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9.3.11

O Valor das Diferenças na Formação da Cultura Brasileira


O Brasil é historicamente conhecido pela diversidade, principal ingrediente da miscigenação cultural que modelou as características desse povo. Entre brancos, índios e negros a sociedade solidificou suas bases para o que hoje se constitui como nação brasileira. Um caldeirão de batuques, cores, danças, ritos e religiões formaram a multiplicidade dessa terra que deveria ter como sobrenome a palavra diferença. Essa mistura magnífica é de extrema importância para o entendimento da culturalidade desse país, único no mundo a agregar tantos povos dentro de apenas um.

Foram os índios os primeiros responsáveis pela colocação dos tijolos iniciais da grande obra da cultura desse país. Como se sabe, eles eram nativos e viviam como nômades entre as grandes florestas, sempre caçando e constituindo novos clãs. O legado deixado por eles, principalmente no manuseio de ervas medicinais, foi crucial para elaboração de muitas substâncias medicamentosas que ajudam a curar várias doenças atuais. Além disso, muitos hábitos deles, sobretudos os ligados a culinária, ainda estão impregnados na rotina da sociedade brasileira. Infelizmente, há uma cultura de esquecimento quando se refere aos povos indígenas. Hoje, muito das suas tradições estão pouco a pouco sendo engolidas pela globalização, descaracterizando a peculiaridade desses grupos.

Os brancos também têm a sua importância na formação da cultura nacional. Com a chegada das caravelas desbravadoras, muitos hábitos dos outros continentes vieram juntos em forma de conceitos civilizados. Uma nova maneira de ver o mundo foi inserida nas terras brasileiras, de modo que já era o momento de largar o jeito primitivo vivido pelos nativos e iniciar um processo rápido de civilização. Evidentemente, o choque cultural foi inevitável e trouxe consequências traumáticas, sobretudo para os índios, únicos habitantes dessa terra. No entanto, os ganhos culturais são inegáveis e contribuíram para igualar a nação a outras espalhadas bela globosfera.

A pluralidade existente aqui não estaria completa sem a significativa contribuição dos africanos trazidos nos grandes tombadilhos. A retirada forçada desses povos de sua terra natal para a realização de trabalhos forçados além’mar , enriqueceu de cores, ritmos e religiosidade essa terra gigante pela própria natureza. Os negros podem ser alçados entre os povos mais importantes da cultura nacional, não apenas pela história de sofrimento que guiaram a sua chegada, mas, sobretudo, pelo indiscutível legado deixado por eles na sociedade brasileira. Seja na música, na dança, na religiosidade, na culinária e até na cor da pele, os negros cravaram marcas profundas em muito do que hoje se conhece como Brasil. Mesmo assim, alguns ainda insistem em alimentar certas formas de discriminação, frutos retrógrados dos tempos áureos da escravidão. Com isso, desconsideram todo um tratado sócio-histórico do qual os negros foram determinantes para a sedimentação de muito do que existe na atualidade.

Falar em Brasil é automaticamente associar a multiplicidade cultural da qual essa terra foi construída. Partindo desse pensamento, deve-se lembrar que as diferenças responsáveis pela formação desse povo são de extrema importância para o entendimento das relações sociais das quais todos são fatalmente envolvidos. Ir de encontro a isso de forma discriminatória é aniquilar todo um trajeto humanístico percorrido por aqueles que de alguma maneira plantaram as primeiras sementes da nação conhecida por todos. Os povos que aqui chegaram, todos eles, independente de raça, religiosidade e classificação social merecem total respeito e absoluto reconhecimento das futuras gerações, pois não se pode fazer uma análise crítica da sociedade atual sem fazer uma retomada precisa do caminho trilhado pelos nossos antepassados.

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