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27.3.11

A Importância da Educação Sexual na Adolescência

O primeiro contato sexual está cada vez ocorrendo mais cedo entre os jovens. Meninos e meninas, por motivos diversos, tornam-se sexualmente adultos num período da vida em que as dúvidas sobre temas como gênero, identidade de gênero, sexo, sexualidade, direitos reprodutivos e DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) não estão totalmente esclarecidos na mente deles. Com isso, um tsunami de problemas de ordem biológica, psicológica e social pode ser gerado quando não há um acompanhamento educacional, a partir do instante que o jovem começa a manifestar as primeiras oscilações da libido, na qual fará parte da vida dele na fase adulta.

O envolvimento cada vez mais precoce entre adolescentes na vida sexual tem se tornado algo corriqueiro. Antigamente, muitos tinham a sua primeira experiência sexualmente ativa entre os 16 e 17 anos de idade, porém, atualmente, essa faixa etária varia entre os 13 e 15 anos de idade. Essa estimativa pode ser evidenciada na rotina diária de muitos brasileiros, sobretudo nas regiões onde a pobreza é extrema, visto que a desigualdade social em algumas regiões ainda é um dos principais causadores da prematuridade sexual juvenil. Isso é preocupante, pois enfatiza que a falta de uma orientação sexual está intimamente ligada aos fatores sócio-culturais e econômicos.

Devido a isso, o número de adolescentes grávidas continua crescendo, da mesma forma que o índice de abortos nessa fase aumenta proporcionalmente. Muitas delas, antes de ter o primeiro contato sexual, não tiveram uma orientação adequada sobre os seus direitos sexuais e reprodutivos. Isto por que, muitas escolas tratam desse assunto de forma conceitual sem contextualizar a realidade pela qual muitas delas vivem. Além disso, o ambiente familiar ainda trata como tabu a sexualidade feminina, procedimento este fruto de uma cultura altamente conservadora e, sobretudo machista.

Entre os garotos acontece o processo inverso, uma vez que muitas vezes os próprios pais são os primeiros a estimular a prática sexual deles. Geralmente é a figura paterna que se encarrega de dar os passos iniciais nessa questão, orientando os filhos da necessidade que eles têm de começar imediatamente a sua vida sexual. Com essa atitude, às vezes inconsciente, contribuem para que esses adolescentes se aventurem em práticas sexuais desprevenidas. O resultado disso é a consolidação de pais prematuros e despreparados para assumir determinadas responsabilidades, quando não, contraem alguma doença sexualmente transmissível.

Só no Brasil, o número de jovens que são contaminados por doenças ligadas ao sexo, principalmente na primeira relação de uma das partes, cresce a cada ano. No entanto, essa realidade não está ligada a falta de investimento governamental no que se refere aos contraceptivos. Pelo contrário, a cada ano o governo amplia o quantitativo de métodos anticoncepcionais, abrangendo localidades onde esses recursos eram escassos ou inexistentes. O que falta é uma educação sexual contextualizada, ou seja, não basta dizer que existem riscos de se contrair uma doença ou uma gravidez indesejada. É preciso exemplificar, com fatos da realidade desses jovens, os possíveis riscos que eles podem sofrer com a iniciação descabida da própria sexualidade.

Os males que uma má educação sexual pode causar são inúmeros, além de deixar sequelas profundas no corpo e no psicológico dos jovens, muitas delas até irreversíveis. Para que isso seja evitado um simples diálogo informal dentro de casa entre pais e filhos pode evitar uma gravidez não desejada ou até mesmo uma DST. A escola também merece destaque pois sobre ela recai a responsabilidade de orientar os jovens sobre os perigos acarretados pelo não uso dos métodos contraceptivos. Portanto os dois alicerces básicos, a escola e a família, têm a obrigatoriedade de guiar essa juventude para um caminho mais consciente, no qual ele solidifique o respeito pelo próprio corpo e pelo do parceiro(a).

3 comentários:

jony epa disse...

um dos aspectos fundamentais para adolescencia segura, parte da educação sexual. pois que muitos pais, talvez por receio ou desconhecimento, esquecem-se das 1ªs fases da educação quando a criança atinge a adolescencia.
a falta de dialogo e um ambiente saudavel em casa, conduz muitas das vezes a/o menina/o buscar a educação de fora; nos seus amigos, colegas, muitos deles com familias desestruturadas, isto é, sem um perfil para a educação de cidadania, religiosa, de convivência.
portanto, todas as estruturas da sociedade partindo da propria familia, escola, igreja, Estado, grupos associados ou de amigos, engenhem uma espendiosa tarefa de educar e reeducar os adolescentes.

jony epa disse...

Hoje, a educação sexual constituí um dos aspectos básicos para a população pois, sem ela, as consequências sociais no âmbito económico por exemplo, podem ser enormes.
Desta prática, quando resulta de uma gravidez, os adolescentes não imaginam, os problemas desta concepção. Muitas raparigas só se apercebem da gravidez depois de dois ou três meses e ao informar o seu parceiro este duvida ou mesmo declina-lhe a responsabilidade o que é fruto da falta de informação ou conhecimento sobre o assunto. Daí surgem consequências com repercussões na sua vida afectiva, na educação e no seu desenvolvimento harmonioso.
As nossas observações, diálogos e acompanhamentos dos estudos das nossas educandas e principalmente na vida social, notamos que uma mulher em fase gestacional acarreta várias consequências o que faz com que altere o seu estado psico-emocional, físico e a sua relação com o mundo que a rodeia.
Já na adolescente grávida, apresenta muitas vezes dificuldades de aquisição de conhecimentos, ausência constante nas aulas, o que condiciona ou influi no rendimento escolar da mesma.

Anônimo disse...

Olá caríssima blogueira.

Posso fazer uma divulgação? Sou autor do livro EXPLORER - MUNDO ADOLESCENTE NA SOCIEDADE ATUAL: MIDIA, CONSUMISMO E MOVIMENTOS SOCIAIS e gostaria de convidar vc a conhecer parte do livro e caso se interesse podemos conversar.