30.8.11
29.8.11
27.8.11
NOEL vive em PIRACICABA

Selecionado no
38º Salão
Internacional
de Humor de Piracicaba 2011
PROGRAMAÇÃO
charges, caricaturas e tiras de artistas do mundo todo.
De 27 de agosto a 16 de outubro.
Local: Parque Engenho Central/Armazém 14.
Visitas:
De terça a quinta, das 14 às 18h.
Sexta, sábados, domingos e feriados, das 10 às 21h.
24.8.11
O significado metafísico da dor de cabeça ou enxaqueca

Preocupações excessivas.
Pensamentos possessivos e congestão mental.
Trata-se de um distúrbio presente na humanidade desde os primórdios.
Atualmente, sabemos que se trata de uma doença incapacitante, que compromete o desempenho da pessoa nas atividades existenciais.
Até 1980, a dor de cabeça era considerada um distúrbio puramente vascular.
Foi quando Moskowitz, concluiu que não era apenas uma reatividade vascular primária; ela depende de aumentos na excitação; neural, mediados principalmente pela serotonina (neurotransmissor), que ocorre isoladamente ou associada a outros processos neurológicos.
Segundo ele, a dor provoca a inflamação dos vasos sanguíneos, e não o inverso, como se acreditava.
Os desencadeadores mais comuns são: fome, sede, euforia, mania, depressão, tontura, lentidão de movimentos ou irritabilidade.
As dores de cabeça são classificadas como: cefaleias e enxaquecas.
As cefaleias são facilmente confundidas com as enxaquecas.
Elas até podem existir simultaneamente, mas são processos distintos, com características específicas, tais como: o período de duração dos ataques (as cefaleias são de curta duração, enquanto as enxaquecas são mais prolongadas); e os diferentes comportamentos (durante um ataque de cefaleia, as pessoas não conseguem ficar paradas, já na enxaqueca querem ficar imóveis, e ficam propensas à hibernação.
Os ataques de cefaleia podem ocorrer em momentos específicos, com uma forte intensidade.
Dentre os sintomas destacam-se: pulsação na região frontal da cabeça, queda de uma das pálpebras, inchaço e vermelhidão na região dos olhos ou na face, lacrimejamento, escorrimento ou congestão nasal, suor excessivo, etc.
No tocante a enxaqueca, destacam-se as seguintes situações: surge gradativamente; pode ser completamente reversível; costuma iniciar na região frontal, estendendo-se até a coroa, na nuca ou, ainda, unilateralmente.
O sintoma também pode ser pulsátil; a intensidade da dor pode ser moderada ou mesmo com picos de dor, que se repetem após um intervalo de tempo, dificultando as atividades diárias; a dor de cabeça se agrava com atividades físicas e pode inclusive provocar vômitos.
No âmbito metafísico, a dor de cabeça é indício de preocupação excessiva com determinadas situações que assumem um caráter perturbador.
A pessoa fica pensando de maneira obsessiva em fatos que, muitas vezes, fogem ao seu controle; mas nem por isso consegue se desligar.
Ao contrário, a falta de controle sobre as ocorrências provoca instabilidade emocional, levando ao desespero.
Não consegue chegar a um denominador comum. Perde-se nas conjecturas mentais desencadeadas pelas ocorrências que ficam impregnadas em sua mente, gerando desconforto, indignação e inconformismo.
Rumina mentalmente o ocorrido de maneira a não se desligar um só instante, causando uma espécie de congestão psíquica, que pode desencadear uma crise de dor de cabeça.
Portanto, pensar nas situações agradáveis ajuda as pessoas a se desligarem dos episódios ruins.
Uma atitude comum entre as pessoas que sofrem de cefaleia é a de serem dramáticas. O drama aumenta a intensidade dos fatos ruins e reforça a confusão interior, enfraquecendo o potencial realizador.
As pessoas que sofrem de cefaleia, geralmente comportam-se de maneira possessiva. Elas não sabem viver sem nenhum poder sobre as situações.
É muito difícil para elas deixarem que os fatos simplesmente aconteçam, sem interferir nas ocorrências.
Não permitem que nada escape ao seu controle, envolvem-se excessivamente com as questões exteriores, sobrecarregando-se de tarefas ou ficam com preocupações excessivas.
Querem dominar as situações para garantir que tudo se desenrole conforme previsto.
Buscam colaborar de alguma forma, tentam agradar os outros para se sentirem úteis,consequentemente, seguras.
Estão frequentemente planejando estratégias mirabolantes para alcançar seus objetivos.
Incluem as pessoas nos seus planos, sem prévia consulta.
Quando vão comunicá-las e não obtém boa aceitação, decepcionam-se.
Elas não conseguem compreender que suas estratégias tem uma finalidade própria e na maioria das vezes não estão de acordo com os objetivos alheios.
Nas pessoas que sofrem de enxaqueca, quando vão participar de algo, gastam muita energia psíquica nas conjecturas e planejamento das suas ações.
Não é praxe agirem no improviso.
Gostam de ter tudo planejado e devidamente organizado para que nada dê errado.
Exageram na organização por não se sentirem à vontade e em condições de lidarem com o inesperado.
As situações inusitadas são abominadas e causam certo pavor, provocando tensão e desconforto.
São pessoas persistentes, que não se convencem facilmente. Gostam de entender a fundo uma situação.
Não se contentam com pouca explicação, querem atingir o cerne da questão.
Pode-se dizer que não conseguem viver sem certa dose de preocupação.
Quando nada acontece, procuram uma situação para se envolverem.
Não suportam as situações em aberto nem ficar aguardando solução futura.
Esperar é algo que provoca desconforto e agitação interior, pois ficam imaginando tudo o que pode ou não acontecer.
Não sabem viver diante de incerteza, pois elas instigam a sua imaginação, que geralmente permeia na negatividade, causando-lhes grande turbulência psíquica.
fonte:
Metafísica da Saúde- Luiz Gasparetto e Valcapelli
23.8.11
Homofobia Cega

Nunca se falou tanto em garantia de direitos para a comunidade gay do Brasil. Isto porque, diferente de outras épocas, os homossexuais de hoje estão lutando pelo seu espaço na sociedade, reivindicando que ela os reconheça do mesmo modo que aceitam a heterossexualidade. Ao lado dessa problemática, porém, também cresce a brutalidade de um país conservador, intolerante e, consequentemente violento. Nesse cenário paradoxal acontece um duelo desigual do qual os gays têm sido brutalmente vitimados por uma população desprovida de conhecimento necessário para entender a sexualidade alheia; impondo através da selvageria seus valores na tentativa primitiva de transformar aqueles considerados diferentes.
A matança de gays, travestis, lésbicas entre outros do mesmo segmento, tiveram uma acentuada elevação durante esse ano. E não precisa estar respaldado por nenhuma estatística para comprovar essa informação, basta apenas ligar a televisão, ou ler um jornal para constatar que esse fato já está se tornando corriqueiro nas manchetes atuais. São jovens, adultos e até idosos sendo vitimados pelo simples ato de assumir publicamente a sua homossexualidade. E nessa batalha ninguém está imune de ser uma vítima da fúria da intolerância dos denominados homofóbicos. Pai não pode mais abraçar o filho na rua, sob o risco de ser confundido com um casal gay. Mãe e filha, bem como duas irmãs ou duas amigas não podem mais andar de mãos dadas, pois podem ser atacadas por algum troglodita dono dos mais “sensatos valores”.
A sociedade está caminhando numa direção que, se não for mudado, o afeto logo deixará de existir. Tudo isso porque grupos conservadores ainda insistem um disseminar a ideia de que a homossexualidade é uma abominação, uma epidemia, uma moléstia, ou qualquer coisa pestimaniosa que deve ser banida da sociedade. Tal prática expõe o perfil de um povo hipócrita e repleto de preconceitos pequenos. Tanta coisa mais importante para se resolver no país, do que se preocupar com as práticas sexuais dos outros.
Enquanto a sociedade preocupa-se em exterminar a homossexualidade, nossos políticos, aqueles que muitos de nós erroneamente colocamos no poder, estão roubando o nosso dinheiro. Enquanto somos contra a adoção de crianças por casais homossexuais, esquecemos que estes infantes muitas vezes não terão uma nova chance de ter um lar, uma família e, talvez por isso entrem na marginalidade. E, enquanto muitos lutam para impedir a consolidação dos direitos garantidos pela constituição a todos, inclusive aos gays, estes estão diretamente criando uma distinção entre os seres humanos, com aqueles considerados superiores e os inferiores.
Será que é pedir demais ter as mesmas garantias de sociais que qualquer outra pessoa? O que, ou quem, define o grau de dignidade entre os indivíduos, ao ponto de ofertar privilégio a alguns à custa do sofrimento de outros? O terrorismo impelido aos homossexuais do Brasil não é fundamentado em nenhuma ideologia convincente que possa coerentemente justificar tamanha barbárie presenciada dia após dia. Nada, nenhum argumento pode ser plausível, no intuito de justificar que as práticas homossexuais sejam inferiores de quaisquer outras, ou que ser gay esteja ligado a algum tipo de patologia. Pelo contrário, a ciência já entende a sexualidade dos gays como tão natural como a de qualquer hétero. O que falta é a proliferação de um modelo educacional que penetre nas mais profundas raízes da discriminação, extraindo-a de uma vez por todas da nossa sociedade.
Se o Brasil, que já se configura como um dos países mais violentos do mundo, ainda não conseguiu enxergar os crescentes casos de violência contra os homossexuais como algo preocupante é porque, igual ao caso das crianças de Realengo, está esperando que um massacre de verdade ocorra, para então tomar uma posição. Enquanto isso não acontece, o governo e a sociedade preferem ignorar a existência de ameaças, torturas e até morte contra os gays do Brasil. Mesmo com tal omissão, é bom que saibam que, diferente de outras eras, hoje a comunidade gay está mais forte e unida e não permitirá que o descaso contra essa classe se perpetue durante muito tempo. A era da mudança é agora. O momento de revolucionar é o hoje. Então, não baixaremos a guarda para o desrespeito, a desunião e o desamor, nem agora e nem nunca.
21.8.11
17.8.11
REFLEXÕES :
Reflexão matinal:
Mulher que é mulher gosta de carinho...
Vestido carinho,
sapato carinho,
restaurante carinho...
E tem horror a barata...
Roupa barata,
viagem barata,
jóia barata...
FUMAÇA NO AR
Quarta, 17 de agosto de 2011, 09h14
Atualizada às 09h57
General: Amorim é história negra da diplomacia brasileira
Ex-presidente do Clube Militar, o general esclarece, em entrevista a Terra Magazine, a motivação do duro retrato de Jobim, criticado em sua "psicótica necessidade de se fantasiar de militar".
O ex-ministro da Defesa foi substituído no cargo por causa de declarações polêmicas à revista "piauí", desagradáveis para as colegas de ministério Ideli Salvatti ("fraquinha") e Gleisi Hoffmann ("nem conhece Brasília"). Após a queda de Jobim, o ex-chanceler Celso Amorim assumiu a Defesa. E já desagrada ao general reformado, por seus atos no ministério das Relações Exteriores do governo Lula:
- Na minha opinião, causa (apreensão). Porque o passado do ministro Amorim, na área diplomática, foi um passado triste para a diplomacia brasileira. É uma história negra da diplomacia brasileira (...) Além do mais, na época do ministro Amorim, ele deixou passar um ato que eu considero um crime de lesa-pátria. Ele deixou ser aprovada na ONU (Organização das Nações Unidas) a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, que afronta a soberania brasileira.
Lessa avalia que Nelson Jobim tentou "usurpar" o comando supremo das Forças Armadas, atribuído constitucionalmente ao presidente da República. Dilma, analisa o general, reverteu essa tentativa, demitindo-o.
- Desde o primeiro momento, ela está tendo uma postura de comandante. O que os militares desejam é isso. Postura de comandante. Pela Constituição, quem é o comandante das Forças Armadas é o presidente da República ou a presidente da República. Ela tem exercido esta função com muita competência e não tem aberto mão dela como o Lula fazia (...) O Jobim, mais de uma vez, quis quase que usurpar essa função. Não é dele!
Além de enfatizar que "fala por si mesmo", e não por militares das três armas, Luiz Gonzaga Schroeder Lessa prefere não listar casos de humilhação contra oficiais, que teriam sido praticados pelo ex-ministro. Na contra-corrente, contesta as análises de que Jobim conquistou aceitação militar e acalmou as Forças Armadas nos últimos anos.
- Eu me surpreendo e até me preocupo de ver um grande número de companheiros e camaradas, da ativa e da reserva, me mandando mensagens sobre esse senhor. Isso mostra que, supostamente, ele não tinha essa aceitação que a imprensa fala. Todos nós sabemos disso. Ninguém gosta de ver um ministro bazofiando, só falando bazófia e mais nada.
Na manhã desta quarta-feira (17), o ministro da Defesa, Celso Amorim, por meio de sua assessoria, avisou que não vai comentar as críticas.
Confira a entrevista.
Terra Magazine - O que motivou seu artigo? A área militar estava ressentida com o ex-ministro Nelson Jobim?
General Luiz Gonzaga Schroeder Lessa - É preciso ficar bem claro que esse artigo é unicamente de minha autoria. Eu não quero, com esse artigo, dizer que estou falando pelo Exército, a minha origem, nem pela Marinha e nem pela Aeronáutica. Falo por mim mesmo. Tenho acompanhado, ao longo dos últimos anos, a trajetória do ex-ministro. E o que eu tenho visto é sempre um sinal de manifestações grandes de prepotência, de desprezo pelos camaradas que serviram com ele, pelas promessas feitas e não realizadas. Enfim, pela grande lacuna que ele deixa no ministério da Defesa em função daquilo que dele se esperava.
Como ex-presidente do Clube Militar, o senhor ouviu relatos de oficiais das Forças Armadas que se sentiram melindrados pelo tratamento dado por Jobim?
Isso não precisa. Você veja, converse com outras pessoas que tiveram contato com ele, e vai sentir a forma, eu não diria cavalheiresca, porque a gente não precisa disso nas Forças Armadas... A gente precisa é de camaradagem e de lealdade. Nisso aí, vejo a coisa mal no relacionamento. Fiz esse artigo de minha própria iniciativa, ninguém me pediu pra fazer nada. Quando eu era presidente do Clube, sempre escrevi, tive muitos escritos publicados pela imprensa, mas o que quero lhe dizer é o seguinte: me surpreendo com a quantidade de mensagens que eu tenho recebido de apoio e solidaridade. O que, até, me preocupa...
Por quê?
Porque mostra a grande lacuna que esse senhor deixou nas Forças Armadas. Em vez de ser um fator de união, ele produziu grandes dissensões dentro dos integrantes das Forças Armadas. A obra material é muito importante, mas a obra pessoal é aquela que congrega, que une todos em direção a um só objetivo. Sinto, pelas mensagens que eu tenho recebido da ativa e da reserva, de todos os postos, essa insatisfação grande com o ministro que se foi. Por isso que eu disse: "Já vai tarde!".
Mas não é curioso que, durante a presença dele no ministério e até na hora da saída, a mídia tenha enfatizado que ele conseguiu, supostamente, unificar as Forças Armadas e acalmá-las?
Não quero entrar nisso, companheiro. Não quero. Quero dizer que ele prometeu muito e fez muito pouco. Entra num aeroporto e viaja... Veja como estão os nossos aeroportos, veja como está a nossa infraestrutura aeroportuária... Isso tudo era promessa dele. Iria construir não sei quantos aeroportos, novas pistas... Onde está isso tudo? Ficou numa promessa vã. Na área militar, uma coisa é muito importante: "Fecha a boca, porque se você falar, tem que cumprir". O que você falar, cumpra. Nem que seja pouco, mas cumpra. Agora, falar como ele falou, vozes ao vento, baboseiras e mais baboseiras, discursos e mais discursos... Então, não quero entrar em satisfação ou insatisfação. Eu me surpreendo e até me preocupo de ver um grande número de companheiros e camaradas, da ativa e da reserva, me mandando mensagens sobre esse senhor. Isso mostra que, supostamente, ele não tinha essa aceitação que a imprensa fala. Todos nós sabemos disso. Ninguém gosta de ver um ministro bazofiando, só falando bazófia e mais nada. Pra que um ministro precisa vestir farda de general do Exército? Parece que ele tinha uma ideia fixa de que tinha que ser general, tinha que botar uma farda do Exército...
Ao usar a farda militar, ele fere os princípios da criação do ministério da Defesa?
Fere. Fere. Ele não é militar! Ele pode, esporadicamente, botar uma farda militar, quando for acompanhar um exercício... Mas, nem deve, né? Ele não é militar, ele é civil. Sabe quantos anos se leva pra ser um general de Exército? No mínimo, quarenta anos, companheiro. Não é concurso em que se cola aqui um distintivo. É isso que ele fez. Precisa ter méritos, precisa ter trabalho feito na Força pra ser aceito e respeitado como general. Ele inventou isso, outros ministros não inventaram isso. Houve uma época em que até se impetrou uma ação na Justiça contra ele usar o uniforme. A Justiça deu ganho de causa, mas não tem aceitação nas Forças Armadas. É preciso dizer.
A Comissão da Verdade incomodou os militares, o modo como ele conduziu essa questão?
Isso aí continua incomodando, pela posição dúbia. Uma hora diz uma coisa, outra hora diz outra. É uma posição dúbia. Vamos ver o que vem pela frente.
Como tem se portado a presidente Dilma com as Forças Armadas?
A presidente, desde o ínicio, diferentemente do Lula... Lula era até um pau-mandado por ele mesmo (Jobim)... Não quero aqui dizer que sou partidário da presidente. Não votei na presidente. Mas, desde o primeiro momento, ela está tendo uma postura de comandante. O que os militares desejam é isso. Postura de comandante. Pela Constituição, quem é o comandante das Forças Armadas é o presidente da República ou a presidente da República. Ela tem exercido esta função com muita competência e não tem aberto mão dela como o Lula fazia. Lula meio que inventou uma figura entre o presidente e as Forças, que era o ministro da Defesa. O Jobim, mais de uma vez, quis quase que usurpar essa função. Não é dele! A função de comandante das Forças Armadas é do presidente, a menos que uma nova Constituinte mude isso. O presidente traz atrás de si os milhões de votos do povo brasileiro. Ele tem a força dos milhões de votos. O ministro da Defesa é um funcionário demitível a uma canetada como a que Dilma deu nele. Uma canetada e, em cinco minutos, ele não era mais ministro. Por isso que ele não pode ter essa força de querer ser o comandante. Fazer sem dar satisfação para a presidente... Não é verdade com a Dilma. Desde o primeiro momento, ela disse: "Eu sou a comandante das Forças Armadas".
A indicação de Celso Amorim para a Defesa causa apreensão aos militares?
Olha, não sei se causa, estou dando a minha opinião. Na minha opinião, causa. Porque o passado do ministro Amorim, na área diplomática, foi um passado triste para a diplomacia brasileira. É uma história negra da diplomacia brasileira. Eu diria isso. O que foi feito nos oito anos do Amorim deslustra a diplomacia brasileira, que é uma diplomacia reconhecida no mundo inteiro. Além do mais, na época do ministro Amorim, ele deixou passar um ato que eu considero um crime de lesa-pátria. Ele deixou ser aprovada na ONU (Organização das Nações Unidas) a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, que afronta a soberania brasileira. Isso tem impacto direto nas Forças Armadas. É responsabilidade das Forças Armadas zelar pela soberania do País. Ele aprovou, digo o embaixador sob as suas ordens, na ONU, a Declaração dos povos indígenas. Já estamos cobrando medidas, consequências dessa aprovação. De uma hora para outra, o Brasil pode ter 216 nações, e não uma única nação, que é a brasileira, que nós fizemos com mais de 500 anos de luta. Esse é um crime que não se pode permitir a um ministro das Relações Exteriores. E, como ministro da Defesa, o compromete, sem dúvida alguma.
O senhor pretende retornar à presidência do Clube Militar?
Não, já fui convidado pra isso. Acho que já cumpri minha missão. Fiquei meus quatro anos lá, e não tenho interesse nenhum. Já sofri, em épocas anteriores, insistentes convites. Dei o que eu podia dar em benefício do Clube, não tenho mais interesse. Torço para que o atual presidente e os que vierem sejam muito felizes na presidência.
15.8.11
Millôr muito oportuno:
14.8.11
13.8.11
12.8.11
NOVA DROGA
Deambulatório...e outros que tais....
Esqueceram de desligar o rádio...
Hoje, ao recordar a cena, não lembrava em qual cidade paulista ele estava, sabia que fazia a campanha para governador do Mercadante. Corri para o Google: Campinas.
E li: “Nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partidos políticos. Nós não precisamos de formadores de opinião. Nós somos a opinião pública”.
O então presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmava, no mesmo palanque, que iam “avermelhar Campinas, São Paulo e todo o Brasil”.
Os dois, cantando de galo em alto e péssimo som, soltaram muitas graças: “Quando o Mercadante se eleger governador, vou criar um Bolsa Família para os tucanos não passarem fome”. (Cá pra nós: vai ver é por isso que a oposição anda tão fraquinha... Não recebe o Bolsa-Família, não come bem, nem toma o Biotônico Fontoura).
Mas a frase mais engraçada foi a do Dutra: 'Não adianta produzir manchetes contra nós'.
Eles não são do arco da velha?
Para início de conversa, ó amigos do alheio, é preciso ter em mente que não é a Imprensa que gera as manchetes. Ela as reproduz.
Não foi a Imprensa que escolheu, nomeou, cevou e protegeu, durante 8 longos anos, o ministro dos Transportes. Tampouco foi ela a responsável pelas Conabs, Dnits, Valecs, Ibrasis, e o que mais estiver no forno prestes a aparecer.
Mas é à Imprensa, que publica as notícias que o Governo produz, que devemos o início de assepsia há muito desejado pela opinião pública brasileira.
Que não morreu, e não morrerá, enquanto houver um radinho funcionando neste país. O Zé ouve seu programa favorito lá em Brejo da Madre de Deus e logo a notícia se espalha, igual fogo em mato seco e chega ao coração dos pampas gaúchos.
A TV é para outros divertimentos, mas o noticiário local, a festa do santo, os 90 anos do amigo, o preço do arroz, o prefeito safardana, a chuva que salva ou a chuva que mata, isso é com o rádio. Assim como o que aprontam em Brasília...
Ainda está muito distante a força das redes sociais por aqui. Virá, isso é certo, que o mundo não anda para trás.
Mas o que alimenta a sede por notícias e preenche nossas vidas, ainda é o rádio. A mãe de família, o caminhoneiro, o taxista, o cozinheiro, o pedreiro, a costureira, o carteiro, o porteiro, converse com eles e veja qual é seu companheiro de manhã, de tarde, de noite.
O rádio, que permite que continuemos com nossas tarefas, mãos e olhos disponíveis para o trabalho; o rádio, que faz chegar àqueles ouvidos ingratos o recado da Maria para o José: ”Você abusou, tirou partido de mim, abusou...”.
Do blog do Ricardo Noblat










