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21.3.11

A Banalização do Sexo na TV Brasileira


Os meios midiáticos são conhecidos pelo seu papel de entreter, informar e, sobretudo, interagir com os telespctadores. No caso da televisão, tal elo acaba criando uma proximidade muito maior, visto que ela exerce grande influência nos costumes da sociedade. Nesse aspecto, temas que deveriam ser tratados de forma educativa acabam na vala das banalidades, contribuindo assim para a distorção dos valores. Em outras palavras, pode-se destacar a abordagem dada para a temática sexual, a qual é retratada arbitrariamente por diversas emissoras, muitas vezes fora do horário nobre.

Mesmo com a obrigatoriedade imposta pela censura em criar classificações etárias para os programas televisivos, ainda assim, isso não foi o suficiente para conter a aparição de cenas “calientes” nas emissoras nacionais. Isto porque, muitos quadros de entretenimento exibem sem nenhum pudor demonstrações carnais que vão além do afeto, das quais contribuiria para despertar precocemente a sexualidae de muitas crianças e adolescentes.

Entre tantos programas nesse sentido, nada atinge tão diretamente o telespectador quanto as novelas. Elas, por tratarem de temas ligados ao cotidiano da sociedade, acabam inevitavelmente transportando tudo o que há no social de forma pouca plástica para a sua programação. Assim, muitas vezes não há uma filtragem daquilo que deveria ir ao ar, resultado, uma liberdade libidinosa invade as telas e quem está do outro lado não percebi os riscos que está correndo.

Como os pais podem aconselhar seus filhos sobre os perigos das DSTs, se em vários momentos vê-se cenas em que os atores trocam constantemente de perceiro (a)? Como explicar a um adolescente sobre a importância do primeiro beijo como passo da caminhada para uma vida sexual, se o beijo que deveria ser demosntração de carinho é exposto na maioria das vezes é quase como um ato sexual? E ainda, como acompanhar as descobertas ligadas a sexualidade dos jovens, se temas dessa natureza ainda são encarados como tabu por muitas emissoras? Nesse sentido, banalizar é o verbo que guia as ações realizadas por muitos programas, pois na guerra pela audiência, usam recursos apelativos , nos quais beijos ardentes, amassos, troca de parceiros e até mesmo o próprio ato sexual são mostrados despudoradamente.

Embora as novelas sejam mais perniciosas, elas não são as únicas ameaças existentes nos canais de televisão. A sensação do momento, os “Reality Shows” caíram nas graças do público brasileiro, trazendo consigo uma onda de desgraça, depravação e inversão dos valores humanos, e o poior, em pleno horário nobre. Nessa jogatina, os participantes lutam ferozmente para galgar os prêmios milionários oferecidos pelas emissoras. Emissoras, no plural, pois a febre que esse tipo de atração causou acabou se espalhando como uma praga por diversos canais, levando os seus participantes ao ponto de renegar a própria condição humana, na guerra para barganhar o prêmio final.

O resultado disso são demonstrações subumanas do corpo, como se este fosse uma arma, um objeto do qual será utilizado para ultrapassar qualquer obstáculo. E é dessa forma que funciona nesse tipo de programa, pois, mesmo não ganhado prêmio algum, os participantes sabem que fazer gestos sinuosos, aparecer com pouca roupa, ou até mesmo práticar sexo lá dentro, poderá render um ensaio para alguma revista de nu artistico ou até mesmo o estrelato no mundo pornográfico. E esse pensamento é tolerado pelas emissoras que transmitem de forma maquiavélica esse arsenal de imoralidade, visto por pessoas de todas as idades. Além dos reality shows, há também programas que fazem apologia direta ou indireta ao sexo casual, seja em quadros aparentemente inofensivos, como aqueles ligados à busca de um novo relacionamento, ou na exibição de filmes que divergem da sensura correta para a idade do telespectador.

Direta ou indiretamente, a Tv brasileira ainda precisa de um ajustes antes de chegar com qualidade aos lares dos milhões de telespectadores. É inegável que ela tenha se desenvolvido e que esse crescimento tenha sido acompanhado lado a lado com a sociedade, porém, isso não dá a ela o direito de banalizar certos assuntos, principalmente quando estes são relacionados ao sexo e a tudo o que está correlacionado a ele. Para isso, é importante contar com a visão crítica da sociedade em cobrar uma programação qualitativa, respeitando o público do qual muitos vezes é facilmente persuadido por boa parte de tudo o que é repassado pelas emissoras.

Um comentário:

Anne Lieri disse...

Diogo,excelente texto e assino embaixo!Sem querer ser careta,tb considero que o sexo na TV é usado de forma a erotizar até as crianças em suas propagandas.Quando vejo um bom documentário ou filme num canal pago,penso porque não passam esse tipo de programa na Tv aberta...bjs,