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10.11.10

"Comunicações eletrônicas e convergência de mídias", em outras palavras CENSURA!

o buraco é
mais embaixo



O ministro petista da verdade e propaganda, Franklin Martins, usou um tom “revolucionário”, se me entendem, para dizer hoje no convescote que ele armou com representantes de certas entidades internacionais ditas de imprensa, para tratar de controle da "mídia". Disse que a regulação vai sair com ou sem o consentimento dos setores envolvidos. Uau!!

Falou que “nenhum grupo tem o poder de interditar a discussão. A discussão está na mesa. Pode ser num clima de enfrentamento ou de entendimento”.

Há quem diga que justo por essa boca dura o Franklin Martins não deverá ficar na secretaria de comunicação social do governo Dilma. A ser verdade, e como o governo Dilma não começou ainda – e ele é do governo Lula – parece que a tática é botar um cachorro bravo latindo no portão, para ver como a turma reage.

Chama-se “seminário de comunicações eletrônicas e convergência de mídias” o que estão a fazer os baitas. Bonito o nome, gostei do “convergência” no título. E reparei que não fala em imprensa mas em mídia, que é como a esquerda chama a imprensa. É um providencial jeito de chamar a imprensa, quando pelas beiradas e até na atitude, se pretende “regulá-la”. Dizem lá que o objetivo é chegar a um anteprojeto – de lei, imagino - sobre a regulamentação da “mídia” para entregá-lo a Dilma, que então decidirá como prosseguir.

No lulopetismo, note-se, apresentar projetos para regular a “mídia” não é novidade nenhuma. Temos o finado caso da criação do conselho (soviet) nacional de imprensa e as pretensões da tal Confecom, ambas custeadas e orientadas pelo PT e sua CUT, como exemplos de tentativas – todas barradas, por inconstitucionais.

Franklin Martis disse que a desconfiança sobre o “controle social” da mídia é uma bobagem, um fantasma. E filosofou que “os fantasmas quando dominam nossas vidas nos impedem de olhar de frente a realidade”.

Que realidade é essa, camarada Fran? O presidente da Abert, das emissoras de rádio e tevê, por exemplo, discordou do ministro de Lula: "Enxergamos de modo diferente. Não estamos vendo fantasmas. São coisas que estão acontecendo".

E Franklin Martins deu razões para isso, ao dizer que "não haverá qualquer tipo de restrição. Mas vamos com calma. Isso não significa que não pode ter regulação. Liberdade de imprensa não quer dizer que a imprensa não pode ser criticada, observada". (...) "liberdade de imprensa quer dizer que a imprensa é livre, não necessariamente boa. A imprensa erra".

Então. Liberdade de imprensa não quer mesmo dizer que ela não possa ser observada e criticada. E quer mesmo dizer que ela é livre e não necessariamente boa. E a imprensa erra, também.

Mas está sim, na Constituição, que ela não pode ser regulada pelo Estado. E a Carta Magna não garante isso à imprensa, aos seus setores, seus jornalistas e empresas do ramo. Garante aos 180 milhões de brasileiros.

Portanto, é mais embaixo o buraco, quando Franklin diz que a regulação vai sair queiram ou não os "setores do ramo". Porque a Constituição não garante aos “setores da mídia e do ramo” a liberdade de imprensa. O faz aos 180 milhões de cidadãos, como cláusula pétrea.

Portanto e por isso não vai dar para “regular” a imprensa, até aumentar-lhe a credibilidade, como sugeriu um dos convidados - o português - de Franklin para o convescote, está na matéria aí abaixo de título “pensando com a bunda”. Mas os petistas não param e não vão parar de tentar.

THOMAZ MAGALHÃES no seu Trem Azul 

Um comentário:

angela disse...

O conceito de liberdade é relativo. Toda liberdade a eles.