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12.7.10

A CRISE E O NOVO PARADIGMA

ESTE ARTIGO NÃO É MEU.  FOI PUBLICADO NO SEMANÁRIO "EXPRESSO" DESTA SEMANA. PELO SEU INTERESSE, REPRODUZO AQUI.

A maneira como hoje vemos o mundo e como nos comportamos mudou quando o paradigma que tornou possível a invenção da máquina a vapor foi substituído pelo paradigma que tornou possível a invenção dos artefactos cibernéticos. Foi esse o ponto de viragem que alterou não o mundo, mas a nossa visão do mundo e, em consequência, o nosso comportamento. A partir de meados dos anos 80, o mundo virtual atingiu suficiente autonomia do mundo real. Os efeitos foram inúmeros e inevitavelmente atingiram também o mundo financeiro. Aquilo a que hoje em dia chamamos especulação, mais não é do que a autonomização da economia virtual relativamente à economia real. Não diverge muito do funcionamento das redes sócias ou do sexo cibernético. Aquilo a que damos o nome de “crise” não é mais do que manifestação destas consequências e outras se seguirão, enquanto o actual paradigma científico não esgotar todas as suas potencialidades de crise e acabarmos por inventar outros paradigmas que, por sua vez, abrirão outras crises. Aquilo a que hoje chamamos crise é o preço a pagar pelos benefícios que o actual paradigma traz à nossa experiência do mundo.
Por isso as decisões tomadas pelos governantes para combater a actual crise serão, provavelmente, a melhor maneira de a aprofundar mais.
A obsessão pelas consequências financeiras do actual paradigma do sistémico não faz senão acelerar ainda mais os processos especulativos que as provocaram. De que vale baixar os défices produzidos pelo sistema especulativo se, à medida que forem baixando, o próprio sistema especulativo continuará a funcionar segundo a sua lógica, provocando desvalorização dos recursos financeiros disponíveis? De que vale aumentar a produtividade, se a riqueza produzida alimentar o funcionamento do dispositivo sistémico de diminuição do valor monetário dos bens produzidos?
Tudo parece indicar que a actual crise se deve ao facto de o paradigma sistémico ter atingido uma etapa de aceleração que prenuncia o seu estertor. Quando ele se tornar insustentável, resta a esperança de que a inteligência humana defina um novo paradigma de ver o mundo e novas formas de comportamento.

Artigo de Adriano Duarte Rodrigues, In Semanário “Expresso”, de 10/7/2010.

2 comentários:

Eduardo P.L disse...

Realmente interessante!

myra disse...

muito bom e bastante terrivel, mas quem sabe se poderà encontrar uma souçao, afinal de contas a inteligencia sempre encontrou algo! espero que siga!