RESULTADOS
27.6.11
ENQUETE AO LADO
RESULTADOS
26.6.11
Al...

Cresci num mundo transcendental
Busquei uma vida sensacional
Andei por um caminho descomunal
Conheci o sobrenatural
Agi de forma incondicional
Senti algo fundamental
Provei o existencial
Quis o plural
Encontrei o geral
Errei legal
Fui uma pessoa especial
Tive o que era real
Usei a melhor vogal
Divulguei tudo no jornal
Viajei para Portugal
Mas preferi a minha terra natal
Gozei de forma carnal
Nem pensei em antconcepcional
Fiz isso de forma amoral
Talvez até imoral
Tudo via oral
Numa linda noite de Carnaval
Prefiro o matagal
Ter a liberdade de um animal
Fotossintese de um vegetal
Numa manhã matinal
Sentimento corporal
Prazeres de uma pessoa carnal
Que pensa de forma genial
Que é cordial
Mesmo sendo crucial
Conhecer o outro por igual
Este pode ser cristal
Ou algo opcional
Que pode ser comunal
Ou colunal
divinal
infernal
factual
glorial
ideal
jubilal
literal
mundial
racional
ou até intelectual
Seja como tal
Ele foi igual
O homem é literal
Uma cópia ancestral
Que vivi como canibal
Nessa terra cheia de bem e de mal
Ser Feliz é Ser Livre!
25.6.11
24.6.11
22.6.11
21.6.11
INTERESSANTÍSSIMO. Leiam que nos diz respeito!
Quando a rede nos radicaliza
Foi Cass Sunstein quem abriu este campo de estudos. Professor de Direito da Universidade de Chicago, Sunstein é casado com Samantha Powers, autora da biografia do embaixador brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Ele é também, hoje, o capo do setor de regulamentação da Casa Branca. Seu livro sobre o processo de radicalização política da rede se chama Going to Extremes - Indo a Extremos -, publicado em 2009.
Todos preferimos exposição a argumentos com os quais concordamos, ele diz. Em sociedade, convivemos com gente com ideias as mais diversas. Para que a relação pessoal seja possível, tendemos a conversar com amenidade. A internet é diferente do mundo. Nela, escolhemos com quem vamos conviver. Numa rede social ou blog no qual só está presente gente que concorda com um mesmo ponto de vista, o incentivo é por ser aquele com menos dúvidas, com mais clareza. Os puros. Os radicais. A rede polariza.
Eli Praiser, fundador da ong de esquerda Move On, é autor de um livro recém lançado que vai um quê além. Se chama The Filter Bubble, algo como A bolha do filtro. O código de sites como Facebook e Google, segundo Praiser, força a polarização. Ele cita um exemplo pessoal. Preocupado em ter contato com gente que pensa diferente, ele se tornou amigo, na rede social, de gente interessante de direita. O Facebook, no entanto, acompanha os usuários com os quais conversamos mais. E sào eles que aparecem em nosso mural. Quando se deu conta, Praiser percebeu que o sistema só mostrava para ele os comentários de gente com afinidades. Dos outros, não. O filtro cria uma bolha e nos põe lá dentro.
Jacob Weisberg, diretor de redação da Slate, uma das mais tradicionais revistas online, discorda de Praiser. Sim, ele diz, este filtro que nunca nos apresenta aquilo com o que discordamos é possível. Mas não está ativo ainda. Se ele é mais forte no Facebook, é muito leve no Google, fonte de informação da maioria de nós.
Clay Shirky, professor cult da Universidade de Nova York, discorda de Sunstein usando argumento distinto. Ele acha que a internet polariza, sim, mas é por outro motivo. Blogs políticos em braços diametralmente opostos do espectro político incluem links um para o outro a toda hora. Situação e oposição se lêem. Nossa tolerância humana pela contínua exposição a argumentos opostos é que é baixa. Na rede, a radicalização não nasce da falta de oposição e sim do excesso.
Entre tantos pensando, há pelo menos uma pesquisa. É do Instituto Pew, que acompanha há mais de uma década o comportamento dos americanos na internet. Há diferença entre a pesquisa de 2008 e a de 2010. Por um lado, mais pessoas dizem que se informam por sites com uma linha editorial que acompanha suas ideias. Por outro, usuários de internet mais sofisticados, habituados com a rede, têm se preocupado mais em buscar fontes de informação variadas. Há uma década, 20% dos americanos não viam nenhuma notícia em um dia. Hoje este número caiu para 10%. Segundo o estudo, 55% dos americanos considera que a internet aumenta a influência de ideias políticas radicais à esquerda e à direita. E 56% considera que a internet torna mais difícil descobrir o que é verdade e o que não é. A pesquisa confirma que há radicalização, sim, mas também sugere que as pessoas têm mais acesso a informação. Aparentemente contraditório, mas parece fazer todo sentido.
O mundo está mais radical. Aqui, nos EUA, na Europa. Mas entender que aquele do qual discordamos só pensa diferente, que não é por má fé, é uma arte. Depende, no fim das contas, dum esforço pessoal.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/06/20/quando-rede-nos-radicaliza-924733517.asp#ixzz1PwiHRCtx
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20.6.11
SEXO EVIDENTE, um NOVO BLOG
Tem gente que vê "SEXO" em tudo XLI
SÉRIE CADEIRAS
19.6.11
O AMOR É LINDO
O beijo de Vancouver
Nos últimos dois dias a fotografia do casal misterioso invadiu as páginas da Web e, subitamente, transformou-se num ícone.
Para a memória visual ficará a coreografia do que se supunha ser um beijo apaixonado – espontâneo e insuspeito –, captado pelo fotojornalista canadiano Richard Lam.
Fontes: aqui, aqui e aqui.
via
18.6.11
16.6.11
15.6.11
Mata-se por quê?

Por Arnaldo Jabor
Em Recife, felizmente, foi condenado uma rapaz que tinha matado o pobre Alcides Nascimento, que era um menino de origem humilde, mas um prodígio de estudante esforçado e que estava se formando em Biomedicina.
Mata-se por amor, mata-se por ideologias, mata-se por Alah. Mas no Brasil surgiu um novo tipo de assassino: aquele que mata sem motivo. Os novos assassinos são produzidos por nossa cultura violenta, com competição brutal, com homens perdidos num cotidiano incompreensível. A compaixão hoje é vista como perda de tempo ou de lucro.
O psicopata é o doente do século 21, ele não sente culpa, não há o outro para ele, só ele existe em sua total solidão. O psicopata rico está em toda parte, em bares, em bancos, em cargos políticos altos. Ele mata ou engana para vencer na vida. Já o psicopata pobre mata nas vítimas o próprio destino vazio, perdido no nada do país, cercado de morte por todos os lados, no noticiário, nas imagens de massacres...ele mata para preencher este nada.
O assassinato é um ato excitante traz a sensação de algo ter acontecido. Esse criminoso já tinha matado por causa de uma camisa no carnaval do Recife, foi preso e nossa doce justiça deu-lhe regime semi-aberto. Ele fugiu, claro, para matar esse pobre menino. A lei penal é arcaica porque o crime é mutante, livre e a justiça é aprisionada em códigos lentos e velhos. Essa tragédia aconteceu porque o assassino não achou quem ele ia matar e disse: “vou deixar alguém estirado aí no chão, o primeiro que aparecer para não perder a viagem”.
Que tal?
Ser Feliz é Ser Livre!
Concurso Salão de Humor no Computador
Caricatura de CASAIS FAMOSOS
14.6.11
13.6.11
FUI BUSCAR O MEU AMOR
Essa poesia é minha, mas o cartão quem me ofereceu foi a amiga Isa.Clique em seu link para ver seus cartões:
http://minhamagia.blogspot.com
11.6.11
10.6.11
Música marginalizada: o retrato da cultura popular

Brega, calypso, forró, funk, swingueira, pagode, reggae, sertanejo, estes, entre tantos outros, são alguns dos muitos estilos músicais que embalam a musicalidade do Brasil. Com letras de fácil assimilação e pouco requinte poético, esses ritmos tomaram conta da sociedade, conquistando públicos de perfis e faixas etárias variadas. Embora não seja um fenômeno recente, estes grupos musicais sofrem com o estigma de serem considerados incultos, de mau gosto, cafonas, ou qualquer outro adjetivo que possa enquadrá-los na escória da Música Popular Brasileira – MPB. No entanto, o crescente número de seguidores desses gêneros musicais desperta a importância de entender o real significado de suas letras e o que perpassa no discurso delas, ao ponto de conquistar cada vez mais fãs, muitos deles de classes sociais bem distintas.
Se o termômetro cultural de uma sociedade é medido pelo grau de criatividade dos artístas que nela vivem, então a medição do Brasil, nesse sentido, deu origem a um berçário de inúmeros talentos. A tão aclamada MPB, teve diversos representantes que elevaram o nível da música nacional, motivo de orgulho por aqui e de respeito para outras nações. Nesta esfera sonora, os ritmos que embalam o país como o samba, o chorinho e a consagrada Bossa Nova são estilos musicais que ganharam notoriedade, exportando grandes nomes do cenário musical brasileiro, como o saudoso Tom Jobim, para terras além mar. Apesar disso, a MPB, atualmente, não se limita apenas aos estilos clássicos que deram ao Brasil a alcunha de “terra da sonoridade”. Hoje, muitos ritmos de várias regiões do país fazem tanto sucesso quanto os imortais da Bossa Nova, os revolucionários do movimento Tropicália ou os grandes nomes que palpitavam os corações apaixonados das adolescentes na Jovem Guarda.
Mesmo sabendo disso, os mais conservadores e os amantes da “boa música” preferem desconsiderar essa realidade musical a ter que encarar a sua importância enquanto manifestação de um determinado grupo social. O brega, por exemplo, representado na atualidade pela Banda Calypso, não pode ser execrado antes de uma análise minuciosa da sua contribuição musical. Com letras melosas e rimas um tanto quanto fracas, poeticamente falando, as músicas dessa banda retratam a realidade de pessoas comuns que sofrem, sentem frustrações, buscam um amor, ou choram por um romance mal sucedido, temas estes que fazem parte da realidade de muitos brasileiros. O romantismo exacerbado dessas canções não ficaram limitadas apenas a esse gênero musical. Seja no pagode, no sertanajo ou no samba, seja na voz de Joelma ou do Rei Roberto Carlos, as letras repletas de sentimentalismo estão presentes no dia a dia, mas muitos preferem classificar como “boas” aquelas músicas que são cantadas por grandes nomes da música nacional, e “más” aquelas que são interpretadas pelos cantores populares.
Isso foi o que aconteceu com o funk, outro estilo musical muito popular e representante fiel da realidade de pobreza e violência de diversas comunidades do país. Funkeiros famosos como a dupla Claudinho e Bochecha, não eram bem vistos pela sociedade mais conservadora, pois cantavam um gênero musical que não apresentava as características necessárias para fazer parte da tão abalizada MPB. No entanto, quando a letra de uma das músicas da dupla foi regravada pela cantora Adriana Calcanhoto, logo a sociedade passou a ver a construção musical desses rapazes de uma outra forma, esta menos pejorativa. Fica claro nesse exemplo que, para que um estilo musical seja alçado a um patamar de música de qualidade, é preciso que algum intérprete de renome dê a sua contribuição para mudar a visão preconceituosa da sociedade. Daí, a acepção que muitos perpetuam de “música de qualidade” passa pelo princípio unívoco de rimas e construções gramaticais dignas dos grandes poetas clássicos, ou dá era parnasiana, epócas estas onde o culto à forma era privilegiado acima de quaisquer coisas. Porém, essa limitação acaba furtando de muitas pessoas a possibilidade de encontrar grandes talentos, por pura ignorância e, principalmente preconceito.
O que falar então do pagode, um dos ritmos mais tocados atualmente por diversos grupos do gênero. Patinho feio do samba, muitos ainda nutrem um pensamento pormenorizado desse estilo, pois argumentam que algumas melodias e letras não são dignas de serem consideradas como músicas de qualidade. Ora, grupos como Exaltasamba, Sorriso Maroto, Revelação, da mesma forma que cantores como Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e outras feras do gênero, não devem nada a muitos sambistas consagrados por ai. Pelo contrário, muitas músicas desses artístas são elaboradas com tanta criatividade e, sobretudo musicalidade que merecem ter o seu espaço respeitado por todos os outros estilos musicais. Cantadas no fundo do quintal, ou numa casa de show elitizada, o que realmente importa é perceber que esses artístas estão tentando manter viva a identidade cultural polissêmica desse país.
Ainda sobre música marginalizada, não se pode esquecer do fenômeo atual chamado Luan Santana. O rapaz tem conquistado o coração de muitas adolescentes pelo país, ao mesmo tempo que dissemina um outro gênero desrespeitado por muitos, o sertanejo. As pessoas esquecem que muitas músicas sertanejas se tornaram clássicos eternalizados da cultura nacional e merecem todo o nosso respeito, como é o caso da música “É o amor”, da dupla Zezé de Camargo e Luciano, sendo está a música mais tocada do Brasil nos últimos tempos, recebendo até uma valiosa interpretação da rainha da múscia nacional, Maria Bethânia. Além disso, as toadas que ritmizam as músicas desse gênero dão a sociedade a chance de entrar em contato com a cultura caipira, de um povo rico em costumes bem peculiares, de influência contundente na construção da originalidade musical do Brasil.
Independente do estilo musical, do grau de intelectualidade depositado nas canções, do nível de romantismo e de rimas ricas que determinadas letras deverão apresentar, da afinação dos seus cantores, da qualidade melódica das músicas, entre tantos outros requisitos exigidos para que uma música seja vista como tal, é preciso olhar o que estar por trás de cada estilo desse. Que sentimentalismo é esse que as canções insistem em recitar nos seus versos? Que violência é essa narrada em muitos funks, raps e reggaes, com letras falando de temas como drogas, prostituição, pedofilia, corrupção, pobreza e abandono? Que Brasil é esse que ecoa na voz de um povo marginalizado que quer ser ouvido e ter os seus problemas solucionados? A musicalidade existente em cada estilo, gênero, ou qualquer outra classificação a qual pode ser dada, constitui a voz de um povo que, muitas vezes emudecido em todos os aspectos, encontra em formas peculiares de artes a válvula canalizadora de seus tormentos. Por isso, antes de classificar uma canção de forma maniqueísta, ou seja, como boa ou má, o mais importante é perceber que por trás de cada verso, estrofe e rima existe um povo pedindo socorro.
Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos
época da escola, que não encontrava há séculos.
Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto:
- Geraldo, sua bichona! Quanto tempo!!!!
E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo.
Percebi que o Geraldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar
perto dele só vi o meu braço sendo algemado.
- Você vai pra delegacia! – Disse o policial que costuma frequentar o
mercado.
Eu sem entender nada perguntei:
- Mas o que que eu fiz?
- HOMOFOBIA! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande
homossexual.
Nessa hora antes mesmo de eu me defender o Geraldo interferiu tentando
argumentar:
- Que isso doutor, o quatro-olhos aí é meu amigo antigo de escola, a gente
se chama assim na camaradagem mesmo!!
- Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?
- Isso doutor, é coisa de criança!
E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Geraldo:
- Então você tá detido também.
Aí foi minha vez de intervir:
- Mas meu Deus, o que foi que ele fez?
- BULLYING! Te chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola.
Geraldo então se desesperou:
- Que isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo que eu não
perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com
outro camarada que pode confirmar tudo!
E nessa hora eu vi o Jairzinho Pé-de-Pato chegando perto da gente com 2
quilos de alcatra na mão. Eu já vendo o circo armado nem mencionei o
Pé-de-Pato para não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o
Geraldo algemado já chegou falando:
- Que porra é essa Negão, que que tu aprontou aí?
E aí não teve jeito, foram os três parar na delegacia e hoje estamos
respondendo processo por HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO.
Valeu o VOTO
9.6.11
Esmolas e Solidariedade: onde começa um e termina o outro?
Quantas e quantas vezes, nas ruas das grandes cidades brasileiras, nos deparamos com crianças, adolescentes, homens e mulheres pedindo algum tipo de esmolas. Seja dinheiro, comida ou qualquer outra coisa, o ato de esmolar tem se configurado como um fenômeno crescente nos grandes centros urbanos do país. Para tanto, é evidente que os fatores de ordens sociais são os principais causadores de tal situação. Porém, mesmo sabendo da disparidade existente na nossa economia, muitas pessoas se sentem sensibilizadas com um olhar desolador de um jovem no sinal, ou sentado numa viela e acabam “ajudando” com alguns trocados ou com restos de alimentos. No entanto, será que essa atitude resolverá o problema dessas pessoas? Será que o indivíduo que faz esses tipos de doações está sendo, realmente solidário ou está ampliando o número de mendigos nas ruas?
Para responder essas indagações, é preciso antes deixar claro o real conceito de solidariedade. Para muitos, ser solidário basicamente passa pelo crivo de doar alguma coisa para alguém, o que não deixa de ser uma verdade. Entretanto, a palavra em questão vai além disso. Um ser solidário não se limita apenas a ofertar coisas materiais a quem mais precisa, mas também ofertar às pessoas mais necessitadas algo que vai além da materia, em outras palavras, atenção, carinho, educação e oportunidades de mudar a realidade vigente. Infelizmente, na prática essa palavra limitou-se a caridade, passando por duas instâncias: os que recebem, os quais temporariamente têm os seus problemas resolvidos, e os que doam, estes que nutrem o pensamento de dever cumprido, após terem “ajudado” esses mendigos.
Nessa dicotomia, a sociedade segue com a falsa ilusão de que, com pequenos paliativos, está fazendo a sua parte para suavizar a triste realidade vivida pelos mendigos, enquanto estes se proliferam como uma praga incontrolável, gerando outros problemas sociais como drogas, prostituição e violência. Muitas dessas pessoas entraram nesse tipo de vida, não por escolha, mas, simplesmente porque o Brasil, mesmo com todas as suas riquezes, ainda não conseguiu fazer uma partilha igualitária dos seus bens, ao ponto que as pessoas mais pobres pudessem ter direitos a uma qualidade de vida com o mínimo de dignidade. São indivíduos ganhando rios de dinheiro, enquanto a grande parcela da população faz malabarismo para equilibrar o orçamento mensal, quando o tem.
Nesse panorama, a desigualdade acaba fazendo as suas vítimas. Surgi, então, a mendicância, ou seja, pessoas que não têm sequer a menor quantia para subexistir, nem tão pouco para conseguir o alimento da próxima refeição. Desse quadro desumano a sociedade observa o termômetro da economia do país, esta que, lamentavelmente não garante a autonomia qualitativa a todos os membros que formam essa nação. Daí, não é suficeinte apenas dar um pouco do próprio dinheiro, como única solução para o problema da carência dessas pessoas. Antes de tudo, é preciso cobrar estratégias públicas que diminuam as diferenças existentes entre os mais ricos e os mais miseráveis.
Ser solidário, então, nesse contexto ganharia uma acepção mais ampla. Diria até que revolucionária, pois para mudar a realidade dos mendigos brasileiros é preciso transformar de uma vez por todas essa cultura desonesta e, sobretudo desumana que acaba tratando seres da mesma espécie de forma diferente, baseados apenas nas suas posses. A sociedade tem que encontrar medidas para retirar essas pessoas que fazem das ruas a sua morada e encontram nelas meios animalescos de sustento. Todas as pessoas têm o direito de ter condições para adquirir uma moradia decente, alimentar-se de forma correta e, principalmente mecanismos para sair da estratificação operante no país. Nenhum cidadão merece ter esses direitos furtados, para isso a palavra solidariedade se inclui a outra, não menos importante, chamada educação. Enquanto esta não for amplamente valorizada, dificilmente a sociedade resolverá esses e outros problemas que insistem em mascarar o cenário desalentador existentes nas grandes e pequenas cidades do Brasil.
Ser Feliz é Ser Livre!

































