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13.9.10

AGORA NÃO SOU EU QUEM DIGO !

Politização é o maior risco para a Petrobras, diz "Wall Street Journal"

Uma reportagem publicada na edição desta segunda-feira pelo periódico americano Wall Street Journal afirma que a politização da Petrobras é o maior risco que a empresa enfrenta no futuro.
O texto, assinado pelo jornalista Edward Tan, afirma que a Petrobras, em sua oferta pública de ações estimada em US$ 65 bilhões, tem ressaltado aos potenciais compradores dos títulos os altos riscos envolvidos na exploração de petróleo em águas profundas.
"Mas o maior risco da Petrobras pode ser político", afirma o texto. "A grande reserva de petróleo no litoral do Brasil ameaça reintroduzir a política na administração da gigante petrolífera, que é controlada pelo governo brasileiro, mas competentemente administrada de forma comercial."
"Como a Petrobras é vista como um instrumento de política nacional, seja na sua concepção ou através da evolução econômica, ela se permite ser politizada. O perigo é que ela se aproxime da Petróleos Mexicanos ou Petróleos de Venezuela AS, as companhias nacionais do México e Venezuela respectivamente, que foram transformadas para promoverem várias causas sociais."
O jornal prevê que as ações da Petrobras ficarão mais voláteis no futuro próximo, devido às atividades exclusivamente petrolíferas da companhia, aos riscos ligados à exploração em águas profundas e ao "risco de que sua filosofia independente seja alterada pela política".
Eleições presidenciais
O Wall Street Journal ressalta que a Petrobras tem perspectivas enormes de retorno financeiro diante das reservas comprovadas de 14 bilhões de barris equivalentes de petróleo (BEP), com potencial para chegar a 35 bilhões de BEP.
No entanto, o jornal diz que isso pode levar a um controle político maior da Petrobras, já que o Congresso brasileiro está considerando criar leis que dariam exclusividade à empresa brasileira na operação de áreas do pré-sal.
Com isso, a empresa, que tem 55% das suas ações com direito de voto sob controle do governo, teria uma posição predominante na exploração das novas jazidas. No entanto, alguns acionistas reclamam que a Petrobras pagaria caro demais pela operação nas áreas determinadas pela lei e podem levar a questão à Justiça.
Outro risco de politização da Petrobras apontado pelo jornal são as eleições presidenciais brasileiras, que "introduzem outra incerteza".
"A candidata com ampla margem de liderança nas pesquisas, Dilma Rousseff, é vista em geral como tendo posições mais esquerdistas do que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de ter o seu apoio", escreve o Wall Street Journal.
Terra

2 comentários:

Lengo D'Noronha disse...

Caro Eduardo,

Esperar o quê do Wall Street Journal, um jornal ultra conservador que representa os interesses tão somente do capital?
Agora que o Brasil vai se tornar exportador do óleo preto, é previsível que o mercado do norte faça tudo para desqualificar e criar um clima de desconfiança em relação aos NOSSOS DIREITOS.
'Politizar a Petrobras' para eles significa aplicar os dividendos em educação, saneamento e melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.
Nada mais justo. Ou prefere que nosso petróleo vá enriquecer mais ainda as grandes corporações?

Abraço e boa semana.

Eduardo P.L disse...

Antonio,

minha resposta ao seu comentário e sua pergunta, pode ser dada num texto que publiquei em Maio do ano passado, como vê não é de hoje que venho dizendo a mesma coisa que o "Jornal representante do capital estrangeiro", agora fala!

28 Maio 2009
CPI da Petrobrás
Não dá para não falar deste assunto. Mesmo que saibamos que é mais uma CPI que não irá dar em nada, a forma truculenta como o Lula esta levando a coisa, merece uma nota! Se a Petrobrás não deve, não deveria temer. Claro que deve, e claro que sabe que uma CPI de verdade levaria a direção da empresa a explicar o que não querem. O PT, o PMDB, e o Lula sabem o que fizeram, e fazem de errado, com os recursos desta companhia de capital aberto. Não querem que se mecha nisso. Ao invés de confessarem seus temores de que essa CPI pode colocar em risco o Governo, e a direção da empresa, alegam falta de patriotismo das oposições que propuseram a CPI. Nada mais grotesco. Tosco. Primário. Como de resto é o governo Lula. No mundo atual, sobretudo após a presente crise iniciada nos Estado Unidos, nenhuma empresa que se preze pode se dar ao luxo de esconder em baixo do tapete suas mazelas. A transparência administrativa é fundamental. Impatriótico e inconseqüentes são os que não querem investigar! O Brasil ( e somos nós) pagaremos por isso. É só esperar para ver!E mais uma vez a maioria do congresso passa como um trator sobre a minoria! Maioria corrupta, negociata, e espúria. Não que a minoria seja de políticos de reputação ilibada, mas suas posições, neste caso, são louvável.
Postado por Eduardo P.L


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