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23.8.11

Homofobia Cega

Nunca se falou tanto em garantia de direitos para a comunidade gay do Brasil. Isto porque, diferente de outras épocas, os homossexuais de hoje estão lutando pelo seu espaço na sociedade, reivindicando que ela os reconheça do mesmo modo que aceitam a heterossexualidade. Ao lado dessa problemática, porém, também cresce a brutalidade de um país conservador, intolerante e, consequentemente violento. Nesse cenário paradoxal acontece um duelo desigual do qual os gays têm sido brutalmente vitimados por uma população desprovida de conhecimento necessário para entender a sexualidade alheia; impondo através da selvageria seus valores na tentativa primitiva de transformar aqueles considerados diferentes.

A matança de gays, travestis, lésbicas entre outros do mesmo segmento, tiveram uma acentuada elevação durante esse ano. E não precisa estar respaldado por nenhuma estatística para comprovar essa informação, basta apenas ligar a televisão, ou ler um jornal para constatar que esse fato já está se tornando corriqueiro nas manchetes atuais. São jovens, adultos e até idosos sendo vitimados pelo simples ato de assumir publicamente a sua homossexualidade. E nessa batalha ninguém está imune de ser uma vítima da fúria da intolerância dos denominados homofóbicos. Pai não pode mais abraçar o filho na rua, sob o risco de ser confundido com um casal gay. Mãe e filha, bem como duas irmãs ou duas amigas não podem mais andar de mãos dadas, pois podem ser atacadas por algum troglodita dono dos mais “sensatos valores”.

A sociedade está caminhando numa direção que, se não for mudado, o afeto logo deixará de existir. Tudo isso porque grupos conservadores ainda insistem um disseminar a ideia de que a homossexualidade é uma abominação, uma epidemia, uma moléstia, ou qualquer coisa pestimaniosa que deve ser banida da sociedade. Tal prática expõe o perfil de um povo hipócrita e repleto de preconceitos pequenos. Tanta coisa mais importante para se resolver no país, do que se preocupar com as práticas sexuais dos outros.

Enquanto a sociedade preocupa-se em exterminar a homossexualidade, nossos políticos, aqueles que muitos de nós erroneamente colocamos no poder, estão roubando o nosso dinheiro. Enquanto somos contra a adoção de crianças por casais homossexuais, esquecemos que estes infantes muitas vezes não terão uma nova chance de ter um lar, uma família e, talvez por isso entrem na marginalidade. E, enquanto muitos lutam para impedir a consolidação dos direitos garantidos pela constituição a todos, inclusive aos gays, estes estão diretamente criando uma distinção entre os seres humanos, com aqueles considerados superiores e os inferiores.

Será que é pedir demais ter as mesmas garantias de sociais que qualquer outra pessoa? O que, ou quem, define o grau de dignidade entre os indivíduos, ao ponto de ofertar privilégio a alguns à custa do sofrimento de outros? O terrorismo impelido aos homossexuais do Brasil não é fundamentado em nenhuma ideologia convincente que possa coerentemente justificar tamanha barbárie presenciada dia após dia. Nada, nenhum argumento pode ser plausível, no intuito de justificar que as práticas homossexuais sejam inferiores de quaisquer outras, ou que ser gay esteja ligado a algum tipo de patologia. Pelo contrário, a ciência já entende a sexualidade dos gays como tão natural como a de qualquer hétero. O que falta é a proliferação de um modelo educacional que penetre nas mais profundas raízes da discriminação, extraindo-a de uma vez por todas da nossa sociedade.

Se o Brasil, que já se configura como um dos países mais violentos do mundo, ainda não conseguiu enxergar os crescentes casos de violência contra os homossexuais como algo preocupante é porque, igual ao caso das crianças de Realengo, está esperando que um massacre de verdade ocorra, para então tomar uma posição. Enquanto isso não acontece, o governo e a sociedade preferem ignorar a existência de ameaças, torturas e até morte contra os gays do Brasil. Mesmo com tal omissão, é bom que saibam que, diferente de outras eras, hoje a comunidade gay está mais forte e unida e não permitirá que o descaso contra essa classe se perpetue durante muito tempo. A era da mudança é agora. O momento de revolucionar é o hoje. Então, não baixaremos a guarda para o desrespeito, a desunião e o desamor, nem agora e nem nunca.

SER FELIZ É SER LIVRE!

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