que já corríamos o risco de ir parar no pau de arara.
E nós falávamos!
Mesmo correndo perigo nos reuníamos, de braços dados pelas avenidas do país, caminhando e cantando...
Hoje podemos falar.
E continuamos falando...
Não acho o povo brasileiro omisso, mas adianta falar?
Cheguei num ponto que gostaria que alguém me convencesse que é possível um país onde no mínimo, a constituição seja respeitada, garantindo os direitos básicos do cidadão.
Nossos governantes nos ouvem, não são surdos, mas nos viram as costas a todo momento.
Somos fantasmas para eles até a próxima eleição quando nos procuram com estatísticas inventadas para provar que fizeram muitas coisas!
Mas, o que fizeram?
Fizeram reuniões.
Se reuniram para debater problemas, números, ver se realmente tal assunto é uma necessidade do povo, etc e tal!
Eles vivem se reunindo e encomendando pesquisas para confirmar coisas que já estamos carecas de saber!
Então eu pergunto: o que podemos fazer para melhorar nossa situação se a cada eleição o mesmo sujeito que foi oprimido coloca seu opressor novamente no poder?
Vamos continuar caminhando e cantando?
Eu não sei a resposta!
Quem souber, me diga, por favor!

5.9.11

CINISMO PETISTA

FRASE DO DIA
Para vencer a batalha da opinião pública será preciso desmontar as armadilhas da chamada "espiral de cinismo": a corrupção política é aceita como inevitável, os cidadãos desertam da política, os políticos corruptos agem cada vez mais corruptamente, a opinião pública, instruída pela cantilena liberal, conforma-se ceticamente.
Da Resolução Política do 4º Congresso do PT

3.9.11

Curso para "Ser" Político

Acompanhe a bolinha


Bloqueador de mãe

Humor

Gaúcho inventa bloqueador de mães em redes sociais

o_Bairrista
Invenção leva morador de Camaquã para a lista da Forbes.
O Gaúcho analista de sistemas, Paulo Freitas, acaba de entrar para a lista da Forbes de homens mais ricos do mundo ao criar um software que bloqueia as mães dos usuários em todas as redes sociais.
Gaúcho de Camaquã, Freitas sofria com a perseguição de sua mãe, dona Maria Freitas, na internet, algo que especialistas classificam como "Bullying maternal".
- Eu simplesmente não aguentava mais os comentários dela no Facebook. Em todos os meus assuntos ela se metia; todas as fotos ela comentava - disse Freitas.
O software chamado de "Bloqueador de mamães" já é sucesso nas lojas de informática. Ao preço de 32 pila o programa já foi comprado por mais de 3 milhões de pessoas.
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